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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Cronologia: Brasil, 1945-1949 e 1956-1964


1. O Brasil nos anos em que António Aniceto Monteiro aí viveu (segundo a Wikipédia):
1945 no Brasil
1946 no Brasil
1947 no Brasil
1948 no Brasil
1949 no Brasil


2. Cronologia de António Aniceto Monteiro:
1945
António Aniceto Monteiro vê-se obrigado a sair de Portugal, porque lhe vedaram a entrada na carreira académica, por razões políticas. Com recomendação de Albert Einstein, J. von Neumann e Guido Beck obtém uma cátedra de Análise Superior no Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Filosofia (o convite tinha sido feito em Setembro de 1943). Em 28 de Fevereiro, António Aniceto Monteiro embarca para o Rio de Janeiro onde chega com um contrato por quatro anos o qual não será renovado por influência da Embaixada de Portugal.
É nomeado membro del Comité de Redacção da Revista Summa Brasiliensis Mathematicae que a Fundação Getúlio Vargas edita.
1945-1946
António Monteiro é investigador do Núcleo Técnico Científico da Fundação Getúlio Vargas (Rio de Janeiro), dirigido por Lélio Gama.
1946
Julho: Doutora-se Alfredo Pereira Gomes na Universidade do Porto, depois de ter sido orientado por António Aniceto Monteiro.
1948
António Monteiro inicia a série de publicações intituladas Notas de Matemática. Nos anos 1948-1949, são editados seis fascículos. Mais tarde, depois de sua ida para a Argentina, esta colecção será publicada sob a direcção de Leopoldo Nachbin alcançando uma grande difusão na América Latina.
1949
António Monteiro participa activamente na criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, do qual é membro fundador e para o qual é contratado como investigador de Matemática.
Lecciona um curso de Introdução à Matemática para os investigadores de Instituto de Biofísica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro por convite do seu Director Carlos Chagas.
Em 5 de Dezembro, vindo do Brasil, chega à Argentina (Buenos Aires), contratado pela Universidad Nacional de Cuyo (sediada na cidade de San Juan, província de San Juan). De 1950 até 1956 é aí docente de Análise Matemática na Facultad de Ingeniería, Ciencias Exactas, Físicas y Naturales.
A partir de 1950 é professor de Matemáticas Superiores na Faculdade de Ciências da Educação da mesma universidade, na cidade de San Luis.

3. O Brasil desde a eleição de Juscelino Kubitschek até ao Golpe Militar de 1964 (segundo a Wikipédia):
1956 no Brasil
1957 no Brasil
1958 no Brasil
1959 no Brasil
1960 no Brasil
1961 no Brasil
1962 no Brasil
1963 no Brasil
1964 no Brasil

4. Cronologia de António Aniceto Monteiro:
1959
Designado Organizador do Instituto de Matemática da Universidad Nacional del Sur, por diploma de 1959.
É convidado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, na sua qualidade de Membro Fundador, para assistir à comemoração do décimo aniversário da sua fundação, permanecendo no Rio de Janeiro de Julho a Novembro. Em Julho participa como convidado no 2º Colóquio Brasileiro de Matemática, que se realiza em Poços de Caldas (Brasil), dando conferências entre as quais expõe as suas pesquisas sobre Álgebras Monádicas.

5. Ver ainda (sobre este segundo período):
A luta dos Antifascistas Portugueses do Brasil contra a ditadura de Salazar e o Colonialismo, por Miguel Urbano Rodrigues
Após a chegada ao Rio de Janeiro do general Humberto Delgado, em 21 de Abril de 1959, dia do Tiradentes, a acção da PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado – a polícia política portuguesa do tempo de Salazar) intensificou-se no Brasil. A PIDE tinha informadores e agentes infiltrados naquele país que relatavam a actividade do numeroso grupo de exilados políticos que aí viviam. Esses relatórios têm, é claro, a credibilidade que merecem...
Antes de partir para o exílio, Humberto Delgado esteve refugiado na Embaixada do Brasil em Lisboa, desde 12 de Janeiro de 1959. O embaixador era Álvaro Lins, grande amigo da oposição portuguesa, tendo presidido à 1ª Conferência Inter-americana da Amnistia para os Exilados e Presos Políticos da Espanha e de Portugal, realizada na Faculdade de Direito de São Paulo em 1960.
Os documentos aqui reproduzidos constam do Processo 558/67-SR, NP-3577 (folhas 26, 27, 35, 37, 40), do Arquivo da PIDE/DGS, relativo a António Aniceto Monteiro, existente na Torre do Tombo (IAN/TT).
Os recortes de jornais são ambos do «Portugal Democrático» e fazem parte integrante de relatórios da PIDE. As «Declarações do prof. Aniceto Monteiro» são do nº 32 de Janeiro de 1960. O telegrama enviado ao jantar de homenagem a Álvaro Lins (que se tinha realizado em 5 de Maio, em S. Paulo) foi publicado no nº 37 de Junho de 1960.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Proposta do INIC, assinada por Miller Guerra (26 de Novembro de 1976)

© Família de António Aniceto Monteiro

PROPOSTA 

Considerando o alto mérito científico do Prof. Doutor António Aniceto Monteiro e o elevado interesse que terá para a cultura matemática e sua reintegração na actividade científica nacional conforme se comprova pelas exposições subscritas por matemáticos das Universidades de Lisboa, de Coimbra e do Porto, que se juntam; 
Considerando a actividade desenvolvida pela Prof. Doutor António Aniceto Monteiro no âmbito do então Instituto de Alta Cultura (bolseiro fora do País desde Julho de 1931 a Junho de 1936, bolseiro na País desde Julho de 1936 a Setembro de 1936, colaborador no serviço de Inventariação da Bibliografia Científica existente em Portugal desde Junho de 1937 a Dezembro de 1942 num total de cerca de 10 anos); 
O Instituto Nacional de Investigação Científica propõe, a título excepcional, a integração do referido Professor como investigador a tempo inteiro, no Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais das Universidades de Lisboa, com uma remuneração correspondente à letra D, como ê norma para os investigadores dos Centros de Investigação dependentes do INIC.

Lisboa, 26 de Novembro de 1976

O PRESIDENTE,
J. P. Miller Guerra
=== 
O Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC) existiu entre 1976 e 1992, na dependência do Ministério da Educação e da Ciência. Resultou da extinção e repartição por dois serviços distintos das competências do Instituto de Alta Cultura: o INIC passou a deter competências ao nível da actividade de investigação científica (Decreto nº 538/76, de 9 de Julho de 1976); o Instituto de Cultura Portuguesa (hoje Instituto Camões) ficou com as competências inerentes ao ensino e à difusão da língua e da cultura portuguesa no estrangeiro (Decreto-Lei nº 541/76, de 9 de Julho de 1976).
Segundo o diploma de criação, o INIC tinha por missão contribuir para o fomento da investigação científica e para a formulação, coordenação e realização da política científica nacional, bem como colaborar na definição e execução dos planos de preparação do pessoal qualificado necessário ao desenvolvimento do país2. Neste âmbito, e pela leitura da legislação e da documentação produzida, sabemos que financiava projectos de investigação, bolsas individuais e unidades (ou centros) de investigação.
(...)
===

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Perguntado sobre a evolução das ciências matemáticas em Portugal, disse o prof. Monteiro que «o caminho dos matemáticos portugueses é emigrar. Isto é o que se observa» Agora, vêm eles para o Brasil, onde encontram uma segunda pátria. Não seria este, certamente, o desejo desses matemáticos se tivessem o auxílio que merecem».


Declarações do prof. Aniceto Monteiro

Encontra-se no Rio de Janeiro, a convite do Centro Brasileiro de Pcsquisas Físicas, o ilustre matemático português, prof. António Aniceto Monteiro. À sua chegada, em meados de dezembro, à capital federal, o ilustre cientista fez as seguintes declarações à imprensa:
«Não existe o intercâmbio luso-brasiletro. Portugal envia para o Brasil pessoas escolhidas por critério de ordem política, gente que não representa a inteligência portuguesa o que só serve, em geral, para aumentar o repertório do anedotário sobre os portugueses.
A lista dos intelectuais lusitanos perseguidos pelo fascismo é imensa, isto porque a inteligência portuguesa se mantém ao lado do povo, na luta contra o regime, que asfixia o país há 33 longos anos».
«Os alunos da escola primaria do meu país vestem, obrigatoriamente, o uniforme verde dos «lusitos» e os da escola secundaria o uniforme castanho da mocidade portuguesa. São obrigados a desfilar de mãos estendidas à fascista e marcham a passo do ganso. E os professores universitários são expulsos das suas cátedras, por manifestarem sua oposição ao regime asfixiante».

Cultura desenvolve-se em democracia
O prof. António Anitceto Monteiro veio ao Brasil, eomo acima dissemos, a convite do Centro Brasileiro do Pesquisas Físicas, instituição da qual é fundador, Já lecionou na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, de 1945 a 1948. Atualmente entá radicado na Argentina, contratado pela Universidade do Sul, para organizar um Instituto de Matemática. Tem 52 anos, nasceu em Mossamedes, na colônia portuguesa de Angola. Ê licenciado em Ciências Matemáticas pela Universidade de Lisboa e dou-tor pela Sorbonne; membro correspondente da Academia Brasileira de Ciências, laureado pela Academia de Ciências de Lisboa com o Prémio Artur Malheiros.
«Preciso falar de política, porque o desenvolvimento da cultura só é possível quando existem as liberdades democráticas fundamentais» — declarou o prof. Antônio Monteiro. — «A maior riqueza de um país, são as imensas reservas de inteligência existentes nas amplas camadas populares, que só podem revelar-se numa atmosfera de progresso».

Matemáticos emigram
Perguntado sobre a evolução das ciências matemáticas em Portugal, disse o prof. Monteiro que «o caminho dos matemáticos portugueses é emigrar. Isto é o que se observa» Agora, vêm eles para o Brasil, onde encontram uma segunda pátria. Não seria este, certamente, o desejo desses matemáticos se tivessem o auxílio que merecem».

Censura
Disse, mais, que «em Portugal não existe nenhuma liberdade democrática fundamental». «Eu nunca votei em meu país. Os jornais estão submetidos à censura».
O prof. Antônio Aniceto Monteiro concluiu suas declarações lembrando a figura de Tiradentes, «exemplo que ilustra a ferocidade manifestada pela reação portuguesa, sempre que governou o país. Tiradentes deve estar sempre presente no espirito dos portugueses que desejam um Portugal livre e independente» — concluiu.

Artigo do «Portugal Democrático», nº32, 1960.
O documento aqui reproduzido consta do Processo 558/67-SR, NP-3577 (folha 40), do Arquivo da PIDE/DGS, relativo a António Aniceto Monteiro, existente na Torre do Tombo (IAN/TT).

terça-feira, 3 de abril de 2007

Oscar Dodera Luscher (1912-1992)

Oscar Dodera Luscher, conselheiro científico da UNESCO, foi quem promoveu a viagem de Monteiro aos países da América Latina ainda no período de San Juan.
*
Ver:
Oscar Dodera Luscher

Guido Beck (Reichenberg/Liberec, 1903 - Rio de Janeiro, 1989)


Ver:
(Um livro comovente! Nele se reconhece o papel fundamental que teve Guido Beck na ida de António Aniceto Monteiro para a América do Sul)

segunda-feira, 2 de abril de 2007

LOS CAMINOS DE UN MATEMÁTICO - Entrevista a Mischa Cotlar, por Carlos Borches

Esta entrevista também está aqui:
A parte da entrevista referente a António Aniceto Monteiro está transcrita aqui:
*
Sobre Oscar Varsavsky (Buenos Aires, Argentina, 18 de enero de 1920; Buenos Aires, 17 de diciembre de 1976), ver:
Oscar Alberto Varsavsky - Epistemólogo y matemático

A maior riqueza de um país...

António Aniceto Monteiro, em Julho de 1959
Digitalização Jose Marcilese
© Família de António Aniceto Monteiro

JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, "o TIRADENTES"

Artigo do «Portugal Democrático», nº32, 1960.
O documento aqui reproduzido consta do Processo 558/67-SR, NP-3577 (folha 40), do Arquivo da PIDE/DGS, relativo a António Aniceto Monteiro, existente na Torre do Tombo (IAN/TT).
*
Da CRONOLOGIA:
1959
...
É convidado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, na sua qualidade de Membro Fundador, para assistir à comemoração do décimo aniversário da sua fundação, permanecendo no Rio de Janeiro de Julho a Novembro. Em Julho participa como convidado no 2º Colóquio Brasileiro de Matemática, que se realiza em Poços de Caldas (Brasil), dando conferências entre as quais expõe as suas pesquisas sobre Álgebras Monádicas.
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"Alferes Tiradentes" - óleo de Washington Rodrigues (Museu de História Natural, Rio de Janeiro)
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domingo, 1 de abril de 2007

Alberto González Domínguez (1904-1982)

Alberto González Domínguez
Dr. Alberto González Domínguez
Alberto González Domínguez

Orlando Eugenio Villamayor (1923-1998)

Premio Konex 1983: Matemática

Luis Antonio Santaló (Gerona, 9/10/1911- Buenos Aires, 22/11/2001)


Luis Santaló-
Luis Santaló - En memoria
Luis Antonio Santaló - The Prince of Asturias Foundation
Homenaje a Luis Santaló
[PDF] Luis A. Santalo en Argentina
Luis Santaló - Wikipedia, the free encyclopedia

Alberto P. Calderón (1920-1998)


Alberto P. Calderón - Unión Matemática Argentina (UMA) - Discurso del Dr. Eduardo Zarantonello. UMA- Rosario, 22 de setiembre de 2000.
Mathematician Alberto Calderón, 1920-1998 - University of Chicago
*
"In March 1975, invoking anti-terrorist legislation, one of these rapidly changing «interventores» sacked Emeritus Professor António Monteiro from the Universidad del Sur, in Bahía Blanca. It was prohibited for him to enter University premises.
The impact of this action was extraordinary. Outside Argentina it was difficult to understand it. All who knew him were aware of his lifelong opposition to the regime of Salazar in Portugal, which in the end made him and several others leave Portugal. His opposition stemmed from very high moral standards and a deep sense of justice, which lead him to hold socialist views he never abandoned and to have a lifelong rejection of violence. He was not a political man, but with a high sense of honour, was never a courtesan of those in power.
It was difficult to see how a country that had received so much from such an eminent scientist could behave in this irresponsible manner.
The reaction in Argentina was one of shock. Professor Alberto P. Calderón and three other eminent mathematicians requested the «interventor» of the Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas, en Buenos Aires, to invite Monteiro, who was not a sponsored member, to join it at the highest rank. The generous letter, dated April 21 (and enlarged on April 24) points to the outstanding contributions of Monteiro to Argentina’s science and indicates that «…he continues to be the soul of the Department, which was his own creation» (4).
Monteiro did receive support from the Consejo for a period. At times his financial situation was far from good. I remember that in one of my visits to him, after he was separated from the University, I estimated his pension, which in rapidly inflating pesos did not mean very much to me, at the equivalent of a few kilograms of coffee a month.
Unfortunately there were even more serious problems for him. Monteiro was deeply worried about Luiz, his son and his dedicated disciple in Mathematical Logic. Luiz was being kept in detention without a charge. Fortunately he was released after some months, after strong pressures on the government, when it became clear that there was nothing on which he could be charged".
*
Os três outros eminentes matemáticos, de que fala E. L. Ortiz, foram A. González Domínguez, L. A. Santaló e O. E. Villamayor. Sobre este texto de E. L. Ortiz ver:

Bariloche, na Patagónia Argentina




...
1961
No início de 1961 lecciona um curso sobre Espaços de Hilbert no Instituto de Física de Bariloche e nessa ocasião inicia no estudo de Lógica Algébrica licenciados em Matemática da Universidade de Buenos Aires entre os quais se destaca pelos resultados obtidos, sobre problemas propostos, o Licenciado Horacio Porta. No mesmo período (1960-1961) dirige os estudos de Mário Tourasse Teixeira, de nacionalidade brasileira, primeiro directamente em Bahía Blanca e Bariloche, e posteriormente por correspondência sobre um tema que foi posteriormente objecto da sua tese de Doutoramento na Universidade de São Paulo.
...
1964
...
No fim de 1964 trabalha como assessor da Fundação Bariloche, com o objectivo de organizar um Instituto de Matemática dedicado essencialmente à investigação ao nível latino-americano tendo, a propósito, redigido um relatório.
...
*
Ver:

sexta-feira, 30 de março de 2007

Monte Hermoso

Reprodução por meios fotográficos de Elza Amaral
© Família de António Aniceto Monteiro
Lídia e António Aniceto com os netos (em Monte Hermoso): Matias Monteiro (filho de António), Marcela, Maria Fernanda Monteiro (filhas de Luiz).

quinta-feira, 29 de março de 2007

Bahía Blanca, Argentina - en las márgenes del Napostá...




Em Bahía Blanca viveu António Aniceto Monteiro de meados de 1957 a meados de 1977, e de meados de 1979 até à sua morte em 1980.
No primeiro mapa está a província de Buenos Aires na qual se integra Bahía Blanca. Pode também ver-se Monte Hermoso.
O terceiro mapa é uma planta onde se vê a Avenida Colón onde se localiza a reitoria da Unversidad Nacional del Sur.
*

San Juan, Argentina




Aqui viveu António Aniceto Monteiro de Dezembro de 1949 a meados de 1957.
No primeiro mapa estão marcadas as províncias San Juan, a norte, e a sua vizinha, Mendoza, a sul.
O segundo mapa mostra a província de San Juan. Podemos ver a localização da capital e, também, Calingasta, entre outras cidades.
No terceiro mapa estão as províncias de San Juan, San Luis e Mendoza.
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CRONOLOGIA DO PERÍODO EM QUE ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO VIVEU EM SAN JUAN
1949
...
Em 5 de Dezembro, vindo do Brasil, chega à Argentina (Buenos Aires), contratado pela Universidad Nacional de Cuyo (sediada na cidade de San Juan, província de San Juan). De 1950 até 1956 é aí docente de Análise Matemática na Facultad de Ingeniería, Ciencias Exactas, Físicas y Naturales.
A partir de 1950 é professor de Matemáticas Superiores na Faculdade de Ciências da Educação da mesma universidade, na cidade de San Luis.
1950
Em Janeiro e Fevereiro ao chegar à Argentina redige um trabalho sobre Aritmética de los filtros en la Teoría de los Espacios Topológicos, no qual expõe resultados que obteve sobre o assunto, que envia como anónimo ao concurso internacional organizado pela Sociedade Matemática de França em comemoração do jubileu do seu mestre Maurice Fréchet. Este trabalho foi eleito entre os quatro melhores apresentados.
1951
António Monteiro é co-fundador do Departamento de Investigaciones Científicas (DIC) da Universidad Nacional de Cuyo (Mendoza) onde é professor.
1953
Professor Full-time no Instituto de Matemática do DIC na Universidad Nacional de Cuyo, desempenhando as suas actividades como docente na Faculdade de Engenharia de San Juan.
1954
António Monteiro participa no Segundo Congresso Latino-Americano de Matemática, em Villavicencio, no Instituto de Matemática de Mendoza, organizado pela UNESCO de 21 a 25 de Julho, em que apresenta uma exposição do conjunto dos resultados obtidos no seu trabalho La Aritmética de los filtros en la Teoría de los Espacios Topológicos.
1954-1956
António Monteiro é professor de matemática na Escola de Arquitectura da Faculdade de Engenharia de San Juan, da Universidad Nacional de Cuyo.
1955
Em Fevereiro António Aniceto Monteiro lecciona um dos Primeiros Cursos Latino-americanos de Matemática patrocinados pela UNESCO, que se realizam no Instituto de Matemática de Mendoza, destinados ao aperfeiçoamento de Professores Universitários, ao qual assistem professores do Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Chile e Argentina.
António Monteiro é co-fundador da Revista Matemática Cuyana, tendo sido nomeado membro do seu comité de redacção.
1956-1957
Professor Contratado da Faculdade de Engenharia de San Juan, Universidad Nacional de Cuyo.
1956
Em 1956 é eleito pelos seus colegas do Instituto de Matemática de Mendoza, para realizar uma viagem ao Paraguai, Bolívia, Peru e Chile com o objetivo de estudar o aproveitamento dos bolseiros que tinham assistido aos cursos de 1955 e ajudá-los no seu trabalho. Realiza esta viagem em 1956 patrocinado pela UNESCO, tendo logo apresentado a esta instituição, um pormenorizado relatório sobre a situação nos diversos países.
Em 23 de Agosto é designado Profesor Titular, por concurso, da cátedra de Análise da Facultad de Ciencias Exactas y Naturales de la Universidad de Buenos Aires, por decisão de um júri integrado por Beppo Levi, Mischa Cotlar e Rodolfo Ricabarra. Recusa essa posição.
É convidado a organizar o Instituto de Matemática da Universidade de Santiago do Chile mas recusa, também, esse convite.
Em 6 de Janeiro é criada a Universidad Nacional del Sur (UNS), Bahía Blanca, Argentina, e António Aniceto Monteiro é convidado a nela se incorporar e aceita (razão por que recusa os outros dois convites).
Nomeado membro correspondente da Academia Brasileira de Ciências.
1957
Em Julho de 1957 vai viver para Bahía Blanca com a posição de Professor Contratado da Universidad Nacional del Sur.