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terça-feira, 17 de abril de 2007

Garrett Birkhoff (January 19, 1911, Princeton, New Jersey, USA – November 22, 1996, Water Mill, New York, USA)

Birkhoff_Garrett summary * Birkhoff_Garrett biography
Garrett Birkhoff - Wikipedia, the free encyclopedia
The Mathematics Genealogy Project - Garrett Birkhoff
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En esa época [1936-1945] Monteiro también se familiariza con los trabajos de Garrett Birkhoff sobre teoría de los reticulados y álgebra universal, de Marshall Stone sobre la representación topológica de álgebras de Boole y reticulados distributivos y de Henry Wallman sobre la compactación de espacios topológicos, los que tendrán una influencia decisiva para el futuro de sus investigaciones.
[De] Roberto Cignoli: La Obra Matemática de António Monteiro.
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"Applications des fonctions assymptotiquement presque périodiques au théorème ergodique de Birkhoff" (conferência de Maurice Fréchet em Lisboa em 1942).
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Ninguém me apresentou ou sugeriu Caraça. Encontrei-o por acaso, num alfarrábio em Fortaleza, sob a forma de um livro com páginas ainda dobradas. Chamava-se “Licões de Álgebra e Análise”, vol. 1. Algum aficionado certamente o comprara pelo título ou ganhara-o de presente, e se desfizera dele, desapontado pelo primeiro contacto com seu conteúdo. Exatamente esse estranho índice e os inesperados conceitos que vislumbrei nas páginas expostas entre os cadernos dobrados é que me fascinaram. Comprei o livro e, por meio dele, me iniciei no mundo dos conjuntos, números transfinitos, números naturais, inteiros, reais e complexos, todos construídos passo a passo. Caraça era meu único professor, meu guia. Um aspecto interessante do livro eram as indicacões bibliográficas comentadas, no fim de cada capítulo. Devido a elas, encomendei “Pure Mathematics” de Hardy e “Survey of Modern Algebra” de Birkhoff-MacLane a uma livraria no Rio. Junto com os livros, veio um catálogo no qual estavam a monografia “Filtros e Ideais” de Monteiro e a “Aritmética Racional”, que ele escreveu junto com J. Silva Paulo.
[De] Elon Lages Lima: Impressões sobre António Aniceto Monteiro .
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Besides Cotlar, the main research workers of this group [Mathematics Research Institute, Mendoza, Argentina] were Eduardo Zarantonello, who was at the time working on a now classic book on theoretical hydrodynamics co-authored by G. Birkhoff; the German mathematician Dietrich Völker, well known for his work on integral transforms; topologist Rodolfo Ricabarra; logicians Gregorio Klimovsky and Jorge Bosch; algebraist Villamayor (who moved from San Juan); statistician and probabilist Fausto I. Toranzos; O. Varsavsky, with interests in several areas; complex analyst Yanny Frenkel (Cotlar's wife), and a few others. Some of them were there permanently, others commuted.
[De] Eduardo L. Ortiz: Professor António Monteiro and contemporary mathematics in Argentina.
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In 1968 Monteiro read a paper on generators of distributive lattices, a topic suggested by a telecommunications problem, at a Panamerican mathematical meeting held in Buenos Aires. G. Birkhoff, who was at the meeting, praised Monteiro’s work.
[De] Eduardo L. Ortiz: Professor António Monteiro and contemporary mathematics in Argentina.
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En 1968 Monteiro participa del Congreso Panamericano de Matemática, realizado en Buenos Aires, donde presenta un trabajo sobre generadores de reticulados distributivos, que fue elogiado por Garret Birkhoff, presente en el Congreso.
[De] E. Fernández Stacco: António A. Monteiro (31/05/1907-29/10/80).
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Em 1968, durante o Congreso Panamericano de Matemática, realizado em Buenos Aires apresentou um trabalho sobre Reticulados Distributivos, que foi elogiado pelo Professor Garret Birkhoff, que assistiu a esse Congresso. Muitas vezes pedi-lhe que redigisse esse trabalho, mas a sua resposta era há muitas coisas que só tenho na minha cabeça e que não estão escritas. Em 1998 baseando-me em notas redigidas por ele, necessariamente incompletas, redigi esse trabalho que só foi publicado até agora numa coleção de circulação interna do Instituto de Matemática.
[De] Luiz F. Monteiro: Contribuição Matemática do Professor Dr. António A. R. Monteiro.
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Monteiro se abocó al estudio de estas álgebras, que son reticulados distributivos con ciertas operaciones adicionales. Extendiendo resultados de Birkhoff para reticulados distributivos finitos, dio una representación de las álgebras de De Morgan finitas por medio de conjuntos parcialmente ordenados finitos dotados con un antiisomorfismo involutivo [M27], [M29]. Por medio de esta representación, obtuvo un método para la construcción de matrices no regulares para el cálculo proposicional clásico, resolviendo así un problema planteado por Alonzo Church [M27]. Tanto en el caso de las álgebras de De Morgan como en el de las de Nelson, para obtener los resultados deseados investiga las propiedades aritméticas del reticulado subyacente.
...
Por ejemplo, fuera de su línea central de investigación en álgebra de 1a lógica, Monteiro presentó en un Simposio Panamericano de Matemática Aplicada realizado en Buenos Aires en 1968 el trabajo «Generadores de reticulados distributivos finitos», que fue muy elogiado por Garrett Birkhoff, presente en la exposición del mismo. Lamentablemente solo está publicado el resumen [M37]. Luiz Monteiro está actualmente editando los correspondientes manuscritos, para publicados en un próximo volumen de las Notas de Lógica [publicado en 1998 [M48]].
[De] Roberto Cignoli: La Obra Matemática de António Monteiro.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

CRONOLOGIA

CRONOLOGIA DE ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO

1907
Em 31 de Maio, nasce, em Mossâmedes, Angola, o matemático António Aniceto Ribeiro Monteiro, também conhecido por António Aniceto Monteiro ou António Monteiro, filho de António Ribeiro Monteiro e de Maria Joana Lino Figueiredo da Silva Monteiro. Namibe é o actual nome de Mossâmedes (que chegou a escrever-se Moçâmedes).
1915
A 7 de Julho morre António Ribeiro Monteiro, tenente de infantaria, que se encontrava em comissão extraordinária no sul de Angola.
1917-1925
Faz os estudos secundários no Colégio Militar, em Lisboa, onde é o aluno nº 78.
1925-1930
Estuda na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, de 20 de Outubro de 1925 a 17 de Julho de 1930, onde encontra a sua vocação e o seu primeiro Mestre – Pedro José da Cunha.
1929
Casa-se em 29 de Julho com Lídia Marina de Faria Torres. Do casamento nascerão dois filhos – António e Luiz.
1930
Em 17 de Julho licencia-se em Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
1931-1936
António Monteiro é bolseiro em Paris do Instituto para a Alta Cultura (IAC) desde Novembro de 1931 até Julho de 1936. Durante este período estuda no Instituto Henri Poincaré, realizando trabalhos científicos sob a direcção de Maurice Fréchet.
1934
A 8 de Fevereiro nasce António, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1936
Conclui o Doutoramento de Estado na Faculdade de Ciências da Universidade de Paris, em Ciências Matemáticas, com a menção Très Honorable, orientado por Maurice Fréchet, com uma tese intitulada Sur l’additivité des noyaux de Fredholm.
É fundado o Núcleo de Matemática, Física e Química, em Lisboa, cujas actividades se iniciam a 16 de Novembro, e cujos principais impulsionadores (os mais activos) são António da Silveira, Manuel Valadares e António Aniceto Monteiro.
A 5 de Outubro nasce Luiz, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1937
É fundada a revista Portugaliae Mathematica. A revista é “editada por António Monteiro, com a cooperação de Hugo Ribeiro, J. Paulo, M. Zaluar Nunes”.
Neste ano encontram-se, provavelmente pela primeira vez, nas actividades do Núcleo de Matemática, Física e Química, os matemáticos António Monteiro, Bento Caraça e Ruy Luís Gomes, os três principais impulsionadores do Movimento Matemático.
1938
Recebe o Prémio Artur Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa (Matemática) conferido pelo Ensaio sobre os fundamentos da análise geral.
1939
Começa a funcionar o Seminário de Análise Geral, em Lisboa, impulsionado por António Aniceto Monteiro, primeiro na Faculdade de Ciências e depois no Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa do IAC, no qual com a realização de cursos e seminários começa a iniciar um grupo de jovens no estudo da matemática moderna. Entre os seus discípulos deste período podem destacar-se José Sebastião e Silva e Hugo Baptista Ribeiro.
Em 6 de Novembro “desintegra-se” o Núcleo de Matemática, Física e Química.
1940
Em 1939 é fundada por Bento de Jesus Caraça, António Monteiro, Hugo Ribeiro, José da Silva Paulo e Manuel Zaluar, a Gazeta de Matemática, cujo primeiro número sai em Janeiro de 1940.
Em Fevereiro é formado o Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa de que o impulsionador é António Monteiro que aí continua a dirigir trabalhos de investigação.
É fundada a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), em 12 de Dezembro de 1940. António Aniceto Monteiro é um dos seus principais impulsionadores e escolhido para seu Secretário Geral, por unanimidade. Pedro José da Cunha é eleito Presidente.
1943
4 de Outubro: é fundada a Junta de Investigação Matemática (JIM) por Ruy Luís Gomes, Mira Fernandes e António Monteiro. Os fundos para a JIM são angariados numa campanha promovida por António Luiz Gomes, irmão de Ruy Luís Gomes.
Dezembro: António Aniceto Monteiro vai para o Porto, a convite da JIM, com a família, onde fica cerca de um ano. Diz António Aniceto Monteiro no seu curriculum: “durante o período de 1938-43 todas as minhas funções docentes e de investigação, foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal, organizado pelo IAC”.
No Centro de Estudos Matemáticos do Porto, Monteiro dirige o Seminário de Topologia Geral. A JIM inicia a publicação dos Cadernos de Análise Geral nos quais se publicam os cursos e seminários ministrados na Faculdade de Ciências de Porto, sobre Álgebra Moderna, Topologia Geral, Teoria da Medida e Integração, etc., temas com pouca difusão nessa época nas Universidades Portuguesas.
1944-1945
Palestras da JIM lidas ao microfone da Rádio Club Lusitânia, corajosamente cedido pelo proprietário. São oradores: Ruy Luís Gomes, António Monteiro, Corino de Andrade, Branquinho de Oliveira, Fernando Pinto Loureiro, José Antunes Serra, António Júdice, Armando de Castro, Carlos Teixeira e Flávio Martins.
1945
António Aniceto Monteiro vê-se obrigado a sair de Portugal, porque lhe vedaram a entrada na carreira académica, por razões políticas. Com recomendação de Albert Einstein, J. von Neumann e Guido Beck obtém uma cátedra de Análise Superior no Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Filosofia (o convite tinha sido feito em Setembro de 1943). Em 28 de Fevereiro, António Aniceto Monteiro embarca para o Rio de Janeiro onde chega com um contrato por quatro anos o qual não será renovado por influência da Embaixada de Portugal.
É nomeado membro del Comité de Redacção da Revista Summa Brasiliensis Mathematicae que a Fundação Getúlio Vargas edita.
1945-1946
António Monteiro é investigador do Núcleo Técnico Científico da Fundação Getúlio Vargas (Rio de Janeiro), dirigido por Lélio Gama.
1946
Julho: Doutora-se Alfredo Pereira Gomes na Universidade do Porto, depois de ter sido orientado por António Aniceto Monteiro.
1948
António Monteiro inicia a série de publicações intituladas Notas de Matemática. Nos anos 1948-1949, são editados seis fascículos. Mais tarde, depois de sua ida para a Argentina, esta colecção será publicada sob a direcção de Leopoldo Nachbin alcançando uma grande difusão na América Latina.
1949
António Monteiro participa activamente na criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, do qual é membro fundador e para o qual é contratado como investigador de Matemática.
Lecciona um curso de Introdução à Matemática para os investigadores de Instituto de Biofísica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro por convite do seu Director Carlos Chagas.
Em 5 de Dezembro, vindo do Brasil, chega à Argentina (Buenos Aires), contratado pela Universidad Nacional de Cuyo (sediada na cidade de San Juan, província de San Juan). De 1950 até 1956 é aí docente de Análise Matemática na Facultad de Ingeniería, Ciencias Exactas, Físicas y Naturales.
A partir de 1950 é professor de Matemáticas Superiores na Faculdade de Ciências da Educação da mesma universidade, na cidade de San Luis.
1950
Em Janeiro e Fevereiro ao chegar à Argentina redige um trabalho sobre Aritmética de los filtros en la Teoría de los Espacios Topológicos, no qual expõe resultados que obteve sobre o assunto, que envia como anónimo ao concurso internacional organizado pela Sociedade Matemática de França em comemoração do jubileu do seu mestre Maurice Fréchet. Este trabalho foi eleito entre os quatro melhores apresentados.
1951
António Monteiro é co-fundador do Departamento de Investigaciones Científicas (DIC) da Universidad Nacional de Cuyo (Mendoza) onde é professor.
1953
Professor Full-time no Instituto de Matemática do DIC na Universidad Nacional de Cuyo, desempenhando as suas actividades como docente na Faculdade de Engenharia de San Juan.
1954
António Monteiro participa no Segundo Congresso Latino-Americano de Matemática, em Villavicencio, no Instituto de Matemática de Mendoza, organizado pela UNESCO de 21 a 25 de Julho, em que apresenta uma exposição do conjunto dos resultados obtidos no seu trabalho La Aritmética de los filtros en la Teoría de los Espacios Topológicos.
1954-1956
António Monteiro é professor de matemática na Escola de Arquitectura da Faculdade de Engenharia de San Juan, da Universidad Nacional de Cuyo.
1955
Em Fevereiro António Aniceto Monteiro lecciona um dos Primeiros Cursos Latino-americanos de Matemática patrocinados pela UNESCO, que se realizam no Instituto de Matemática de Mendoza, destinados ao aperfeiçoamento de Professores Universitários, ao qual assistem professores do Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Chile e Argentina.
António Monteiro é co-fundador da Revista Matemática Cuyana, tendo sido nomeado membro do seu comité de redacção.
1956-1957
Professor Contratado da Faculdade de Engenharia de San Juan, Universidad Nacional de Cuyo.
1956
Em 1956 é eleito pelos seus colegas do Instituto de Matemática de Mendoza, para realizar uma viagem ao Paraguai, Bolívia, Peru e Chile com o objetivo de estudar o aproveitamento dos bolseiros que tinham assistido aos cursos de 1955 e ajudá-los no seu trabalho. Realiza esta viagem em 1956 patrocinado pela UNESCO, tendo logo apresentado a esta instituição, um pormenorizado relatório sobre a situação nos diversos países.
Em 23 de Agosto é designado Profesor Titular, por concurso, da cátedra de Análise da Facultad de Ciencias Exactas y Naturales de la Universidad de Buenos Aires, por decisão de um júri integrado por Beppo Levi, Mischa Cotlar e Rodolfo Ricabarra. Recusa essa posição.
É convidado a organizar o Instituto de Matemática da Universidade de Santiago do Chile mas recusa, também, esse convite.
Em 6 de Janeiro é criada a Universidad Nacional del Sur (UNS), Bahía Blanca, Argentina, e António Aniceto Monteiro é convidado a nela se incorporar e aceita (razão por que recusa os outros dois convites).
Nomeado membro correspondente da Academia Brasileira de Ciências.
1957-1970
Em Julho de 1957 vai viver para Bahía Blanca com a posição de Professor Contratado da Universidad Nacional del Sur. É incorporado nesta Universidade para proceder à organização de Instituto de Matemática e da Licenciatura em Matemática.
A partir desse momento desenvolve uma intensa actividade com o intuito de organizar os estudos de Matemática na Universidad Nacional del Sur. Começa por organizar os planos de estudo da Licenciatura em Matemática com a colaboração de Oscar Varsavsky. Ao longo de vários anos ocupa-se de todos os problemas relativos à organização de uma Biblioteca de Matemática adequada à realização de trabalhos de investigação; esta é considerada, actualmente, como uma das melhores da América Latina. A Biblioteca do Instituto de Matemática tem actualmente o seu nome, Biblioteca Dr. António A. R. Monteiro.
Consegue a contratação, temporária ou permanente, de eminentes matemáticos nacionais e estrangeiros para a Universidad Nacional del Sur, em cujo seio se desenvolve paulatinamente um ambiente matemático juvenil.
1958
António Monteiro inicia uma série de Monografias de Matemática.
1959
Designado Organizador do Instituto de Matemática da Universidad Nacional del Sur, por diploma de 1959.
É convidado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, na sua qualidade de Membro Fundador, para assistir à comemoração do décimo aniversário da sua fundação, permanecendo no Rio de Janeiro de Julho a Novembro. Em Julho participa como convidado no 2º Colóquio Brasileiro de Matemática, que se realiza em Poços de Caldas (Brasil), dando conferências entre as quais expõe as suas pesquisas sobre Álgebras Monádicas.
1958-1961
Ruy Luís Gomes é Professor Contratado pela Universidade Nacional del Sur, Bahía Blanca, Argentina, onde lecciona no Instituto de Matemática, a convite de António Aniceto Monteiro.
1960
António Monteiro começa a leccionar uma série de cursos e seminários de Lógica Algébrica destinados a formar um ambiente adequado para a investigação neste ramo da Matemática, continuando os cursos que Helena Rasiowa e Roman Sikorski leccionaram na Universidad Nacional del Sur em 1958.
1961
No início de 1961 lecciona um curso sobre Espaços de Hilbert no Instituto de Física de Bariloche e nessa ocasião inicia no estudo de Lógica Algébrica licenciados em Matemática da Universidade de Buenos Aires entre os quais se destaca pelos resultados obtidos, sobre problemas propostos, o Licenciado Horacio Porta. No mesmo período (1960-1961) dirige os estudos de Mário Tourasse Teixeira, de nacionalidade brasileira, primeiro directamente em Bahía Blanca e Bariloche, e posteriormente por correspondência sobre um tema que foi posteriormente objecto da sua tese de Doutoramento na Universidade de São Paulo.
Permanece na Faculdade de Ciências Exactas da Universidade de Buenos Aires, de Julho a Dezembro como professor visitante. Nessa oportunidade realiza um trabalho sobre as Álgebras de De Morgan com a colaboração de um estudante, brasileiro, da dita Faculdade, Oswaldo Chateaubriand.
1964
Funda a colecção intitulada Notas de Lógica Matemática, editada pelo Instituto de Matemática da UNS, na qual começa a publicar os trabalhos de investigação realizados em Bahía Blanca.
Com as publicações do Instituto, inicia um amplo serviço de troca que se mantém e desenvolve graças à relevante colaboração de Edgardo Fernández Stacco. Actualmente o Instituto recebe por troca cerca de 200 publicações periódicas.
No fim de 1964 trabalha como assessor da Fundação Bariloche, com o objectivo de organizar um Instituto de Matemática dedicado essencialmente à investigação ao nível latino-americano tendo, a propósito, redigido um relatório.
1965
Em Dezembro, abandona a direcção do Instituto de Matemática de Bahía Blanca passando, aí, a dedicar-se exclusivamente à realização de trabalhos de investigação e à formação de discípulos, que sempre foi a sua actividade central neste Instituto. Prossegue com a docência na UNS.
1966
Inicia a colecção intitulada Notas de Algebra y Análisis, editada pelo Instituto de Matemática da UNS.
1968
Participa no Primeiro Simpósio Panamericano de Matemática Aplicada em Buenos Aires, onde o seu trabalho sobre Generadores de reticulados distributivos foi elogiado por Garret Birkhoff.
1969-1970
Com licença sabática de Setembro de 1969 a Agosto de 1970, António Monteiro é bolseiro do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET) e viaja pela Europa, realizando a sua primeira viagem de estudo depois de 25 anos de trabalho na América Latina (dos quais 20 na Argentina).
Recebe um convite para fazer uma conferência plenária no IV Congresso de Matemática de Expressão Latina que se realiza em Setembro de 1969 em Bucareste, na qual faz uma exposição do conjunto dos trabalhos realizados em Bahía Blanca, sobre Lógica Algébrica.
Durante a sua estadia na Europa faz conferências, convidado pela Universidade de Bucareste, Instituto de Matemática da Academia de Ciências da Roménia, Universidade de Cluy (Roménia) e Universidades de Paris, Clermont Ferrand, Lyon, Montepellier, Bruxelas e Roma.
1972
Em 31 de Maio, ao fazer 65 anos, de acordo com a legislação, renuncia ao seu cargo. No entanto, em virtude dessa mesma lei, mantem-no até se completarem todos os trâmites jubilatórios, que nessa época demoravam bastante tempo. Só em Setembro de 1975 é que recebe os primeiros vencimentos como jubilado, referentes ao período de 1 de Abril a 31 de Outubro desse ano.
Em 30 de Maio de 1972, António Aniceto Monteiro é designado Profesor Emérito de la Universidad Nacional del Sur, o único durante mais de vinte e cinco anos.
1974
No dia 1 de Outubro é nomeado Membro Honorário da Unión Matemática Argentina.
1975
António Monteiro jubila-se.
Março: invocando a legislação anterrorista, o reitor da Universidad Nacional del Sur, proíbe a sua entrada na universidade.
1977
O Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC), Portugal, cria um lugar de investigador para António Aniceto Monteiro (no CMAF). Este permanece em Portugal cerca de dois anos.
1978
António Monteiro é distinguido com o Prémio Gulbenkian de Ciência e Tecnologia pelo seu trabalho Sur les Algèbres de Heyting Symétriques.
1980
29 de Outubro: António Aniceto Monteiro morre em Bahía Blanca, Argentina.
1989
A Universidad Nacional del Sur delibera a realização de um Congresso de Matemática, com ênfase na alternância de diversos ramos da matemática, e que tem a designação de Congreso Dr. Antonio Monteiro. Realizam-se congressos em 1991, 1993, 1995, 1997, 1999, 2001, 2003 e 2005. O IX Congresso realiza-se de 30 de Maio a 1 de Junho de 2007 coincidindo com o centenário do seu nascimento.
2000
O Instituto de Matemática de Bahía Blanca publica em sua homenagem Recordando al Dr. Antonio Monteiro, Informe Técnico Interno nº 70, cujos editores são Edgardo L. Fernández Stacco, Diana M. Brignole, Luiz F. Monteiro e Aurora V. Germani.
Em 2 de Outubro, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Matemática, o Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, em acto solene, concede-lhe, a título póstumo, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada.
2006
Em 28 de Agosto, no Congresso Internacional de Matemática, em Madrid, realiza-se a António A. Monteiro’s Centenary Session, onde é apresentada a compilação em 8 volumes da obra The Works of António A. Monteiro, editada por Eduardo L. Ortiz e Alfredo Pereira Gomes (também existente em formato CD/DVD).
2007
Realizam-se comemorações do centenário de António Aniceto Monteiro na Argentina e em Portugal.

Nota: Esta cronologia não é exaustiva. Por exemplo, nada diz quanto às publicações de António Monteiro. Para as publicações, ver BIBLIOGRAFÍA DE ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO

Como complemento veja:

Just half a century ago...
Artigos de Maurice Fréchet na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de António Aniceto Monteiro na "Portugaliae Mathematica"
O regresso de António Monteiro a Portugal de 1977 a 1979, por Alfredo Pereira Gomes
Professor António Monteiro and contemporary mathematics in Argentina, por Eduardo L. Ortiz
The influence of António A. Ribeiro Monteiro in the development of Mathematics in Brazil, por Leopoldo Nachbin
Artigos sobre António Aniceto Monteiro de Hugo Ribeiro, Ruy Luís Gomes e Luís Neves Real
Ruy Luís Gomes e António Aniceto Monteiro
Maurice Fréchet (1878-1973)
Duas palestras lidas ao microfone de Rádio Clube Lusitânia (António A. Monteiro e Ruy Luís Gomes)
Contribuição Matemática do Professor Dr. António A. R. Monteiro, por Luiz F. Monteiro
Declaração de António Monteiro e Silva Paulo relativamente a quantias recebidas da JIM
Uma carta de António Aniceto Monteiro, proveniente de S. Juan, Argentina, e datada de 27 de Abril de 1954
"O António Monteiro escreveu" - manuscrito de Abel Salazar
"Não há tempo a perder"... - uma carta de António Aniceto Monteiro
ANTONIO A. MONTEIRO (31/05/1907-29/10/80), por Edgardo Luis Fernández Stacco

terça-feira, 19 de abril de 2011

No dia do centenário da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa: Recordar António Aniceto Monteiro

Agradecimentos a Edgar Ataíde
Digitalização de Jorge Rezende


Cartazes provenientes do espólio de António Aniceto Monteiro

CRONOLOGIA DE ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO
(1925-1945)
(Desde o seu ingresso na FCUL até à sua partida para o Brasil)

(...)
1925-1930
Estuda na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, de 20 de Outubro de 1925 a 17 de Julho de 1930, onde encontra a sua vocação e o seu primeiro Mestre – Pedro José da Cunha.
1929
Casa-se em 29 de Julho com Lídia Marina de Faria Torres. Do casamento nascerão dois filhos – António e Luiz.
1930
Em 17 de Julho licencia-se em Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
1931-1936
António Monteiro é bolseiro em Paris do Instituto para a Alta Cultura (IAC) desde Novembro de 1931 até Julho de 1936. Durante este período estuda no Instituto Henri Poincaré, realizando trabalhos científicos sob a direcção de Maurice Fréchet.
1934
A 8 de Fevereiro nasce António, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1936
Conclui o Doutoramento de Estado na Faculdade de Ciências da Universidade de Paris, em Ciências Matemáticas, com a menção Très Honorable, orientado por Maurice Fréchet, com uma tese intitulada Sur l’additivité des noyaux de Fredholm.
É fundado o Núcleo de Matemática, Física e Química, em Lisboa, cujas actividades se iniciam a 16 de Novembro, e cujos principais impulsionadores (os mais activos) são António da Silveira, Manuel Valadares e António Aniceto Monteiro.
A 5 de Outubro nasce Luiz, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1937
É fundada a revista Portugaliae Mathematica. A revista é “editada por António Monteiro, com a cooperação de Hugo Ribeiro, J. Paulo, M. Zaluar Nunes”.
Neste ano encontram-se, provavelmente pela primeira vez, nas actividades do Núcleo de Matemática, Física e Química, os matemáticos António Monteiro, Bento Caraça e Ruy Luís Gomes, os três principais impulsionadores do Movimento Matemático.
1938
Recebe o Prémio Artur Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa (Matemática) conferido pelo Ensaio sobre os fundamentos da análise geral.
1939
Começa a funcionar o Seminário de Análise Geral, em Lisboa, impulsionado por António Aniceto Monteiro, primeiro na Faculdade de Ciências e depois no Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa do IAC, no qual com a realização de cursos e seminários começa a iniciar um grupo de jovens no estudo da matemática moderna. Entre os seus discípulos deste período podem destacar-se José Sebastião e Silva e Hugo Baptista Ribeiro.
Em 6 de Novembro “desintegra-se” o Núcleo de Matemática, Física e Química.
1940
Em 1939 é fundada por Bento de Jesus Caraça, António Monteiro, Hugo Ribeiro, José da Silva Paulo e Manuel Zaluar, a Gazeta de Matemática, cujo primeiro número sai em Janeiro de 1940.
Em Fevereiro é formado o Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa de que o impulsionador é António Monteiro que aí continua a dirigir trabalhos de investigação.
É fundada a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), em 12 de Dezembro de 1940. António Aniceto Monteiro é um dos seus principais impulsionadores e escolhido para seu Secretário Geral, por unanimidade. Pedro José da Cunha é eleito Presidente.
1943
4 de Outubro: é fundada a Junta de Investigação Matemática (JIM) por Ruy Luís Gomes, Mira Fernandes e António Monteiro. Os fundos para a JIM são angariados numa campanha promovida por António Luiz Gomes, irmão de Ruy Luís Gomes.
Dezembro: António Aniceto Monteiro vai para o Porto, a convite da JIM, com a família, onde fica cerca de um ano. Diz António Aniceto Monteiro no seu curriculum: “durante o período de 1938-43 todas as minhas funções docentes e de investigação, foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal, organizado pelo IAC”.
No Centro de Estudos Matemáticos do Porto, Monteiro dirige o Seminário de Topologia Geral. A JIM inicia a publicação dos Cadernos de Análise Geral nos quais se publicam os cursos e seminários ministrados na Faculdade de Ciências de Porto, sobre Álgebra Moderna, Topologia Geral, Teoria da Medida e Integração, etc., temas com pouca difusão nessa época nas Universidades Portuguesas.
1944-1945
Palestras da JIM lidas ao microfone da Rádio Club Lusitânia, corajosamente cedido pelo proprietário. São oradores: Ruy Luís Gomes, António Monteiro, Corino de Andrade, Branquinho de Oliveira, Fernando Pinto Loureiro, José Antunes Serra, António Júdice, Armando de Castro, Carlos Teixeira e Flávio Martins.
1945
António Aniceto Monteiro vê-se obrigado a sair de Portugal, porque lhe vedaram a entrada na carreira académica, por razões políticas. Com recomendação de Albert Einstein, J. von Neumann e Guido Beck obtém uma cátedra de Análise Superior no Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Filosofia (o convite tinha sido feito em Setembro de 1943). Em 28 de Fevereiro, António Aniceto Monteiro embarca para o Rio de Janeiro onde chega com um contrato por quatro anos o qual não será renovado por influência da Embaixada de Portugal.
(...)
[Excerto da CRONOLOGIA]
-
António Aniceto Monteiro foi ainda Assistente Extraordinário da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa: 1934-1935: Actividade de António Aniceto Monteiro em Paris

quinta-feira, 15 de março de 2007

Centenário de António Aniceto Monteiro - comemorações em Lisboa

No âmbito das comemorações do centenário do nascimento de António Aniceto Monteiro, a Sociedade Portuguesa de Matemática apoia as seguintes iniciativas:
O lançamento do Clube de Matemática da SPM.
Uma exposição conjunta sobre António Aniceto Monteiro e a revista científica Portugaliae Mathematica (que comemora o seu 70º aniversário), a realizar no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, de 31 de Maio a 31 de Julho de 2007, onde o Clube de Matemática da SPM vai estar presente, com muitas actividades.
Um colóquio dedicado a António Aniceto Monteiro, a realizar no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, a 4 e 5 de Junho de 2007.
A publicação de uma fotobiografia sobre António Aniceto Monteiro, com coordenação de Jorge Rezende, Luiz Monteiro e Elza Amaral.
A publicação de um volume especial do Boletim da SPM, dedicado a António Aniceto Monteiro.
Ver:

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Alguns entradas do blogue "RUY LUÍS GOMES" relacionadas com António Aniceto Monteiro

Faleceu Alfredo Pereira Gomes
Alfredo Pereira Gomes
"Recordar Angola - 2º Volume", de Paulo Salvador, ...
António Aniceto Monteiro faleceu há 26 anos
António Aniceto Ribeiro Monteiro nasceu há 99 anos
Abel Salazar - 96 cartas a Celestino da Costa
Artigos de Jean Dieudonné na "Portugaliae Mathematica"
Artigo de Sixto Ríos na "Portugaliae Mathematica"
Artigo de Louis de Broglie na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Leopoldo Nachbin na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Alfredo Pereira Gomes na "Portugaliae Mathematica"
Artigo de John von Neumann na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Maurice Fréchet na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Rodrigo Sarmento de Beires na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de J. Sebastião e Silva na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Hugo B. Ribeiro na "Portugaliae Mathematica"
Artigo de Pedro José da Cunha na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Vicente Gonçalves na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Aureliano de Mira Fernandes na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de António Aniceto Monteiro na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Ruy Luís Gomes na "Portugaliae Mathematica"
O regresso de António Monteiro a Portugal de 1977 a 1979, por Alfredo Pereira Gomes
Professor António Monteiro and contemporary mathematics in Argentina, por Eduardo L. Ortiz
The influence of António A. Ribeiro Monteiro in the development of Mathematics in Brazil, por Leopoldo Nachbin
THE MATHEMATICIAN HUGO RIBEIRO, por Jorge Almeida
Artigos sobre António Aniceto Monteiro de Hugo Ribeiro, Ruy Luís Gomes e Luís Neves Real
Maurice Fréchet (1878-1973)
Movimento Matemático 1937-1947
Fotografia de um conjunto de matemáticos
Duas palestras lidas ao microfone de Rádio Clube Lusitânia (António A. Monteiro e Ruy Luís Gomes)
Segunda parte da revista VÉRTICE, números 412/413/414 (1978), dedicada a Bento de Jesus Caraça
Primeira parte da revista VÉRTICE, números 412/413/414 (1978), dedicada a Bento de Jesus Caraça
Uma carta da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências de Lisboa, datada de 24 de Abril de 1953
Carta a Pereira Gomes sobre a ida para o Recife - datada de 28 de Junho de 1961
Carta de Pereira Gomes convidando Ruy Luís Gomes a ir para o Recife - datada de 30 de Maio de 1961
Contribuição Matemática do Professor Dr. António A. R. Monteiro, por Luiz F. Monteiro
Declaração de António Monteiro e Silva Paulo relativamente a quantias recebidas da JIM
Uma carta de António Aniceto Monteiro, proveniente de S. Juan, Argentina, e datada de 27 de Abril de 1954
"O António Monteiro escreveu" - manuscrito de Abel Salazar
"Não há tempo a perder"... - uma carta de António Aniceto Monteiro
José Duarte da Silva Paulo (1905-1976)
"Para a História da Sociedade Portuguesa de Matemática", por José Morgado
Entrevista a MISCHA COTLAR, feita por Carlos Borches
Ministros desde 28 de Maio de 1926 até 24 de Abril de 1974
Bento de Jesus Caraça era uma pessoa admirável - o testemunho de Dias Lourenço
Matemáticos entre a Argentina e o Brasil
As eleições de 18 de Novembro de 1945
Tentativa Feitas nos Anos 40 para criar no Porto uma escola de Matemática, por Ruy Luís Gomes
ANTONIO A. MONTEIRO (31/05/1907-29/10/80), por Edgardo Luis Fernández Stacco
Tipografia Matemática
RECORDANDO A DON RUY LUIS GOMES, por Edgardo Luis Fernández Stacco

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O regresso de António Monteiro a Portugal de 1977 a 1979 (Alfredo Pereira Gomes)



 
O regresso de António Monteiro a Portugal de 1977 a 1979
Alfredo Pereira Gomes
 
Desde 1945, António A. Monteiro não voltara a pisar solo português, por um compromisso para consigo próprio face à posição obscurantista, adversa à livre criatividade científica e cultural do sistema que dominava a vida política e social portuguesa. Após o restabelecimento dum regime democrático em Portugal em 25 de Abril de 1974, era aspiração dos seus muitos amigos, antigos companheiros, discípulos e admiradores, que fossem criadas condições propícias ao seu regresso senão definitivo pelo menos suficientemente duradouro para que a nova geração de matemáticos o conhecesse e beneficiasse da sua personalidade ímpar de investigador e promotor de escolas de investigação. Alguns dos que com ele trabalharam antes de 1945, iniciámos diligências nesse sentido. Entretanto, impedimentos de ordem pessoal – designadamente a prisão de seu filho Luiz Monteiro, durante mais de quatro meses – fizeram obstáculo a esse desiderato. Somente no início de 1977 António A. Monteiro pôde voltar a Portugal, tendo aqui permanecido cerca de dois anos, como investigador do Instituto Nacional de Investigação Científica (I.N.I.C.), no Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais (C.M.A.F.) das Universidades de Lisboa.
Há a registar que não foi simples o desenvolvimento do processo para lhe criar uma posição actuante, como investigador, dentro das estruturas vigentes universitárias ou de investigação científica, pouco adequadas ao ingresso de investigadores. Na correspondência com ele trocada desde Janeiro de 1976 a tal respeito, transparece a sua perplexidade e até algum cepticismo.
Finalmente, em Outubro de 1976, com o seu assentimento, foi dirigida ao Secretário de Estado de Investigação Científica uma exposição propondo a contratação de António A. Monteiro como investigador do I.N.I.C., a título excepcional e no escalão mais elevado, para dedicar-se exclusivamente à investigação e à difusão dos seus resultados. Esta exposição foi apoiada pelos professores de matemática das Universidades de Lisboa, Coimbra e Porto. Nela se fazia ressaltar que António A. Monteiro fora o matemático português que mais decisivamente tinha contribuído para a renovação dos estudos matemáticos em Portugal e que a sua obra de investigação e formação de discípulos tinha prosseguido em centros universitários estrangeiros com assinalado êxito. Afirma-se ainda a convicção de que a presença de António A. Monteiro em Lisboa contribuiria grandemente para dar aos estudos em Álgebra da Lógica o lugar de destaque de que carecia entre nós e para abrir uma via de investigação neste sector. Aquela proposta teve despacho favorável do Secretário de Estado, que na ocasião era um professor de matemática da Universidade de Lisboa.
A sua saúde frágil – obrigando-o embora a cuidados médicos e curtos períodos de repouso – não o impediu de desenvolver uma actividade intensa, iniciada logo após a sua chegada a Lisboa, com o entusiasmo e a pertinácia que sempre lhe conhecemos.
Quando no dia 31 de Maio o visitámos ao fim da manhã, encontrámo-lo alegre, triunfante. Contou-nos que se havia levantado cedo e que às nove horas tinha enfim encontrado a demonstração dum teorema de que se ocupava havia três meses: «é o meu próprio presente de aniversário», comentou. O septuagésimo! Nesta singela anedota pode sintetizar-se a sua personalidade de matemático.
Homem de cultura integral, o seu interesse não se confinava na investigação matemática e afirmava-se infatigavelmente na leitura de obras literárias, de história das ideias ou de sociologia. A nova Sociedade Portuguesa de Matemática recém-criada – fazendo reviver aquela de que ele fora Secretário-Geral desde 1940 – captou a sua atenção, e a sua intervenção foi decisiva, como fundador da Portugaliae Mathematica, para que esta revista se tornasse património dessa Sociedade, tornando assim possível a continuidade da sua publicação com novos editores e renovados apoios.
No C.M.A.F. das Universidades de Lisboa, dependente do I.N.I.C., criou uma linha de investigação em Álgebra da Lógica e proferiu conferências sobre os seus trabalhos, atraindo alguns discípulos, a quem propôs temas de investigação e prodigou conselhos. Daí resultaram notas publicadas em revistas da especialidade e duas teses de doutoramento.
A convite da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, aí proferiu três conferências em Julho de 1977, sobre «Álgebras de Boole cíclicas», «Álgebras de Nelson finitas e lineares», «Aritmética dos filtros em espaços topológicos».
Muito interessado pelas aplicações do seu domínio de investigação, manteve contactos com engenheiros e docentes do Instituto Superior Técnico de Lisboa, em cuja revista «Técnica» publicou um trabalho no número dedicado à memória de Aureliano de Mira Fernandes.
Apesar da longa lista de artigos publicados, certo é que, para António A. Monteiro, era bem menos atraente redigir os seus trabalhos do que ocupar-se de problematizar as suas conjecturas e encontrar as soluções. Por vezes nos falou disso e nos deu a ocasião de instar com ele para não adiar a divulgação dos seus resultados. Em carta de 5 de Junho de 1978, que nos enviou para Paris, escreve: «Hoje tomei finalmente uma decisão importante: suspender o trabalho de investigação e passar a redigir. Estou realmente cansado e penso que mais vale tarde que nunca. Ainda fiz outro trabalho depois que você saiu para Paris». E acrescentava:
«Estou realmente satisfeito com os resultados da minha actividade científica em Portugal. Isto deve-se sobretudo ao Centro de Matemática; (C. M. A. F.), que me proporcionou o tempo livre para estudar. Entretanto, creio que fiz um esforço superior às energias disponíveis na minha idade. Sinto que tenho de moderar a minha actividade. Fora isto, a única notícia suplementar é que ainda não fiz as conferências na Faculdade de Ciências de Lisboa, que propus no mês de Outubro; pela simples razão de que não as marcaram. Não há interesse ou não querem. Paciência! Não volto a insistir que já me dá vergonha. Darei este mês uma série de conferências na Faculdade de Ciências do Porto. A de Lisboa parece que não mudou muito com o tempo. O peso da tradição é uma força extraordinária. Nos 4 ou 5 anos que andei na Faculdade de Ciências como aluno, nunca ouvi falar de «conferências» de matemática. Se houve alguma não me lembro».
No verão desse ano, como incentivo para completar a redacção dos seus trabalhos, sugerimos a António A. Monteiro – de conivência com Lídia Monteiro, sua inigualável companheira – que concorresse, com o trabalho que começara a redigir, ao Prémio Gulbenkian de Ciência e Tecnologia 1978. Após curta hesitação prosseguiu essa tarefa, afincadamente, como em tudo o que empreendia. Quando terminou, pouco tempo antes do fim do prazo do concurso, disse para Lídia, displicentemente: «aí está, para te fazer a vontade e ao Pereira Gomes...». O Prémio foi-lhe conferido. Pode hoje pensar-se que mais importante foi porém a motivação que ele constituiu para António A. Monteiro contrariar o seu gosto prioritário pela investigação e ter dado forma a essa obra, «Sur les Algèbres de Heyting Symétriques», que, neste volume em sua homenagem, se publica.
Cremos caber aqui uma palavra de homenagem que também é devida a sua esposa, pela constante dedicação nas boas e más horas duma longa vida comum e pela lúcida e carinhosa compreensão das exigências dum trabalho científico absorvente e apaixonado como era o dele. Cremos que essa presença solícita foi de grande significação para que – através de tantas vicissitudes que povoaram a vida de ambos – António A. Monteiro tivesse conseguido dar realização plena à sua vocação e ao seu talento.
De regresso a Bahía Blanca a ligação com o C.M.A.F. e as actividades matemáticas de Lisboa não se desvaneceram. Mostra-o a correspondência que manteve com alguns amigos ou discípulos daqui, cartas longas e de grande interesse, onde se refere, simultaneamente, por vezes, às situações de Lisboa, às investigações matemáticas, aos seus discípulos argentinos que de novo vêm ao seu encontro e a quem continua a encorajar e a propor temas de trabalho matemático.
Em carta que nos dirigiu em 31 de Maio de 1979, encara a perspectiva de voltar a Portugal, embora com hesitações. Menciona um período de doença aguda ultrapassada, para acrescentar: «Comecei de novo a levantar-me às 4 ou 5 da manhã para trabalhar. São tão lindos os temas sobre os quais estou trabalhando, que não quero perder tempo». E descreve-os pormenorizadamente em 4 páginas de letra cerrada.
A 5 de Dezembro do mesmo ano: «A grande notícia que me manda é que parece ter conseguido subsídios para publicar a Portugaliae Mathematica de 77, 78 e 79. Seria realmente muito importante que isso se faça». E mais adiante: «...começo a perguntar o que posso eu fazer em Portugal. Neste momento [sublinhado] eu estou convalescente, não posso regressar. Creio que o que têm a fazer é eliminar-me dos quadros do C.M.A.F. e depois veremos». Termina a carta com um «post-scriptum»: «Avante com a Portugaliae Mathematica».
Em 17 de Setembro de 1980 – mês e meio antes de falecer – diz-nos a sua preocupação com o seu estado de saúde. E comenta: «A única coisa que fiz durante este largo período foi escrever à Isabel Loureiro [cuja tese de doutoramento começara a orientar em Lisboa] sobre o seu trabalho, o que fiz com muito esforço e sacrifício. Foram 52 páginas de matemática». E a seguir: «O objectivo principal desta carta é congratular-me com as excelentes notícias que manda sobre a Portugaliae Mathematica. (...) Faltaria resolver o problema da Gazeta [de Matemática] que deveria entregar tudo à Sociedade Portuguesa de Matemática».
Comovidamente pensamos que, não fora a sua saúde muito precária, ele teria regressado à terra da sua juventude, onde as suas iniciativas constituíram, e permanecem, as linhas mestras do desenvolvimento matemático deste país. Apesar das fortes amarras que o prendiam à Argentina, pelos elos familiares e pelo amor à Escola Matemática que ali criou.

sábado, 21 de abril de 2007

Helena Rasiowa (Vienna, June 20, 1917 - Warsaw, August 9, 1994)

Eminent visitors were frequently seen at Monteiro’s Institute. Jean Porte gave an advanced course on mathematical logic and mechanical calculations based on his recent lectures at the Institute Poincaré in Paris; David Mackinson discussed modal Logic; Alan Rose advanced topics in Logic; H. Bauer representation problems in Analysis; Paulo Ribenboim ordered groups; Kiyoshi Iseki topological vector spaces; George Alexits gave master classes on topics of trigonometric series which resulted in a beautiful set of notes which was printed twice. The Institute received the influence of the Polish school of Logic through two of its main exponents of that time: Helena Rasiowa and Roman Sikorski. Many other visitors from abroad or from other Argentinian universities gave courses, short series of lectures or seminars.
[De] Eduardo L. Ortiz: Professor António Monteiro and contemporary mathematics in Argentina.
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Invita al Instituto a destacados matemáticos de ese momento. Los primeros en llegar fueron dos profesores de la escuela polaca de lógica: Helena Rasiowa y Roman Sikorski, en 1958. Makoto Itoh y Paulo Ribenboim en 1959, Georges Alexits (Budapest), Jean Porte, Federico Gaeta y Orlando Villamayor en 1960 y Mischa Cotlar y Kiyoshi Iseki, en 1963.
[De] E. Fernández Stacco: António A. Monteiro (31/05/1907-29/10/80).
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De 1958 a 1974 visitaram o Instituto, apesar das diversas dificuldades, para dar cursos e/ou conferências aproximadamente 60 Professores, entre eles: R. Sikorski, H. Rasiowa, A. Diego, O. Dodera, M. Itoh, P. Ribenboim, O. E. Villamayor, G. Alexits, J. Porte, F. Gaeta, M. Tourasse Teixeira, J. Dieudonné, R. L. Gomes, E. Zarantonello, W. Damköler , M. Cotlar, K. Iseki, B. Vauquois, E. Oklander, L. Santaló, E. Roxin, L. Cesari, P. Révész, A. Rose, J. C. Boussard, A. Micali, N. da Costa, D. Makinson, E. Gentile, E. García Camarero, H. Bauer, C. Segovia, R. Panzone, A. Benedek, E. Ortiz, J. Tirao, M. Auslander, H. Bass, C. Wall, M. Harada, E. Cabaña, I. Vincze, os quais cobriram uma ampla gama de especialidades dentro da matemática. Isto mostra a preocupação de António Monteiro por um desenvolvimento integral da matemática em Bahía Blanca, e não somente pelos temas que particularmente estudava. Alguns de estes Professores ficaram definitivamente em Bahía Blanca, e outros ficaram por um certo tempo.
[De] Luiz F. Monteiro: Contribuição Matemática do Professor Dr. António A. R. Monteiro.
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El interés de Monteiro en álgebra de la lógica se acrecienta después de la visita de Helena Rasiowa y Roman Sikorski a Bahía Blanca en 1958. Durante esta visita Rasiowa expuso sobre los sistemas algebraicos correspondientes a la lógica constructiva con negación fuerte considerada por David Nelson. Estas álgebras fueron llamadas N-lattices o álgebras casi-seudo-booleanas por Rasiowa y posteriormente, álgebras de Nelson por Monteiro. Una estructura subyacente a las álgebras de Nelson son las álgebras de De Morgan (o álgebras casi booleanas en la nomenclatura de Rasiowa).
[De] Roberto Cignoli: La Obra Matemática de António Monteiro.
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Throughout the study of Boolean and Heyting algebras, Monteiro became interested in the algebraic aspects of logic, this interest having been aroused by direct contact with Roman - Sikorski and Helena Rasiowa when they visited Bahía Blanca in 1958. Monteiro applied his mathematical experience to the study of algebraic systems related to non-classical logics. He was convinced that the algebraic methods in logic would have important technological applications in the future, as a consequence of the development of computers. In view of such prospective applications, he tried to use finitistic and combinatorial methods in studying classes of algebras, whenever possible.
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In the same vein, he determined the structure of the finite De Morgan and Nelson algebras. Monteiro investigated in depth the structure of Nelson algebras (introduced by H. Rasiowa as the algebraic counterparts of the constructive logic with strong negation considered by Nelson and Markhoff), and he proved that the class of semi-simple Nelson algebras coincides with the class of algebras corresponding to three-valued Lukasiewicz logics. Thus he showed that, from the algebraic point of view, the three-valued Lukasiewicz logic stands in the same relation to constructive logic with strong negation as classical logic does to intuitionistic logic.
[De] Roberto Cignoli: Antonio Monteiro, 1907-1980.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Mischa Cotlar (Sarney, Ucrania, agosto de 1913 - Buenos Aires, Argentina, 16 de enero de 2007)

Mischa Cotlar em Chicago, 1952
Mischa Cotlar
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Mischa Cotlar nació en Sarney, Ucrania en 1913 y emigró con sus padres y su hermano a Uruguay en 1928; tenía entonces 15 años de edad y a pesar de que no había tenido más de un año de educación formal, había estudiado algunos libros de matemática y resuelto algunos problemas de teoría de números, como descubrió algun tiempo después, el matemático uruguayo Rafael Laguardia quien lo invitó a participar en su seminario. Para ayudar económicamente a su familia, Mischa, que era ya un buen pianista, tocó el piano en algunos bares del puerto de Montevideo hasta 1931, cuando comenzó a tocar en un trio de cámara en Punta del Este. En 1935 Mischa emigró a Buenos Aires, que se convirtió en su ciudad natal, atraido por su actividad matemática. En 1938 se casa con Yanny Frenkel, una joven estudiante de matemáticas de origen ruso, con la cual ha compartido toda su vida. Como Mischa Cotlar es un autodidacta y sólo tuvo un año de educación formal, nunca pudo inscribirse oficialmente como estudiante en nigún instituto argentino o uruguayo. Su primer diploma, el doctorado de la Universidad de Chicago, lo obtuvo en 1953 cuando tenía 40 años y ya había publicado alrededor de 30 trabajos de Matemática.
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San Juan había sido desvastada por un terremoto unos pocos años antes, y a la llegada de Monteiro con su esposa y sus dos hijos, aún no estaba totalmente recons­truida. Otra vez se dedica intensamente al desarrollo de la matemática. Aparte de sus importantes investigaciones sobre las propiedades aritméticas de los espacios topológi­cos y de la modernización del curso de Análisis Matemático que dictaba, transmitió su entusiasmo al rector de la Universidad para la creación de un Departamento de Investi­gaciones Científicas, DIC, destinado a la investigación y a la formación de investiga­dores en las ciencias básicas. Esta especie de “escuela de graduados” fue una idea in­novadora en la estructura de las universidades argentinas de la época. En el Instituto de Matemática del DIC se formaron varios destacados matemáticos argentinos. También fundó la "Revista Matemática Cuyana” donde aparecieron publicados los im­portantes trabajos de Cotlar sobre transformada de Hilbert y teoría ergódica. Estando en la Universidad de Princeton a comienzo de los 70, y al saber la bibliotecaria que yo era argentino, me dijo que estaba preocupada porque tenían sólo dos volúmenes de esa re­vista, y que sus pedidos a lo largo de los años a la Universidad de Cuyo para continuar la colección habían sido infructuosos. Se quedó muy sorprendida cuando le respondí que tenían la colección completa. Efectivamente, los avatares políticos de la Argentina llevaron a la disolución del DIC en 1957, y a la suspensión de la publicación de la re­vista. Mischa Cotlar, que fue director del Instituto de Matemática, cuenta en una en­trevista reproducida en esta fotobiografía, la breve historia del DIC y la decisiva in­fluencia de Monteiro en su creación.
[De] Roberto Cognoli: (do Prefacio a) António Aniceto Monteiro - uma fotobiografia a várias vozes, una fotobiografía a varias voces.
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The Departamento de Investigaciones Científicas, known as the D.I.C., was created in 1951 and the project included a Mathematics Research Institute. The Institute was established in Mendoza and Dr. Mischa Cotlar, who had just returned from the University of Chicago, having moved from the University of Buenos Aires, was placed in charge of it.
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Besides Cotlar, the main research workers of this group were Eduardo Zarantonello, who was at the time working on a now classic book on theoretical hydrodynamics co-authored by G. Birkhoff; the German mathematician Dietrich Völker, well known for his work on integral transforms; topologist Rodolfo Ricabarra; logicians Gregorio Klimovsky and Jorge Bosch; algebraist Villamayor (who moved from San Juan); statistician and probabilist Fausto I. Toranzos; O. Varsavsky, with interests in several areas; complex analyst Yanny Frenkel (Cotlar's wife), and a few others. Some of them were there permanently, others commuted.
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A new mathematics journal, Revista Matemática Cuyana, began publication in 1955, edited by M. Cotlar, E. Zarantonello and A. Monteiro, and, later on, also by Júlio Rey Pastor who at the time was in San Luis. It published papers by Cotlar, Ricabarra, Varsavsky, Zarantonello, S. Sispanov, Monteiro (all in the Cuyo area) as well as by W. Blaschke, A. Winther and N. Wiener.
In 1954 UNESCO sponsored a meeting of Latin American mathematicians which was held in Mendoza. Among others, Alberto Cal-derón, Leopoldo Nachbin, Mischa Cotlar and António Monteiro read substantial papers. Rey Pastor summed up the contributions in a paper titled: «La Matemática Moderna en Latino América», where he makes sharp observations on the state of Mathematics in the region, He also discusses the contents of the main papers.
[De] Eduardo L. Ortiz: Professor António Monteiro and contemporary mathematics in Argentina.
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Mainly through the strong pressure of its student population, the University of Buenos Aires remained for 11 years, from 1955, under an enlighted progressive leadership of variable denomination.
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In my view, the main factors that contributed to the rapid success of the exact sciences in Buenos Aires in that period were: i) the incorporation of Mischa Cotlar and some other leading mathematicians who were before in the D.I.C.; ii) the ability to recapture many mathematicians and physicists originally in Buenos Aires’ University, who from 1952 had gradually moved to the Commission of Atomic Energy on account of an increasingly tense atmosphere as the Faculty of Science was in the hands of authorities not directly interested in the achievement of cultural objectives; and iii) the return of Argentine scientists trained in more advanced institutions abroad, who contributed with many new ideas and attitudes.
[De] Eduardo L. Ortiz: Professor António Monteiro and contemporary mathematics in Argentina.
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Entre 1957 y 1964 [António Monteiro] dirige el Instituto por varios períodos, todos ellos breves. Otra de las características de Monteiro fue la de no ocupar cargos directivos, que le correspondían por jerarquía. Trataba de orientar sus energías en cuestiones generalmente más útiles, como la organización, la investigación y la dirección de sus discípulos.
Invita al Instituto a destacados matemáticos de ese momento. Los primeros en llegar fueron dos profesores de la escuela polaca de lógica: Helena Rasiowa y Roman Sikorski, en 1958. Makoto Itoh y Paulo Ribenboim en 1959, Georges Alexits (Budapest), Jean Porte, Federico Gaeta y Orlando Villamayor en 1960 y Mischa Cotlar y Kiyoshi Iseki, en 1963.
[De] E. Fernández Stacco: António A. Monteiro (31/05/1907-29/10/80).
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De 1958 a 1974 visitaram o Instituto, apesar das diversas dificuldades, para dar cursos e/ou conferências aproximadamente 60 Professores, entre eles: R. Sikorski, H. Rasiowa, A. Diego, O. Dodera, M. Itoh, P. Ribenboim, O. E. Villamayor, G. Alexits, J. Porte, F. Gaeta, M. Tourasse Teixeira, J. Dieudonné, R. L. Gomes, E. Zarantonello, W. Damköler , M. Cotlar, K. Iseki, B. Vauquois, E. Oklander, L. Santaló, E. Roxin, L. Cesari, P. Révész, A. Rose, J. C. Boussard, A. Micali, N. da Costa, D. Makinson, E. Gentile, E. García Camarero, H. Bauer, C. Segovia, R. Panzone, A. Benedek, E. Ortiz, J. Tirao, M. Auslander, H. Bass, C. Wall, M. Harada, E. Cabaña, I. Vincze, os quais cobriram uma ampla gama de especialidades dentro da matemática. Isto mostra a preocupação de António Monteiro por um desenvolvimento integral da matemática em Bahía Blanca, e não somente pelos temas que particularmente estudava. Alguns de estes Professores ficaram definitivamente em Bahía Blanca, e outros ficaram por um certo tempo.
[De] Luiz F. Monteiro: Contribuição Matemática do Professor Dr. António A. R. Monteiro.