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quinta-feira, 5 de abril de 2007

A Passagem. Uma biografia de Soeiro Pereira Gomes

A Passagem. Uma biografia de Soeiro Pereira Gomes

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Soeiro Pereira Gomes foi um dos organizadores dos passeios no Tejo. Ver En las márgenes del Napostá... uma fotografia de um desses passeios da qual, aliás, está um pormenor na faixa direita deste blogue. Era irmão de Alfredo Pereira Gomes, professor catedrático do Departamento de Matemática da FCUL, recentemente falecido. Ver:

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os passeios no Tejo numa biografia literária de Soeiro Pereira Gomes

(...)
Encontro-me na casa do Arquimedes [da Silva Santos], na Póvoa; depois de ter lido, em cópia, o discurso, peço e obtenho esclarecimentos: os passeios pelos montes atrás de Vila Franca a ler o Manifesto Comunista deram-se em 1941, depois de se ter constituído um Comité Regional das Juventudes Comunistas; o primeiro passeio de barco foi no Verão de 1941; antes de Junho de 1941 com Soeiro falavam mais em coisas literárias. O poeta continua a falar daqueles tempos e mostra-me fotografias antigas e, entre outras, uma do passeio de barco em que aparecem, além dele próprio, Pereira Gomes, Manuel Campos Lima, Rui Grácio, Cândida Ventura, Álvaro Cunhal, Dias Lourenço, Aniceto Monteiro, Piteira Santos, Guilherme Morgado...
A esses passeios refere-se Joaquim em duas cartas ao irmão Alfredo. Na de 3 de Junho de 1940 conta com entusiasmo:

Há tempos fui dar um belo passeio e lembrei-me de ti e do Jaime. Passeio de barco à vela. Vela vermelha e gente vermelha: malta do Diabo. Fomos almoçar às obras uma caldeirada à fragateiro. Cantou-se (que cantos!...) e conversou-se à vontadinha. Lembrança do Redol de quem sou agora muito amigo. Vou com ele até para férias em meados de Julho.

Noutra, de 9 de Abril de 1941, anuncia mais um «passeio de barco, Tejo acima, com a malta do “Diabo”» a realizar-se no dia 27 do mês.
Os passeios no barco Liberdade de Jerónimo Tarrinca no Verão de 1941, de Alhandra e Vila Franca até ao local das Obras perto de Azambuja, um lugar aprazível e com praia fluvial para tomar banho e fazer piqueniques, ou apenas indo Tejo abaixo Tejo acima, com caldeiradas a bordo, eram, na realidade, momentos de alta escola política e partidária, como as excursões e visitas a museus e locais históricos, como as actividades culturais e desportivas nas colectividades, onde se processava aquela que António Dias Lourenço chama «uma mútua dádiva entre trabalhadores manuais do Baixo Ribatejo e a intelectualidade portuguesa mais avançada e progressista» (*). No Liberdade passearam o dr. Fernando Piteira Santos e o prof. Alfredo Pereira Gomes, o dr. Francisco Eduardo Pulido Valente e o eng. Correia Guedes, o dr. João Ferreira Marques e o prof. Bento de Jesus Caraça, Manuel da Fonseca Barraquinha, vilafranquense e responsável pelas caldeiradas, Cândida Ventura e o advogado Inácio Fiadeiro, o dr. Augusto Sá da Costa, o poeta e crítico Mário Dionísio, que lembra Soeiro a ler versos, e tantos outros.
Num desses passeios participa, convidado por Redol, Pedro Neto. No dia e na hora marcados, o jovem vai ao cais da Cimento Tejo e lá encontra Soeiro Pereira Gomes com uma pessoa desconhecida, que depois virá a saber ser Álvaro Cunhal. Com o barquito de um trabalhador da Fábrica, João Corneta, os três foram ao encontro do Liberdade, onde encontraram, entre outros, António Dias Lourenço, António Ramos de Almeida, Lopes-Graça e Bento de Jesus Caraça, que o chamou de lado para lhe perguntar sobre a organização das Juventudes Comunistas em Vila Franca. Pedro Neto responde que na sua opinião «o grupo dos jovens devia estar integrado diretamente na organização do partido».
Os jovens e a Federação das Juventudes Comunistas eram objectivos prioritários dos reorganizadores. Em Vila Franca, porém, já existia um grupo de moços ligados ao Alves Redol e ao António Dias Lourenço, que se interessavam por política e literatura. Eram eles, já o vimos há pouco, além de Pedro Neto e Arquimedes, Octávio Pato, António Tavares, António Lopes e Jorge Reis, que em 1941 publicavam um jornalzinho, escrito à mão, chamado Querer É Poder. Todos esses jovens, como já lembrou Arquimedes e como me repete Jorge Reis, que encontro em Cascais no mês de Abril de 1996, depois da invasão nazi da União Soviética de 22 de Junho de 1941, entram nas Juventudes Comunistas e começam a trabalhar a sério na militância partidária.
Para Pedro Neto, então, esses e os outros jovens deviam-se integrar no Partido para unir as forças, pois não tinha sentido haver, por exemplo, na fábrica Cimento Tejo, onde ele trabalhava, duas organizações comunistas: o partido, que certamente existia, e os jovens.
Até ao passeio no Liberdade, à excepção do episódio do pequeno manifesto de 1938, o relacionamento entre Soeiro e Pedro Neto tinha sido rigorosamente isento de interesse partidário e até político. «Só no Inverno de 1940 é que ele me fala levemente no Partido», lembra Pedro. «Então, o senhor sabe quando Joaquim ingressou no Partido?», pergunto. «Certeza só tenho depois do nosso encontro lá no Sobralinho, quando Soeiro já era responsável do Comité Local em Alhandra.» Aconteceu que a sugestão de Pedro Neto a Bento de Jesus Caraça tinha sido aceite. (...)
(...)

(*) Lourenço, António Dias, Vila Franca de Xira. Um Concelho no País, Edição da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, 1995, p. 160.


(Soeiro Pereira Gomes, Uma Biografia Literária, páginas 121-123)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Passeios no Tejo: identifica​ção das fotografia​s

Recebi do Eng. António Mota Redol a identificação de alguns participantes dos «passeios no Tejo», feita a meu pedido, o que muito lhe agradeço. O Eng. António Abreu já me tinha participado a confusão (erro meu) entre Fernando Lopes Graça e Rui Grácio, o que também lhe agradeço. Todas estas fotografias são provenientes dos arquivos de Pilar e Hugo Ribeiro.
Em seguida, transcrevo as partes significativas da identificação feita pelo Eng. António Mota Redol.


...
Talvez se consiga distinguir as fotografias dos passeios de 41 e de 42.
...
O de 40 parece não ter fotografias.
...

Este passeio com 2 barcos terá sido em 1942.
Na parte de trás do barco que está em primeiro plano, sentados, estão Manuel da Fonseca (de chapéu), Sidónio Muralha e Maria Lucília Estanco Louro. Em pé está um dos tripulantes.
Ao lado da Maria Lucília está o Carlos Alberto Lança e a seguir pode ser o Francisco Pulido Valente.
O de óculos, em primeiro plano, não identifico (mas pode ser o Ferreira Marques). Bem como os outros, todos de costas.
Na quilha deste barco, de chapéu, parece ser Caraça. O que está com a cara tapada com a mão, deve ser o economista, fundador do PS, Francisco Ramos da Costa.
No outro barco, em pé, junto ao mastro, é Arquimedes da Silva Santos. Os outros, embora de frente, não identifico.

Alves Redol, Fernando Lopes Graça e outros num passeio no Tejo
Vêm-se, também, Sidónio Muralha, Manuel Campos Lima (director de "O Diabo"), Maria Lucília.
O de "pullover" junto a Redol deve ser Alfredo Pereira Gomes, irmão de Soeiro. Por detrás de Redol, em pé, de camisa branca, a minha mãe, Virgínia Redol.
Junto a Lopes Graça será Maria Helena Correia Guedes e, atrás, talvez Francisco Pulido Valente.
O de óculos escuros, segundo Piteira Santos, será um operário da Imprensa Nacional.

Não consigo identificar. O "Liberdade" tinha uma bandeira com esta palavra, a qual se vê em uma das fotografias dos passeios.
Tinha mesmo este nome, por vontade do dono.

Estes barcos são dos avieiros, que pescavam (e ainda pescam) no Tejo. Nas fotos vêm-se as redes.
A mulher acompanha sempre o homem (dia e noite) e trabalha tanto como ele, além de fazer a comida. Ela rema, enquanto o homem lança e recolhe a rede.

Soeiro Pereira Gomes num passeio no Tejo em 1941 ou 1942
Nestes passeios Soeiro lia poesia e contava histórias divertidas. Alves Redol falava de assuntos políticos.

Hugo Ribeiro e Fernando Piteira Santos, em primeiro plano, num passeio no Tejo em 1941 ou 1942
De boné, Jerónimo Tarrinca, o dono do barco "Liberdade". Dobrado, está António Vitorino, que tinha uma taberna no cais de Vila Franca e fazia o almoço. É a ele e a Jerónimo Tarrinca que Alves Redol dedica o romance "Avieiros". Muitos investigadores escrevem que era Manuel da Barraquinha quem fazia a comida, mas trata-se de confusão. E alguns até dizem que era ele quem organizava os passeios.
Já esclareci isso numa mensagem anterior.
Quanto aos fotógrafos: nas diferentes fotografias vêm-se duas pessoas com máquina, Inácio Fiadeiro e Antero Serrão de Moura.

A outra que ri é Maria Olívia.

Passeio no Tejo: vêm-se Pilar Ribeiro, Lídia Monteiro, Soeiro Pereira Gomes (em baixo à direita), Virgínia Redol e Fernando Lopes Graça (à direita)
O Fernando Lopes Graça não é, de certeza. O de óculos será o Rui Grácio.
O deitado, de branco, é o Francisco Ramos da Costa. Ao lado da Lídia é a Stella Fiadeiro, mais tarde Stella Pirteira Santos. Por detrás, junto ao mastro deve ser o Inácio Fiadeiro.

Passeio no Tejo
Primeira fotografia
Lá atrás está o Arquimedes da Silva Santos.
Junto da Pilar e da Lídia confirmo o Inácio Fiadeiro, que na foto anterior tem a cara um pouco escondida, e a Stella.
Eles estão todos encolhidos e encostados uns aos outros porque num dos passeios, na versão de um participante, estava muito frio. Deve ser este.
Ou como saíam muito de manhã, estava frio em todos os passeios.

António Aniceto Monteiro na Costa de Caparica
Não é o Aniceto Monteiro. É o Álvaro Cunhal, que só foi no passeio de 41, porque em 40 estaria preso e em final de 41 passou à clandestinidade.
O outro é o António Vitorino.
A fotografia não é na Costa de Caparica (onde parte deles estiveram num destes Verões; talvez no de 41; aliás, o pai de Álvaro Cunhal, o advogado dr. Avelino Cunhal, tinha uma casa de Verão na Costa, onde pintou vários quadros com pescadores). É no Passeio do Tejo de 41.

En las márgenes del Napostá...
Esta fotografia deve ser num local chamado de "Obras", junto ao Tejo, perto de Azambuja, de que todos os participantes e pessoas de Vila Franca que sabiam dos passeios falam. Os "passeantes" falavam de vários assuntos, políticos e culturais, e aqui almoçavam e descansavam.
Na foto vêm-se, além de vários já identificados, António Dias Lourenço (um dos organizadores destes passeios), o poeta Francisco José Tenreiro, de S. Tomé e Príncipe.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Na morte de Soeiro Pereira Gomes – carta de António Aniceto Monteiro para Alfredo Pereira Gomes, de 31 de Janeiro de 1950

(continua)
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Antes de mais nada quero enviar-lhe os meus pêsames pelo falecimento de seu irmão. Tive ontem essa triste notícia por intermédio de minha mulher, que me a tinha ocultado para me evitar mais um desgosto depois do período que tenho passado cheio de inquietações e aborrecimentos. Embarquei para a Argentina no dia 30 de Novembro, mas a Lídia só partiu no dia 15 de Dez. por causa dos exames dos garotos. Foi nesse período que chegou uma carta do Ferreira Marques com a triste notícia. Entretanto nada me comunicou, sem coragem para o fazer. Mas ontem quando lhe disse que lhe ia escrever, não teve outro remédio.
Não encontro palavras para lhe exprimir o desgosto que senti. Tinha por seu irmão uma grande estima e admiração. Considerava-o um dos representantes mais ilustres daquela inteligência por­tuguesa que coloca os interesses do povo da nossa terra acima de tudo, que sabe viver e sofrer por ele sem medir os sacrifícios. Foi um desastre para a nossa cultura que ele tivesse falecido em plena juventude, quando tanto nos podia ainda dar. Parece que o destino se compraz em nos levar o que temos de melhor, como se não bastassem já os sofrimentos de tantos anos de ditadura, acom­panhados do aniquilamento de tantas esperanças e sonhos. Sinto cada vez uma amargura maior, com tudo o que se vai passando em Portugal. Segundo as notícias que me mandam, devemos encarar por largo tempo a hipótese de não voltar. Recebi em Setembro passado uma carta do Sebastião Silva, que dava vontade de chorar.
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Soeiro Pereira Gomes faleceu no dia 5 de Dezembro de 1949, precisamente o dia em que Monteiro chegou a Buenos Aires.
Ver neste blogue: Soeiro Pereira Gomes
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Carta de Sebastião e Silva mencionada nesta:
«Se eu conseguir manter-me aqui, creia que não pensarei apenas em mim: esforçar-me-ei, nos limites do possível, por dar continuidade à sua obra iniciada há dez anos e cuja vitalidade, apesar de tudo, tem sido muito superior ao que podíamos esperar. Pode dizer-se que Portugal só passou a existir, no domínio da Matemática, a partir da sua actuação.» - carta de Sebastião e Silva para António Aniceto Monteiro, de 22 de Setembro de 1949

domingo, 8 de abril de 2007

António Aniceto Monteiro na Costa de Caparica

António Vitorino e Álvaro Cunhal num passeio no Tejo em 1941
Digitalização de Jorge Rezende
© Pilar e Hugo Ribeiro



Texto de Manuela Câncio Reis do livro A Passagem. Uma biografia de Soeiro Pereira Gomes

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“Nas férias [na Costa de Caparica] estreitei relação com o Álvaro Cunhal (do melhor que a nossa geração possui...), que se prontificou a fazer-me a capa do livro. É um amador cheio de talento, assim como o pai, um velho que faz inve­ja a muitos novos. Já me fez três vinhetas ou pequenos desenhos admirá­veis para as três primeiras partes.
Nas férias conheci também melhor um teu colega: Aniceto Montei­ro, que dizem ser um grande matemático. Esteve cinco anos com bolsa de estudo em Paris, e agora pertence aos Altos Estudos, segundo creio. Mas não se conforma com o ambiente estreito nacional e está a ver se parte para as Américas. Gostaria bem que o conhecesses”.
De uma carta de Soeiro Pereira Gomes ao irmão Alfredo, de 14 de Outubro de 1941, reproduzida parcialmente em
Giovanni Ricciardi: Soeiro Pereira Gomes – Uma biografia literária (página 130).

Fotografia (de um passeio no Tejo) digitalizada por Jorge Rezende

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Jerónimo Tarrinca no prefácio do romance «Avieiros»​, de Alves Redol

(...)
Com o esquadro da sua inteligência minuciosa, revelou-me aquela gente que vivia em barcos, pescando ou vendendo melões e melancias, segundo as épocas. Nómadas do rio, como os ciganos na terra, tinham vindo da Praia da Vieira e faziam vida à parte: chamavam-lhes avieiros.
Nunca ouvira falar de semelhante gente.
A minha curiosidade alongou-se e soube então que o Tarrinca os encontrava durante a safra do sável, que lhes transportava o pescado até à Ribeira de Lisboa e que não me seria fácil merecer-lhes a convivência.
Este romance nasceu, portanto, numa manhã soalheira no cais de Vila Franca. Já lá vai uma trintena.
Durante quatro anos persegui-os como pude, sempre com a ajuda do impetuoso Jerónimo Tarrinca, que me levou à Toureira, uma das poucas aldeias de avieiros, criadas à margem do Tejo e do mundo, e onde semeei, pouco a pouco, amizades e até devoções. Mas tão escassas horas de convivio não bastavam para saber quanto precisava acerca deles. Até que um dia consegui a promessa de viver numa barraca da Palhota, lá mais acima, perto de Valada do Ribatejo, em casa de Manuel Lobo.
(...)
Nesta variação sobre um tema de 1940 estabeleci um compromisso. Mantenho o tom da primeira edição, mas sirvo-o com outra ferramenta afeiçoada à gesta popular. Gostaria de a ler aos mesmos que ouviram da minha boca a primeira versão, para que me dissessem se errei. Mas é tarde. A vida separou alguns; a morte levou outros tantos. Neste momento recordo Joaquim Soeiro Pereira Gomes e Carlos de Oliveira.
E tenho de acrescentar Jerónimo Tarrinca, a quem ainda e também dedico o livro. A sua morte pertence à história deste romance e de todos nós. Incapaz de fazer frente à concorrência da camionagem que lhe tomava os fretes ao barco, o meu amigo resolveu adquirir um motor para o tornar mais rápido. Empenhou-se ao comprá-lo, nasceu-lhe uma esperança, mas a máquina era débil para o peso da lancha e as exigências das viagens. Sem dinheiro para a substituição, Jerónimo Tarrinca começou a empreender no seu novo falhanço. E um dia, mesmo à vista do Tejo, onde o bote balouçava sem préstimo, saltou para a frente de um comboio rápido. Cara a cara, sem baixar os olhos.
Ver também:
Avieiros
Os passeios no Tejo numa biografia literária de Soeiro Pereira Gomes (onde se pode ver quem era Jerónimo Tarrinca)
Passeio no Tejo


terça-feira, 12 de abril de 2011

Cabanas à beira Tejo


Passeio no Tejo em 1941 ou 1942: cabanas
© Família de Pilar e Hugo Ribeiro
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende

«Esteiros. Minúsculos canais, como dedos de mão espalmada, abertos na margem do Tejo. Dedos das mãos avaras dos telhais que roubam nateiro às aguas e vigores à malta. Mãos de lama que só o rio afaga.»

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Passeios no Tejo. Depoimentos.

Pilar Ribeiro (a quem dirijo os meus agradecimentos!) mais recuada, Lídia Monteiro e Soeiro Pereira Gomes num passeio no Tejo



Digitalizações de Jorge Rezende

Textos do livro A Passagem. Uma biografia de Soeiro Pereira Gomes, com depoimentos de Fernando Lopes Graça e de António Dias Lourenço sobre os passeios no Tejo. Este último descreve-os com algum pormenor e fala de alguns participantes nos quais inclui António Aniceto e Lídia Monteiro.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Na morte de Soeiro Pereira Gomes – carta de Alfredo Pereira Gomes para António Aniceto Monteiro, de 10 de Fevereiro de 1950

(continua)
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Muito lhe agradeço as palavras amigas da sua carta que hoje recebi. A simpatia e apreço que testemunha pela memória do meu irmão são-me particularmente gratas. Ele tinha-se tornado a meus olhos um alto exemplo de coragem e, para além do muito que lhe queria, admirava-o por tudo o que ele conseguiu nestes últimos anos. Foi um golpe terrível que aqui vivi sozinho, em horas amargas, a notícia da sua morte. Consola-me pensar quanto foram úteis os seus sacrifícios e que a luta em que se empenhou não terá sido em vão.

domingo, 17 de abril de 2011

Ferreira Marques e Bento de Jesus Caraça num passeio no Tejo

Ferreira Marques e Bento de Jesus Caraça. Ferreira Marques deve ser o Dr. João Ferreira Marques citado no excerto do livro de Ricciardi (Os passeios no Tejo numa biografia literária de Soeiro Pereira Gomes). Escreveu O Problema Médico-Social da Sífilis, para as EDIÇÕES COSMOS.
Bento de Jesus Caraça faria amanhã 110 anos.

© Família de Pilar e Hugo Ribeiro
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Liberdade

Passeio no Tejo em 1941 ou 1942: talvez este barco seja o «Liberdade»
© Família de Pilar e Hugo Ribeiro
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Soeiro Pereira Gomes num passeio no Tejo em 1941 ou 1942

© Família de Pilar e Hugo Ribeiro
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende

sábado, 2 de junho de 2007

Passeio no Tejo: Soeiro Pereira Gomes com o Tejo ao fundo

Digitalização de Jorge Rezende
© Pilar e Hugo Ribeiro

domingo, 8 de abril de 2007

Passeio no Tejo


© Pilar e Hugo Ribeiro

Texto de Manuela Câncio Reis do livro A Passagem. Uma biografia de Soeiro Pereira Gomes
Fotografias digitalizadas por Jorge Rezende
Ver En las márgenes del Napostá... uma fotografia de um desses passeios da qual, aliás, está um pormenor na faixa direita deste blogue.

António Aniceto Monteiro em Alhandra