© Família de António Aniceto Monteiro
domingo, 18 de novembro de 2012
sábado, 17 de novembro de 2012
Atestado de bom comportamento moral e civil (de 18 de Julho de 1930)
© Família de António Aniceto Monteiro
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Este documento relaciona-se com o precedente, muito provavelmente. Como António Aniceto Monteiro ia concorrer a docente liceal precisava deste atestado. Ver:
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Declaração de António Aniceto Monteiro para concorrer a docente liceal (18 de Julho de 1930)
© Família de António Aniceto Monteiro
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Nota: No dia anterior, 17 de Julho de 1930, António Aniceto Monteiro tinha obtido a licenciatura em Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
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Veja aqui o:
«Art. 5.° São absolutamente incompatíveis os lugares que tenham de ser
desempenhados dentro das horas regulamentares dos serviços públicos.»
(Nota: Como se vê, o decreto é de 1 de Junho e não de 1 de Julho. É curioso que apareça "D.R." quando, naquele tempo, se chamava "Diário do Govêrno" e não "Diário da República"; anacronismo?)
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Ver ainda, neste blogue:
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Certidão de nascimento de Lídia Monteiro, datada de 21 de Fevereiro de 1979 (Lisboa)
© Família de António Aniceto Monteiro
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Esta certidão foi feita uma semana antes de
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Certidão de casamento, datada de 28 de Fevereiro de 1979 (Lisboa) e apresentada na Argentina, em 8 de Novembro de 1980
© Família de António Aniceto Monteiro
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8 de Novembro de 1980: António Aniceto Monteiro falecera menos de duas semanas antes.
Boletim de casamento apresentado no Rio de Janeiro
© Família de António Aniceto Monteiro
Esta fotocópia do boletim de casamento deve ser da mesma data de:
A certidão de nascimento que António Aniceto Monteiro apresentou no Rio de Janeiro no dia 24 de Março de 1945
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Extracto de Certidão de Baptismo (de António Aniceto Monteiro)
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António Aniceto Monteiro baptizou-se em 19 de Julho de 1929. Casar-se-ia dez dias depois.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Pedido de certidão de óbito do tenente Monteiro e respectiva resposta (21 de Agosto de 1916)
© Família de António Aniceto Monteiro
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«O principal documento que relata os últimos dias de vida do tenente Monteiro é de um tenente coronel de infantaria, João Ortigão Peres(21), ex-chefe do estado maior do corpo expedicionário no sul de Angola, e diz o seguinte:
A ser verdade que, quando partiu, o tenente Monteiro já se encontrava doente e sendo conhecidas as dificuldades que uma tal missão, de vários dias, comportava, só é de admirar que ainda tivesse regressado com vida.
Anos mais tarde, António Aniceto Monteiro contava, assim, este episódio, provavelmente por lhe ter sido relatado pela mãe: “Tratava-se de averiguar se os alemães tinham invadido o sul de Angola. O meu pai voltou com uma perniciosa. Ao chegar a Mossâmedes, foi saudar a minha mãe e ao sair para o Estado Maior para informar do resultado da expedição caíu desmaiado mas mesmo assim foi ao Estado Maior. Nessa noite jantou em casa o General Roçadas. Meu pai teve que assistir ao jantar deitado numa cadeira de viagem. Faleceu nessa mesma noite”.
Apesar de algumas imprecisões devidas ao esfumar da memória que a passagem do tempo induz, como a referência a Alves Roçadas que, como sabemos, nessa altura, já não estava em Angola, este relato tem o mérito de informar que, na noite da morte do tenente Monteiro, uma alta patente, provavelmente o próprio Pereira de Eça, esteve em sua casa(*). O episódio mostra até que ponto o estado maior, sediado em Mossâmedes, estava ávido de informações sensíveis da parte de um homem que, por ter trabalhado precisamente nessa zona como topógrafo militar durante vários anos na construção do caminho de ferro, conhecia o terreno como ninguém.»
(*) Não deve ter sido sequer Pereira de Eça, porque este se encontrava em campanha bem para o interior da região de Mossâmedes nessa data, como se pode constatar ao ler Campanha do sul de Angola em 1915: relatório do General Pereira de Eça. Lisboa: Imprensa Nacional, 1921. Pode ter sido João Ortigão Peres, chefe do estado maior do corpo expedicionário no sul de Angola que estava, provavelmente, em Mossâmedes devido à natureza do cargo que ocupava. Aliás, é ele que relata com maior fidelidade o que se passou.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Certidão de óbito do tenente Monteiro, datada de 5 de Janeiro de 1916
© Família de António Aniceto Monteiro
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Esta certidão, levada pela família Monteiro para a América do Sul, tem a mesma data e é uma cópia manuscrita, também pelo padre Basílio, daquela que fomos encontrar em Lisboa, no Colégio Militar: Certidão de óbito do pai de António Aniceto Monteiro (autor: padre António Moreira Basílio). Era assim naquele tempo, quase tudo era manuscrito e copiado tantas vezes quantas as necessárias.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
O tenente Monteiro como chefe da secção militar da Inspecção de Fazenda de Mossâmedes (15 de Outubro de 1914)
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«Sabe-se que, desde 1 de Setembro de 1913, [o tenente Monteiro] “continuou na situação de adido mas em comissão extraordinária de serviço no Ministério das Colónias” [ARM1], e que foi colocado na “Secretaria Militar de Mossâmedes, por haver desistido da Licença ilimitada, no referido dia 1 de Setembro” [ARM1], tendo sido “nomeado chefe da Secção Militar da Fazenda de Mossâmedes na mesma data” [ARM1]. Foi exonerado deste cargo em 30 de Novembro de 1914.»
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Reclamação de um passageiro do Caminho de Ferro de Mossâmedes (5 de Setembro de 1913)
© Família de António Aniceto Monteiro
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«Sabe-se que, desde 1 de Setembro de 1913, [o tenente Monteiro] “continuou na situação de adido mas em comissão extraordinária de serviço no Ministério das Colónias” [ARM1], e que foi colocado na “Secretaria Militar de Mossâmedes, por haver desistido da Licença ilimitada, no referido dia 1 de Setembro” [ARM1], tendo sido “nomeado chefe da Secção Militar da Fazenda de Mossâmedes na mesma data” [ARM1]. Foi exonerado deste cargo em 30 de Novembro de 1914.»
sábado, 3 de novembro de 2012
Intervenção do alferes Monteiro na proclamação da República em Setúbal no dia 5 de Outubro de 1910
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Publica forma
Nós abaixo assinados, membros das commissões municipal e parochiaes da cidade de Setubal, declaramos: Que na madrugada de cinco de outubro de mil novecentos e dez, o snr. Antonio Ribeiro Monteiro, ao tempo alferes de infantaria onze, tendo sahido com uma força daquele regimento para a policia da cidade, adheriu com os soldados do seu comando ao movimento revolucionario, confraternisando com o povo em favor da Republica, pondo-se incondicionalmente á disposição dos elementos republicanos da cidade, auxiliando-os na manutenção da ordem, que desde logo ficou assegurada. Que estes factos se deram muitas horas antes da proclamação da Republica, com grave compromisso para aquele brioso oficial, caso o movimento revolucionario tivesse fracassado. Que o referido oficial foi sempre tido como um espirito liberal de ideias avançadas que ostensivamente manifestava com risco do logar que ocupava. Que por tudo isto julgamos o snr. Antonio Ribeiro Monteiro um cidadão prestante á causa da Patria e da Republica e digno portanto do respeito e consideração de todos os bons republicanos. Setúbal vinte e três de setembro de mil novecentos e onze. (...)
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(...)
Entretanto, tinha ocorrido a revolução republicana de 5 de Outubro e, a esse propósito, o relatório do coronel Narciso d’Andrade refere:
“Por ocasião da Revolução que proclamou a Republica em Portugal, Setúbal foi, como se sabe, theatro de desorientação popular que se traduziu por incendios a repartições publicas, egrejas, etc.
Necessario se tornava mandar para a rua a força publica com o fim de evitar, sendo possivel a continuação de similhantes desvairamentos. Um capitão e um subalterno, levando sob o seu comando as praças disponiveis, saíram a coadjuvar a autoridade. Porem a população desrespeitou a força e feriu gravemente o seu comandante, bastante conhecido pelas suas ideias liberaes. Teve a força de retirar, à vista de similhante attitude.
Foi então que chamei o Alferes Monteiro e com uma diminuta força o encarreguei de se dirigir ao povo e obstar à continuação dos vandalismos até então praticados e em ameaça de continuarem.
De tal forma se houve e tal diplomacia desenvolveu que toda a gente acolheu com palmas as palavras do Alferes Monteiro e debandou sem que houvesse a mais leve resistencia ou continuassem na pratica dos actos pelos mesmos praticados. Attenta a attitude do povo, expôs-se n’esta difficil missão, aquelle illustre official, não só a ser desrespeitado como a ser esmagado pelo povo.
A pacificação e tranquillidade dos animos foi obtida pelo habil official da seguinte forma: Mandou fazer alto à sua força a uma distancia consideravel dos ajuntamentos, mas de forma que por todos fosse presenciado. Embainha depois a sua espada e dirigindo-se ao povo, falla-lhe tão patrioticamente que começando a ser ouvido com apupos terminou por ser obedecido com vivas e palmas.
Dias depois a população de Setubal, reconhecedora, combinava-se para lhe preparar uma manifestação de simphatia. Ignoro se se chegou a realizar; mas realizasse ou não, certo é que o Senhor Alferes Monteiro, é hoje, em Setubal, a pessoa de mais consideração que a sua cidade encerra”.
(...)
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Agradecimento da Câmara de Mossâmedes ao alferes Monteiro (21 de Dezembro de 1909)
© Família de António Aniceto Monteiro
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«Mais uma vez a Camara da minha presidencia tem o prazer e honra de agradecer a V.Excia. a preciosa coadjuvação que tão gostosa e desinteressadamente de ha muito lhe vem dispensando, quer na elaboração da planta da cidade, trabalho proficiente e completissimo, que só por si representa um alto valor de progresso e melhoramento para este municipio, quer na elaboração da planta do mercado, quer ainda nas varias vezes[?] em que a tem illucidado em trabalhos de especialidade, alta competencia e capacidade de V.Excia.
Tudo isso, que tanto trabalho tem revelado a par de profundos conhecimentos tecnicos, muito calculo, muita ponderação e estudo aturado, esta Camara já mais o esquecerá, e faltaria aos mais sagrados dos deveres de gratidão se lhe não demonstrasse, como demonstra, o seu alto reconhecimento e mais profundo agradecimento.
É para esta Camara de bem intensa magua a retirada de V.Excia d'esta cidade; e fazendo votos por uma feliz viajem, deseja que a fortuna e felecidade o galardôem sempre tão grandemente, quanto os predicados de V.Excia o exigem.»
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Nota: A assinatura que se vê é, muito provavelmente, de Seraphim Simões Freire de Figueiredo, que seria, então, Presidente da Câmara (ver Fernando da Costa Leal, quinto governador de Mossâmedes (1854-1959)). Seraphim Simões Freire de Figueiredo e o alferes Monteiro foram padrinhos de casamento dos pais de Lídia Monteiro.
Tudo isso, que tanto trabalho tem revelado a par de profundos conhecimentos tecnicos, muito calculo, muita ponderação e estudo aturado, esta Camara já mais o esquecerá, e faltaria aos mais sagrados dos deveres de gratidão se lhe não demonstrasse, como demonstra, o seu alto reconhecimento e mais profundo agradecimento.
É para esta Camara de bem intensa magua a retirada de V.Excia d'esta cidade; e fazendo votos por uma feliz viajem, deseja que a fortuna e felecidade o galardôem sempre tão grandemente, quanto os predicados de V.Excia o exigem.»
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Nota: A assinatura que se vê é, muito provavelmente, de Seraphim Simões Freire de Figueiredo, que seria, então, Presidente da Câmara (ver Fernando da Costa Leal, quinto governador de Mossâmedes (1854-1959)). Seraphim Simões Freire de Figueiredo e o alferes Monteiro foram padrinhos de casamento dos pais de Lídia Monteiro.
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(...)
No fim desse ano [1909], dá-se uma viragem na vida de António Ribeiro Monteiro e nunca mais regressou à construção dos caminhos de ferro. Em 27 de Dezembro de 1909, por opinião da junta de saúde, veio para Portugal. Desconheço se a família o acompanhou.
(...)
O relatório finaliza com o parágrafo seguinte:
“Tamanha é a gratidão dos habitantes de Mossamedes e tão profundas simpathias alli deixou que a pedido d’aquella cidade vae o alferes Monteiro, muito brevemente, desempenhar alli uma nova comissão de serviço publico”.
Ao ler estas quatro páginas manuscritas que elogiam o alferes Monteiro, é difícil não ver nos traços de carácter descritos, aqueles que viriam a ser os do seu filho, António Aniceto: a grande inteligência, a versatilidade e a amplidão das suas aptidões intelectuais, o sentido prático aliado à competência teórica, a capacidade de comunicação e transmissão dos seus conhecimentos, a simpatia e a coragem.
Em Dezembro de 1910, o recém promovido tenente Monteiro regressou a Angola, tendo embarcado no dia 2 e chegado a Luanda no dia 16.
“Tamanha é a gratidão dos habitantes de Mossamedes e tão profundas simpathias alli deixou que a pedido d’aquella cidade vae o alferes Monteiro, muito brevemente, desempenhar alli uma nova comissão de serviço publico”.
Ao ler estas quatro páginas manuscritas que elogiam o alferes Monteiro, é difícil não ver nos traços de carácter descritos, aqueles que viriam a ser os do seu filho, António Aniceto: a grande inteligência, a versatilidade e a amplidão das suas aptidões intelectuais, o sentido prático aliado à competência teórica, a capacidade de comunicação e transmissão dos seus conhecimentos, a simpatia e a coragem.
Em Dezembro de 1910, o recém promovido tenente Monteiro regressou a Angola, tendo embarcado no dia 2 e chegado a Luanda no dia 16.
(...)
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
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