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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Extracto de Certidão de Baptismo (de António Aniceto Monteiro)

© Família de António Aniceto Monteiro
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António Aniceto Monteiro baptizou-se em 19 de Julho de 1929. Casar-se-ia dez dias depois.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pedido de certidão de óbito do tenente Monteiro e respectiva resposta (21 de Agosto de 1916)


© Família de António Aniceto Monteiro
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«O principal documento que relata os últimos dias de vida do tenente Monteiro é de um tenente coronel de infantaria, João Ortigão Peres(21), ex-chefe do estado maior do corpo expedicionário no sul de Angola, e diz o seguinte:
A ser verdade que, quando partiu, o tenente Monteiro já se encontrava doente e sendo conhecidas as dificuldades que uma tal missão, de vários dias, comportava, só é de admirar que ainda tivesse regressado com vida.
Apesar de algumas imprecisões devidas ao esfumar da memória que a passagem do tempo induz, como a referência a Alves Roçadas que, como sabemos, nessa altura, já não estava em Angola, este relato tem o mérito de informar que, na noite da morte do tenente Monteiro, uma alta patente, provavelmente o próprio Pereira de Eça, esteve em sua casa(*). O episódio mostra até que ponto o estado maior, sediado em Mossâmedes, estava ávido de informações sensíveis da parte de um homem que, por ter trabalhado precisamente nessa zona como topógrafo militar durante vários anos na construção do caminho de ferro, conhecia o terreno como ninguém.» 


(*) Não deve ter sido sequer Pereira de Eça, porque este se encontrava em campanha bem para o interior da região de Mossâmedes nessa data, como se pode constatar ao ler Campanha do sul de Angola em 1915: relatório do General Pereira de Eça. Lisboa: Imprensa Nacional, 1921. Pode ter sido João Ortigão Peres, chefe do estado maior do corpo expedicionário no sul de Angola que estava, provavelmente, em Mossâmedes devido à natureza do cargo que ocupava. Aliás, é ele que relata com maior fidelidade o que se passou.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

«Revelou as suas tendências para a investigação, quando ainda aluno da Faculdade de Ciências» (Um texto de Manuel Zaluar Nunes, de 1939)

António Monteiro, um dos novos de maior valor, revelou as suas tendências para a investigação, quando ainda aluno da Faculdade de Ciências com trabalhos que mereceram a atenção de alguns dos seus professores e o serem publicados nos Arquivos da Universidade de Lisboa. Terminado o curso logo procurou continuar os seus estudos o que lhe foi facilitado pela concessão de uma bolsa da Junta de Educação Nacional, havia pouco criada. Em Paris, para onde partiu, encontrou meio e condições de trabalho e conseguiu aquele incitamento e indicações necessários ao prosseguimento das suas investigações. Estas orientaram-se principalmente sobre a determinação das propriedades da equação integral de Fredholm, tendo introduzido a noção de aditividade de dois núcleos de Fredholm. Alcançou também resultados interessantes ao abordar certos problemas ligados à teoria das matrizes. As conclusões obtidas, resumidamente publicadas nos C. R. da Academia das Ciências de Paris, foram desenvolvidas e largamente ampliadas na tese que a convite do professor Maurice Fréchet, que muito o aprecia, apresentou em 1936 à Universidade de Paris onde obteve o grau de doutor.
 
Execerto de [Manuel Zaluar Nunes: Dr. António Ribeiro Monteiro. O Diabo, 1 de Julho de 1939]
 
Neste blogue:
No blogue RUY LUÍS GOMES:

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

terça-feira, 19 de abril de 2011

No dia do centenário da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa: Recordar António Aniceto Monteiro

Agradecimentos a Edgar Ataíde
Digitalização de Jorge Rezende


Cartazes provenientes do espólio de António Aniceto Monteiro

CRONOLOGIA DE ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO
(1925-1945)
(Desde o seu ingresso na FCUL até à sua partida para o Brasil)

(...)
1925-1930
Estuda na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, de 20 de Outubro de 1925 a 17 de Julho de 1930, onde encontra a sua vocação e o seu primeiro Mestre – Pedro José da Cunha.
1929
Casa-se em 29 de Julho com Lídia Marina de Faria Torres. Do casamento nascerão dois filhos – António e Luiz.
1930
Em 17 de Julho licencia-se em Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
1931-1936
António Monteiro é bolseiro em Paris do Instituto para a Alta Cultura (IAC) desde Novembro de 1931 até Julho de 1936. Durante este período estuda no Instituto Henri Poincaré, realizando trabalhos científicos sob a direcção de Maurice Fréchet.
1934
A 8 de Fevereiro nasce António, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1936
Conclui o Doutoramento de Estado na Faculdade de Ciências da Universidade de Paris, em Ciências Matemáticas, com a menção Très Honorable, orientado por Maurice Fréchet, com uma tese intitulada Sur l’additivité des noyaux de Fredholm.
É fundado o Núcleo de Matemática, Física e Química, em Lisboa, cujas actividades se iniciam a 16 de Novembro, e cujos principais impulsionadores (os mais activos) são António da Silveira, Manuel Valadares e António Aniceto Monteiro.
A 5 de Outubro nasce Luiz, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1937
É fundada a revista Portugaliae Mathematica. A revista é “editada por António Monteiro, com a cooperação de Hugo Ribeiro, J. Paulo, M. Zaluar Nunes”.
Neste ano encontram-se, provavelmente pela primeira vez, nas actividades do Núcleo de Matemática, Física e Química, os matemáticos António Monteiro, Bento Caraça e Ruy Luís Gomes, os três principais impulsionadores do Movimento Matemático.
1938
Recebe o Prémio Artur Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa (Matemática) conferido pelo Ensaio sobre os fundamentos da análise geral.
1939
Começa a funcionar o Seminário de Análise Geral, em Lisboa, impulsionado por António Aniceto Monteiro, primeiro na Faculdade de Ciências e depois no Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa do IAC, no qual com a realização de cursos e seminários começa a iniciar um grupo de jovens no estudo da matemática moderna. Entre os seus discípulos deste período podem destacar-se José Sebastião e Silva e Hugo Baptista Ribeiro.
Em 6 de Novembro “desintegra-se” o Núcleo de Matemática, Física e Química.
1940
Em 1939 é fundada por Bento de Jesus Caraça, António Monteiro, Hugo Ribeiro, José da Silva Paulo e Manuel Zaluar, a Gazeta de Matemática, cujo primeiro número sai em Janeiro de 1940.
Em Fevereiro é formado o Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa de que o impulsionador é António Monteiro que aí continua a dirigir trabalhos de investigação.
É fundada a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), em 12 de Dezembro de 1940. António Aniceto Monteiro é um dos seus principais impulsionadores e escolhido para seu Secretário Geral, por unanimidade. Pedro José da Cunha é eleito Presidente.
1943
4 de Outubro: é fundada a Junta de Investigação Matemática (JIM) por Ruy Luís Gomes, Mira Fernandes e António Monteiro. Os fundos para a JIM são angariados numa campanha promovida por António Luiz Gomes, irmão de Ruy Luís Gomes.
Dezembro: António Aniceto Monteiro vai para o Porto, a convite da JIM, com a família, onde fica cerca de um ano. Diz António Aniceto Monteiro no seu curriculum: “durante o período de 1938-43 todas as minhas funções docentes e de investigação, foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal, organizado pelo IAC”.
No Centro de Estudos Matemáticos do Porto, Monteiro dirige o Seminário de Topologia Geral. A JIM inicia a publicação dos Cadernos de Análise Geral nos quais se publicam os cursos e seminários ministrados na Faculdade de Ciências de Porto, sobre Álgebra Moderna, Topologia Geral, Teoria da Medida e Integração, etc., temas com pouca difusão nessa época nas Universidades Portuguesas.
1944-1945
Palestras da JIM lidas ao microfone da Rádio Club Lusitânia, corajosamente cedido pelo proprietário. São oradores: Ruy Luís Gomes, António Monteiro, Corino de Andrade, Branquinho de Oliveira, Fernando Pinto Loureiro, José Antunes Serra, António Júdice, Armando de Castro, Carlos Teixeira e Flávio Martins.
1945
António Aniceto Monteiro vê-se obrigado a sair de Portugal, porque lhe vedaram a entrada na carreira académica, por razões políticas. Com recomendação de Albert Einstein, J. von Neumann e Guido Beck obtém uma cátedra de Análise Superior no Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Filosofia (o convite tinha sido feito em Setembro de 1943). Em 28 de Fevereiro, António Aniceto Monteiro embarca para o Rio de Janeiro onde chega com um contrato por quatro anos o qual não será renovado por influência da Embaixada de Portugal.
(...)
[Excerto da CRONOLOGIA]
-
António Aniceto Monteiro foi ainda Assistente Extraordinário da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa: 1934-1935: Actividade de António Aniceto Monteiro em Paris

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Certificado de Licenciatura

Digitalização de Jose Marcilese
© Família de António Aniceto Monteiro

sábado, 28 de julho de 2007

No Colégio Militar, 1925


Reprodução por meios fotográficos de Elza Amaral
© Família de António Aniceto Monteiro
Ver:

sexta-feira, 27 de julho de 2007

A mãe de António Aniceto Monteiro, fotografada já em Lisboa

Reprodução por meios fotográficos de Elza Amaral
© Família de António Aniceto Monteiro

Maria Joana, mãe de António Aniceto Monteiro

Reprodução por meios fotográficos de Elza Amaral
© Família de António Aniceto Monteiro
Ver:

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Artigos de António Aniceto Monteiro nos «Arquivos da Universidade de Lisboa»



Agradecimentos:
Museu de Ciência da Universidade de Lisboa
Academia das Ciências de Lisboa
Digitalização de Jorge Rezende

terça-feira, 26 de junho de 2007

Lídia Monteiro

Desenho de António Aniceto Monteiro, 1931
Digitalização de Jose Marcilese
© Família de António Aniceto Monteiro
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António Aniceto Ribeiro Monteiro e Lídia Marina de Faria Torres casaram em 29 de Julho de 1929. Do casamento nasceram dois filhos: António e Luiz.

Casamento com Lídia


António Monteiro e Lídia, noivos, no Campo Grande, Lisboa (1928)
Digitalização de Jose Marcilese
© Família de António Aniceto Monteiro

Registo de nascimento de António Monteiro onde, em nota à margem, vem o casamento com Lídia (o nome da noiva vem incorrectamente escrito Lídia Maria quando é Lídia Marina)
Digitalização de Jose Marcilese
© Família de António Aniceto Monteiro
Casamento
Reprodução por meios fotográficos de Elza Amaral
© Família de António Aniceto Monteiro
Depois do Casamento
Digitalização de Jorge Rezende
© Família de António Aniceto Monteiro
Depois do casamento
Reprodução por meios fotográficos de Elza Amaral
© Família de António Aniceto Monteiro

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Exercícios de Álgebra Superior (Apontamentos escritos por A A Monteiro enquanto estudante)



(em colaboração com C. F. Carvalho e M. Zaluar Nunes), 1931. Aqui, a caligrafia não é de Monteiro. Esta obra está vandalizada, como se pode verificar...
Agradecimentos: Museu de Ciência da Universidade de Lisboa
Digitalização de Jorge Rezende

Mecânica Celeste (Apontamentos escritos por António Aniceto Monteiro enquanto estudante)









Agradecimentos: Museu de Ciência da Universidade de Lisboa
Digitalização de Jorge Rezende

domingo, 24 de junho de 2007

Curso de Física-Matemática (Apontamentos escritos por António Aniceto Monteiro enquanto estudante)



Agradecimentos: Museu de Ciência da Universidade de Lisboa
Digitalização de Jorge Rezende

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Rua Heliodoro Salgado


Rua Heliodoro Salgado, 19, 2º, Lisboa: a casa que António Aniceto Monteiro, a irmã e a mãe vieram habitar em Lisboa quando regressaram de Angola em 1915.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Janeiro de 1931: “inscrição nas cadeiras que constituem a Secção de Sciências Pedagógicas da Faculdade de Letras”


Agradecimentos: Reitoria da Universidade de Lisboa
Digitalização de Jorge Rezende
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Requerimentos em que António Aniceto Monteiro solicita a “inscrição nas cadeiras que constituem a Secção de Sciências Pedagógicas da Faculdade de Letras” (8 de Janeiro de 1931). Provavelmente destinado a ser professor do liceu, nesse mesmo ano acabou por partir para Paris.

1930: depois de "Licenciado"





Agradecimentos: Reitoria da Universidade de Lisboa
Digitalização de Jorge Rezende