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quarta-feira, 11 de julho de 2018
sábado, 27 de janeiro de 2018
«Eu não posso ficar mais três meses no Brasil, creio que vou partir no dia 30… (…) A minha saúde anda mal. Estas coisas do Brasil e da Bahía [Blanca] provocaram uma nova crise de estômago. Enquanto o Salazar por intermédio do Itamarati me queria por na fronteira no prazo de 15 dias, o meu nome estava ausente numa lista de intelectuais portugueses perseguidos pelo fascismo de Salazar publicada no último número do Portugal Democrático. Estas coisas só a mim é que acontecem.» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Alfredo Pereira Gomes, de 11 de Novembro de 1959
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Ver ainda, neste blogue:
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Alfredo Pereira Gomes, Ruy Luís Gomes, António Aniceto Monteiro e Manuel Zaluar Nunes (Poços de Caldas, 1959)
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segunda-feira, 9 de julho de 2018
«Decidi não ir ao Symposium de Berkeley por causa das condições em que me dão o visto. (…) Depois do Consulado dar o visto a entrada nos Estados Unidos pode ser recusada no porto de entrada. Isto significa que o visto não é um visto.» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Hugo Ribeiro, de 29 de Maio de 1963
«Acabo de receber um convite para ir assistir ao Symposium Internacional sobre teoria de modelos que se realiza em Berkeley de 25 de Junho a 11 de Julho. (…) Por outro lado recebi um convite para ir assistir ao 3º Colóquio Brasileiro de Matemáticas que se realiza em Poços de Caldas e que coincide com o Symposium de Berkeley.» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Hugo Ribeiro, de 14 de Abril de 1963
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Impressões sobre António Aniceto Monteiro (Elon Lages Lima)
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Conheci Monteiro por
causa de Bento de Jesus Caraça. Antes deles, os únicos matemáticos portugueses
de quem ouvira falar tinham sido Pedro Nunes e Gomes Teixeira. Isto sem
mencionar os livros elementares de Álgebra e Aritmética de Serrasqueiro, bem
conceituados entre meus professores do ginásio e estudantes da geração que
precedeu a minha.
Ninguém me apresentou ou sugeriu Caraça. Encontrei-o por acaso, num
alfarrábio em Fortaleza, sob a forma de um livro com páginas ainda dobradas.
Chamava-se “Licões de Álgebra e Análise”, vol. 1. Algum aficionado certamente o
comprara pelo título ou ganhara-o de presente, e se desfizera dele, desapontado
pelo primeiro contacto com seu conteúdo. Exatamente esse estranho índice e os
inesperados conceitos que vislumbrei nas páginas expostas entre os cadernos
dobrados é que me fascinaram. Comprei o livro e, por meio dele, me iniciei no
mundo dos conjuntos, números transfinitos, números naturais, inteiros, reais e
complexos, todos construídos passo a passo. Caraça era meu único professor, meu
guia. Um aspecto interessante do livro eram as indicacões bibliográficas
comentadas, no fim de cada capítulo. Devido a elas, encomendei “Pure
Mathematics” de Hardy e “Survey of Modern Algebra” de Birkhoff-MacLane a uma
livraria no Rio. Junto com os livros, veio um catálogo no qual estavam a
monografia “Filtros e Ideais” de Monteiro e a “Aritmética Racional”, que ele
escreveu junto com J. Silva Paulo.
Achei mais fácil começar por Monteiro. A Aritmética foi uma delícia, embora
me deixasse curioso de saber se os estudantes do Liceu em Portugal (ou em
qualquer outro país) eram, salvo os muito bem dotados, capazes de apreciar a
elegância e a subtileza daquela exposição.
Monteiro morou no Rio de Janeiro cerca de quatro anos, entre 1945 e 1949.
Nesta época, seus interesses matemáticos se dividiam entre a Topologia Geral e
os Conjuntos Ordenados, evoluindo daquela para estes. Mas sua energia pessoal
era grande o bastante para permitir-lhe ação politica e, neste campo, seu maior
interesse era a derrubada da ditadura de Salazar. E claro, porém, que não havia
aqui muito espaço para movimento, especialmente porque a alta direção da
Universidade do Brasil (como então se chamava a Universidade Federal do Rio de
Janeiro), era ligada, por laços afetivos e ideológicos, com o governo
português. A posição de Monteiro tornava cada vez mais difícil a renovação de
seu contrato e por fim ele teve de emigrar para a Argentina. Em Bahia Blanca,
cumprindo sua vocação de pioneiro, agora já definitivamente dedicado a Lógica
Matemática, formou e liderou um grupo, até hoje florescente e significativo, de
pesquisadores naquela área, entre os quais se destaca seu filho. A distância
geográfica e cultural o afastou da politica portuguesa, trazendo-o mais para a
Matemática e para a atividade de criação de uma escola de alto nível, o que
também demandava esforço e exercício político, embora de outra natureza.
No período em que esteve no Brasil, Monteiro associou-se principalmente a
Leopoldo Nachbin e Maurício Peixoto, na época jovens matemáticos tentando
iniciar suas carreiras num ambiente em que a tradição de pesquisa matemática
era praticamente nula. Com sua forte e inquieta personalidade, ele congregou
estudantes, organizou seminários e fundou uma coleção de monografias chamada
“Notas de Matemática”, da qual o primeiro número foi seu trabalho sobre Filtros
e Ideais. A afinidade de interesses matemáticos de Monteiro era bem maior com
Nachbin do que com Peixoto. Sua influência sobre o primeiro se reflecte na
monografia intitulada “Topologia e Ordem”, publicada por Nachbin sobre os
espaços topológicos ordenados. É curioso observar, entretanto, que Peixoto foi
o único matemático brasileiro com quem Monteiro escreveu um trabalho em
conjunto, publicado na revista Portugaliae Mathematica sob o título “Le nombre
de Lebesgue et la continuité uniforme”.
“Filtros e Ideais” foi meu primeiro exemplo de como se pode elaborar uma
teoria matemática abstrata e não trivial a partir de um sistema de axiomas
extremamente simples como o dos conjuntos ordenados. Embora estudos posteriores
e opção pessoal me tenham feito seguir rumos matemáticos bem diferentes, a
leitura da monografia de Monteiro familiarizou-me com métodos gerais e isto foi
útil anos depois em minha tese de doutoramento, quando desenvolvi a teoria dos
espectros de espaços topológicos.
Encontrei-me com Monteiro duas vezes, em visitas que fez ao Brasil, já
morando na Argentina. A primeira no Rio, quando ainda era estudante, e a
segunda em Poços de Caldas, numa reunião matemática, após regressar de meus
estudos em Chicago. Em ambas ocasiões, expressei minha admiração pelo trabalho
que realizou em três países e meus agradecimentos pelo papel que desempenhou na
minha formação. Estou certo de que muitos matemáticos portugueses, brasileiros
e argentinos foram ainda mais beneficiados por seu trabalho e se sentem ainda
mais reconhecidos do que eu.
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Impressions on António Aniceto Monteiro (artigo do Boletim do CIM)
Impressions on António Aniceto Monteiro (artigo do Boletim do CIM)
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Cronologia: Brasil, 1945-1949 e 1956-1964
1. O Brasil nos anos em que António Aniceto Monteiro aí viveu (segundo a Wikipédia):
1945 no Brasil
1946 no Brasil
1947 no Brasil
1948 no Brasil
1949 no Brasil
2. Cronologia de António Aniceto Monteiro:
1945
António Aniceto Monteiro vê-se obrigado a sair de Portugal, porque lhe vedaram a entrada na carreira académica, por razões políticas. Com recomendação de Albert Einstein, J. von Neumann e Guido Beck obtém uma cátedra de Análise Superior no Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Filosofia (o convite tinha sido feito em Setembro de 1943). Em 28 de Fevereiro, António Aniceto Monteiro embarca para o Rio de Janeiro onde chega com um contrato por quatro anos o qual não será renovado por influência da Embaixada de Portugal.
É nomeado membro del Comité de Redacção da Revista Summa Brasiliensis Mathematicae que a Fundação Getúlio Vargas edita.
1945-1946
António Monteiro é investigador do Núcleo Técnico Científico da Fundação Getúlio Vargas (Rio de Janeiro), dirigido por Lélio Gama.
1946
Julho: Doutora-se Alfredo Pereira Gomes na Universidade do Porto, depois de ter sido orientado por António Aniceto Monteiro.
1948
António Monteiro inicia a série de publicações intituladas Notas de Matemática. Nos anos 1948-1949, são editados seis fascículos. Mais tarde, depois de sua ida para a Argentina, esta colecção será publicada sob a direcção de Leopoldo Nachbin alcançando uma grande difusão na América Latina.
1949
António Monteiro participa activamente na criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, do qual é membro fundador e para o qual é contratado como investigador de Matemática.
Lecciona um curso de Introdução à Matemática para os investigadores de Instituto de Biofísica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro por convite do seu Director Carlos Chagas.
Em 5 de Dezembro, vindo do Brasil, chega à Argentina (Buenos Aires), contratado pela Universidad Nacional de Cuyo (sediada na cidade de San Juan, província de San Juan). De 1950 até 1956 é aí docente de Análise Matemática na Facultad de Ingeniería, Ciencias Exactas, Físicas y Naturales.
A partir de 1950 é professor de Matemáticas Superiores na Faculdade de Ciências da Educação da mesma universidade, na cidade de San Luis.
3. O Brasil desde a eleição de Juscelino Kubitschek até ao Golpe Militar de 1964 (segundo a Wikipédia):
1956 no Brasil
1957 no Brasil
1958 no Brasil
1959 no Brasil
1960 no Brasil
1961 no Brasil
1962 no Brasil
1963 no Brasil
1964 no Brasil
4. Cronologia de António Aniceto Monteiro:
1959
Designado Organizador do Instituto de Matemática da Universidad Nacional del Sur, por diploma de 1959.
É convidado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, na sua qualidade de Membro Fundador, para assistir à comemoração do décimo aniversário da sua fundação, permanecendo no Rio de Janeiro de Julho a Novembro. Em Julho participa como convidado no 2º Colóquio Brasileiro de Matemática, que se realiza em Poços de Caldas (Brasil), dando conferências entre as quais expõe as suas pesquisas sobre Álgebras Monádicas.
5. Ver ainda (sobre este segundo período):
A luta dos Antifascistas Portugueses do Brasil contra a ditadura de Salazar e o Colonialismo, por Miguel Urbano Rodrigues
Designado Organizador do Instituto de Matemática da Universidad Nacional del Sur, por diploma de 1959.
É convidado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, na sua qualidade de Membro Fundador, para assistir à comemoração do décimo aniversário da sua fundação, permanecendo no Rio de Janeiro de Julho a Novembro. Em Julho participa como convidado no 2º Colóquio Brasileiro de Matemática, que se realiza em Poços de Caldas (Brasil), dando conferências entre as quais expõe as suas pesquisas sobre Álgebras Monádicas.
5. Ver ainda (sobre este segundo período):
A luta dos Antifascistas Portugueses do Brasil contra a ditadura de Salazar e o Colonialismo, por Miguel Urbano Rodrigues
Após a chegada ao Rio de Janeiro do general Humberto Delgado, em 21 de
Abril de 1959, dia do Tiradentes, a acção da PIDE (Polícia Internacional e de
Defesa do Estado – a polícia política portuguesa do tempo de Salazar)
intensificou-se no Brasil. A PIDE tinha informadores e agentes infiltrados
naquele país que relatavam a actividade do numeroso grupo de exilados políticos
que aí viviam. Esses relatórios têm, é claro, a credibilidade que merecem...
Antes de partir para o exílio, Humberto Delgado esteve refugiado na
Embaixada do Brasil em Lisboa, desde 12 de Janeiro de 1959. O embaixador era
Álvaro Lins, grande amigo da oposição portuguesa, tendo presidido à 1ª
Conferência Inter-americana da Amnistia para os Exilados e Presos Políticos da
Espanha e de Portugal, realizada na Faculdade de Direito de São Paulo em 1960.
Os documentos aqui reproduzidos constam do Processo 558/67-SR, NP-3577 (folhas 26, 27, 35, 37, 40), do Arquivo da PIDE/DGS, relativo a António Aniceto Monteiro, existente na Torre do Tombo (IAN/TT).
Os recortes de jornais são ambos do «Portugal Democrático» e fazem parte integrante de relatórios da PIDE. As «Declarações do prof. Aniceto Monteiro» são do nº 32 de Janeiro de 1960. O telegrama enviado ao jantar de homenagem a Álvaro Lins (que se tinha realizado em 5 de Maio, em S. Paulo) foi publicado no nº 37 de Junho de 1960.
Os documentos aqui reproduzidos constam do Processo 558/67-SR, NP-3577 (folhas 26, 27, 35, 37, 40), do Arquivo da PIDE/DGS, relativo a António Aniceto Monteiro, existente na Torre do Tombo (IAN/TT).
Os recortes de jornais são ambos do «Portugal Democrático» e fazem parte integrante de relatórios da PIDE. As «Declarações do prof. Aniceto Monteiro» são do nº 32 de Janeiro de 1960. O telegrama enviado ao jantar de homenagem a Álvaro Lins (que se tinha realizado em 5 de Maio, em S. Paulo) foi publicado no nº 37 de Junho de 1960.
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segunda-feira, 23 de julho de 2007
Alfredo Pereira Gomes, Ruy Luís Gomes, António Aniceto Monteiro e Manuel Zaluar Nunes
Alfredo Pereira Gomes, Ruy Luís Gomes, António Aniceto Monteiro e Manuel Zaluar Nunes em Poços de Caldas, São Paulo, Brasil, Julho de 1959, no Segundo Colóquio Brasileiro de Matemática.
domingo, 22 de julho de 2007
segunda-feira, 2 de abril de 2007
JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, "o TIRADENTES"
O documento aqui reproduzido consta do Processo 558/67-SR, NP-3577 (folha 40), do Arquivo da PIDE/DGS, relativo a António Aniceto Monteiro, existente na Torre do Tombo (IAN/TT).
*
É convidado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, na sua qualidade de Membro Fundador, para assistir à comemoração do décimo aniversário da sua fundação, permanecendo no Rio de Janeiro de Julho a Novembro. Em Julho participa como convidado no 2º Colóquio Brasileiro de Matemática, que se realiza em Poços de Caldas (Brasil), dando conferências entre as quais expõe as suas pesquisas sobre Álgebras Monádicas.
*
*
Ver JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, "o TIRADENTES", por João Sodré
domingo, 25 de março de 2007
BIBLIOGRAFÍA DE ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO
Trabajos Científicos
[M1] Sur les noyaux additifs dans la théorie des équations intégrales de Fredholm, Comptes Rendus de l’Académie des Sciences de París, 198 (1er. Sem. 1934), 1737.
[M2] Sur une classe de noyaux de Fredholm développables en série de noyaux principaux, Comptes Rendus de l’Académie des Sciences de Paris, Tomo 200, (1er. Sem. 1935), 2143.
[M3] Sur l'additivité des noyaux de Fredholm, Tesis de Doctorado en la Sorbona. Portugaliae Mathematica, 1, Fasc. 1 (1937), 1-174.
[M4] Sur l'Axiomatique des Espaces V, en colaboración con H. Ribeiro, Portugaliae Mathematica, 1, Fasc. 4 (1940), 275-288.
[M5] Sur l'additivité dans un anneau, Portugaliae Mathematica, 1, Fasc. 4 (1940), 289-292.
[M6] Caractérization des Espaces de Hausdorff au moyen de l'opération de derivation, Portugaliae Mathematica, 1, Fasc. 4 (1940), 333-349.
[M7] Os conjuntos mutuamente conexos e os fundamentos da topología geral, (con Armando Gibert), Las Ciencias, Año VII, nro. 2, (Diciembre 1940), 1-4. Comunicación al Congreso Luso-Español para el progreso de las Ciencias, Zaragoza, 1940.
[M8] Les ensembles fermés et les fondements de la topologie, Portugaliae Mathematica, 2 (1941), 56-66.
[M9] La notion de fermeture et les axiomes de séparation, Portugaliae Mathematica, 2 (1941), 290-298.
[M10] L'opération de fermeture et ses invariants dans les systèmes partiellement ordonnés, (con H. Ribeiro), Portugaliae Mathematica, 3 Fasc. 3 (1942), 171-184.
[M11] Caractérisation de l'opération de fermeture par un seul axiome, Portugaliae Mathematica, 4 (1944), 158-160.
[M12] La notion de fonction continue, (con H. Ribeiro), Summa Brasiliensis Mathematicae, 1, fasc. 1, (1945), 1-8.
[M13] Arithmétique des filtres premiers, Comptes Rendus de l'Académie des Sciences de París, 225 (1947), 846-848.
[M14] Filtros e Ideais I, Notas de Matemática 2, Río de Janeiro. 1ra. impresión (1948), 60 páginas, 2da. impresión (1955), 57 páginas.
[M15] Filtros e Ideais II, Notas de Matemática 5, Río de Janeiro. 1ra. impresión (1948), 131 páginas, 2da. impresión (1955), 130 páginas.
[M16] Réticulés distributifs de dimension linéaire n, Comptes Rendus de l'Académie des Sciences de París, 226 (1948), 1658-1660.
[M17] Note on uniform continuity, (con Mauricio Peixoto), Procedings of the International Congress of Mathematics, 1 (1950), 385.
[M18] Le nombre de Lebesgue et la continuité uniforme, en colaboración con Mauricio Peixoto, Portugaliae Mathematica, 10 (1951), 105-113.
[M19] Les filtres fermés des espaces compacts, Gazeta de Matemática, 50 (1951), 95-96.
[M20] Propiedades características de los filtros de un álgebra de Boole, Acta Cuyana de Ingeniería, 1, nro. 5 (1951), 1-7.
[M21] L'arithmétique des filtres et les espaces topologiques, Segundo Symposium sobre algunos problemas matemáticos que se están estudiando en Latino-América, Villavicencio, Mendoza Argentina. Unesco, Montevideo, (1954), 129-162.
[M22] Axiomes indépendants pour les algèbres de Brouwer, Revista de la Unión Matemática Argentina. 17 (1955), 149-160.
[M23] Les ensembles ordonnées compacts, Revista Matemática Cuyana, 1, fasc. 3 (1955), 187-194.
[M24] Algebras de Heyting monádicas, en colaboración con Oscar Varsavsky. Actas de las X Jornadas de la U.M.A., Universidad Nacional del Sur, Bahía Blanca, Argentina, (1957), 52-59. Notas de Lógica Matemática 1, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M25] Normalidad en las álgebras de Heyting monádicas, Actas de las X Jornadas de la U.M.A., Universidad Nacional del Sur, Bahía Blanca, Argentina, (1957), 50-51. Notas de Lógica Matemática 2, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M26] Algebras monádicas, Conferencia realizada en el Segundo Coloquio Brasileiro de Matemática, Poços de Caldas 1959c. Actas do Segundo Coloquio Brasileiro de Matemática, São Paulo, Brasil (1960), 33-52. Notas de Lógica Matemática 7, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M27] Matrices de Morgan caractéristiques pour le calcul propositionnel classique, Anais da Academia Brasileira de Ciências 32 nro. 1, (1960), 1-7. Notas de Lógica Matemática 6, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M28] Sur la définition des algèbres de Łukasiewicz trivalentes, Bulletin Mathématique de la Societé des Sciences Mathematiques et Physiques de la R.P. Roumaine, Nouvelle serie 7 (55), nro. 1-2 (1963), 1-12. Notas de Lógica Matemática 21, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1964).
[M29] Construction des algèbres de Nelson finies, Bulletin de l'Academie Polonaise des Sciences, 11 nro. 6 (1963), 359-362. Notas de Lógica Matemática 15, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1964).
[M30] Relations between Łukasiewicz three valued algebras and monadic Boolean algebras, International Congress for Logic, Methodology and Philosopy of Sciences. Program and Abstracts the Hebrew University , Jerusalem, Israel (1964), 16-17.
[M31] Construcción geométrica de las álgebras de Łukasiewicz libres. (Con R. Cignoli). Revista de la U.M.A. 22, nro.3 (1965), 152-153.
[M32] Boolean elements in Łukasiewicz algebras. (Con R. Cignoli). Proc. of the Japan Academy 41, nro. 8 (1965), 676-680. Notas de Lógica Matemática 24, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M33] Généralisation d'un théorème de R. Sikorski sur les algèbres de Boole, Bulletin des Sciences Mathématiques 2éme Série, 89 (1965), 65-74. Notas de Lógica Matemática 10, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M34] Caracterisation des algèbres de Nelson par des égalités I et II. (Con D. Brignole). Proc. of the Japan Academy 43, nro. 4 (1967), 279-285. Notas de Lógica Matemática 20, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M35] Construction des algèbres de Łukasiewcz trivalentes dans les algèbres de Boole monadiques I, Mathematica Japonicae, 12, nro. 1 (1967), 1-23. Notas de Lógica Matemática 11, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M36] Sobre un cálculo proposicional de Moisil, Comunicación presentada a la U.M.A. Revista de la U.M.A. y de la A.F.A. 23, nro. 4 (1968), 201.
[M37] Generadores de Reticulados distributivos finitos, Actas del Simposio Panamericano de Matemática Aplicada, Buenos Aires, (1968), 465.
[M38] Algebra del cálculo implicativo trivalente de Łukasiewicz. (Con M. García). Comunicación presentada a la U.M.A. Revista de la U.M.A. y de la Asociación Física Argentina 23, nro. 4 (1968), 200.
[M39] Les algèbres de Morgan libres. (Con O. Chateaubriand). Notas de Lógica Matemática 26, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1969).
[M40] La semi-simplicité des algèbres de Boole Topologiques et les systèmes déductifs. Revista de la U.M.A. 23 (1971), 417-448.
[M41] Algèbres de Boole Cycliques, Revue Roumaine de Math. Pures et Appliqués, Tome XXIII, 1 (1978), 71-76.
[M42] L'Arithmétique des Filtres et les espaces topologiques I-II, Notas de Lógica Matemática 29, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974). La parte I reproduce el trabajo de 100 páginas Arithmétique des espaces topologiques, enviado en 1950 para un concurso organizado por la Sociedad Matemática de Francia en ocasión del jubileo del Prof. Maurice Fréchet. Este trabajo fue elegido entre los cuatro mejores presentados en el concurso (ver Bulletin de la Societé Mathématique de France, 1951, XXXIX-XL).
[M43] Les éléments réguliers d'un N-lattice. Les N-lattices linéaires. Instituto Nacional de Investigação Científica. Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais da Universidade de Lisboa. Textos e Notas 15 (1978).
[M44] Conjuntos graduados de Zadeh, Técnica, 40, nro. 449-450 (1978), 11-34, Lisboa, Portugal.
[M45] Sur les algèbres de Heyting symétriques, Portugaliae Mathematica 39 (1980), 1-237.
[M46] Unpublished papers I. Redacción de L. Monteiro, Notas de Lógica Matemática 40, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1996). Contiene los siguientes trabajos: 1) Les algèbres de Tarski avec un nombre fini de générateurs libres, (Con L. Iturrioz),(1965); 2) Construction des algèbres de Boole libres dans les algèbres de Łukasiewicz trivalentes libres, (1966); 3) Représentation d'une algèbre de Łukasiewicz trivalentes par une algèbre de Łukasiewicz trivalente d'ensembles. Caractère universel de la construction L des algèbres de Łukasiewicz trivalentes, (1966); 4) Axiomes indépendants pour les algèbres de Nelson, de Łukasiewicz trivalentes, de De Morgan et de Kleene, (Con L. Monteiro), (1973); 5) Algèbres de Stone libres, (Con L. Monteiro), (1968); 6) Les algèbres de Nelson semi-simples, (1963); 7) Algèbres de Hilbert linéaires, (1961).
[M47] Algebras de Łukasiewicz trivalentes con un número finito de generadores libres. Algebras de Moisil trivalentes con un número finito de generadores libres. Redacción de L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 61, INMABB-CONICET-UNS, (1998).
[M48] Sobre el número minimal de generadores de reticulados distributivos finitos y álgebras de Boole. Redacción de L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 65, INMABB-CONICET-UNS, (1998).
[M49] Le radical d'une algèbre de Nelson I3. Redacción de I. Viglizzo y L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 67, INMABB-CONICET-UNS-UNS, (1999).
[M50] Répresentation des algèbres de Tarski monadiques, (Con L. Iturrioz). Redacción de L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 76, INMABB-CONICET-UNS-UNS, (2002).
Otras Comunicaciones presentadas a la Unión Matemática Argentina (U.M.A.)
1) Caracterización de las Algebras de Nelson por igualdades, Revista de la U.M.A. y de la Asociación Física Argentina (A.F.A.), 19, nro. 5 (1962), 361.
2) Representación de las Algebras de Tarski monádicas, Revista de la U.M.A. y de la A.F.A., 19, nro. 5 (1962), 361.
3) Construcción de las Algebras de Nelson finitas, Revista de la U.M.A. y de la A.F.A., 19, nro. 5 (1962), 361.
4) Linéarisation de la logique positive de Hilbert Bernays, Revista de la U.M.A. y de la A.F.A., 20 (1962), 308-309.
5) Algebras de Nelson semi-simples, Revista de la U.M.A. y de la A.F.A., 21, nro. 3 (1963), 145-146.
6) El cálculo proposicional trivalente de J. Łukasiewicz y la lógica clásica, Revista de la U.M.A. y de la A.F.A. 22, nro. 1 (1964), 43.
7) Cálculo Proposicional implicativo clásico con n variables proposicionales, (Con L. Iturrioz), Revista de la U.M.A. y de la A.F.A. 22, nro. 3 (1965), 146.
8) Generalización de un teorema de Sikorski sobre álgebras de Boole. Revista de la U.M.A. 22, nro. 3 (1965), 151.
9) Algebras de Boole involutivas, Revista de la U.M.A. y de la A.F.A., 23, nro. 1 (1966), 39.
10) Algebras de Morgan con n generadores libres. Con O. Chateaubriand. Revista de la U.M.A. y de la A.F.A., 23, nro. 4 (1968), 200.
11) Algebras de Stone con n generadores libres. En colaboración con L. Monteiro. Revista de la U.M.A. y de la A.F.A.,23, nro. 4 (1968), 201.
Trabajos de carácter docente y de divulgación
1) Exercicios de Algebra Superior. Con C. F. Carvalho e M. Zaluar Nunes. Lisboa (1931), 162 pp.
2) Clubes de Matemática, Gazeta de Matemática 11 (1942), 8-12. Traducción, por L. Vigili, publicada en Matemática Elemental, 4ta. serie, tomo 3 (1943), 6 pp.
3) O prémio nacional Doutor Francisco Gomes Teixeira, Gazeta de Matemática, Nro. 15 (1943), 8-9.
4) Um jornal portugues esquecido. Gazeta de Matemática, Nro. 17 (1943), 1-4.
5) Introdução ao estudo da noção de função continua. Publicações do Centro de Estudos Matemáticos da Faculdade de Ciências do Porto, 8 (1944), 153 pp. Lecciones dictadas en la Faculdade de Ciências do Porto y redactadas por A. Pereira Gomes.
6) Espaços de Sierpinski, Cadernos de Análise Geral, 6 , Porto, 1ra. edição 1944, 2da. edição 1945.
7) Espaços acessíveis de Fréchet. Cadernos de Análise Geral 6, Porto, 1ra. edição 1944, 2da. edição 1945.
8) Aritmética Racional, con J. Silva Paulo. Lisboa. Livraria Avelar Machado, 1945, 182 pp.
9) Notas sobre la teoría de los enteros. Apuntes. Centro de Estudiantes de Ingeniería de San Juan, Argentina (1950), 32 pp.
10) Notas sobre algebra de los conjuntos. Apuntes. Asociación de Estudiantes de Ingeniería de San Juan, Argentina (1954), 20 pp.
11) Algebras de Heyting, redacción de I. Viglizzo y L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 51, INMABB-CONICET-UNS, (1995).
12) Algebras de Boole Monádicas. (Con L. Monteiro), Informes Técnicos Internos Nro. 67, INMABB-CONICET-UNS, (1999).
13) Algebras de De Morgan, (Con L. Monteiro), Informes Técnicos Internos Nro. 72, INMABB-CONICET-UNS, (2000).
14) Algebras de Boole involutivas, redacción de L. Monteiro Informes Técnicos Internos Nro. 78, INMABB-CONICET-UNS, (2000).
15) Algebras de Łukasiewicz trivalentes, redacción de L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 83, INMABB-CONICET-UNS,(2003).
16) Cálculo Proposicional Implicativo Clásico, redacción de L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 90, INMABB-CONICET-UNS, (2005).
[Agradecimentos ao Prof. Luiz Monteiro]
[M1] Sur les noyaux additifs dans la théorie des équations intégrales de Fredholm, Comptes Rendus de l’Académie des Sciences de París, 198 (1er. Sem. 1934), 1737.
[M2] Sur une classe de noyaux de Fredholm développables en série de noyaux principaux, Comptes Rendus de l’Académie des Sciences de Paris, Tomo 200, (1er. Sem. 1935), 2143.
[M3] Sur l'additivité des noyaux de Fredholm, Tesis de Doctorado en la Sorbona. Portugaliae Mathematica, 1, Fasc. 1 (1937), 1-174.
[M4] Sur l'Axiomatique des Espaces V, en colaboración con H. Ribeiro, Portugaliae Mathematica, 1, Fasc. 4 (1940), 275-288.
[M5] Sur l'additivité dans un anneau, Portugaliae Mathematica, 1, Fasc. 4 (1940), 289-292.
[M6] Caractérization des Espaces de Hausdorff au moyen de l'opération de derivation, Portugaliae Mathematica, 1, Fasc. 4 (1940), 333-349.
[M7] Os conjuntos mutuamente conexos e os fundamentos da topología geral, (con Armando Gibert), Las Ciencias, Año VII, nro. 2, (Diciembre 1940), 1-4. Comunicación al Congreso Luso-Español para el progreso de las Ciencias, Zaragoza, 1940.
[M8] Les ensembles fermés et les fondements de la topologie, Portugaliae Mathematica, 2 (1941), 56-66.
[M9] La notion de fermeture et les axiomes de séparation, Portugaliae Mathematica, 2 (1941), 290-298.
[M10] L'opération de fermeture et ses invariants dans les systèmes partiellement ordonnés, (con H. Ribeiro), Portugaliae Mathematica, 3 Fasc. 3 (1942), 171-184.
[M11] Caractérisation de l'opération de fermeture par un seul axiome, Portugaliae Mathematica, 4 (1944), 158-160.
[M12] La notion de fonction continue, (con H. Ribeiro), Summa Brasiliensis Mathematicae, 1, fasc. 1, (1945), 1-8.
[M13] Arithmétique des filtres premiers, Comptes Rendus de l'Académie des Sciences de París, 225 (1947), 846-848.
[M14] Filtros e Ideais I, Notas de Matemática 2, Río de Janeiro. 1ra. impresión (1948), 60 páginas, 2da. impresión (1955), 57 páginas.
[M15] Filtros e Ideais II, Notas de Matemática 5, Río de Janeiro. 1ra. impresión (1948), 131 páginas, 2da. impresión (1955), 130 páginas.
[M16] Réticulés distributifs de dimension linéaire n, Comptes Rendus de l'Académie des Sciences de París, 226 (1948), 1658-1660.
[M17] Note on uniform continuity, (con Mauricio Peixoto), Procedings of the International Congress of Mathematics, 1 (1950), 385.
[M18] Le nombre de Lebesgue et la continuité uniforme, en colaboración con Mauricio Peixoto, Portugaliae Mathematica, 10 (1951), 105-113.
[M19] Les filtres fermés des espaces compacts, Gazeta de Matemática, 50 (1951), 95-96.
[M20] Propiedades características de los filtros de un álgebra de Boole, Acta Cuyana de Ingeniería, 1, nro. 5 (1951), 1-7.
[M21] L'arithmétique des filtres et les espaces topologiques, Segundo Symposium sobre algunos problemas matemáticos que se están estudiando en Latino-América, Villavicencio, Mendoza Argentina. Unesco, Montevideo, (1954), 129-162.
[M22] Axiomes indépendants pour les algèbres de Brouwer, Revista de la Unión Matemática Argentina. 17 (1955), 149-160.
[M23] Les ensembles ordonnées compacts, Revista Matemática Cuyana, 1, fasc. 3 (1955), 187-194.
[M24] Algebras de Heyting monádicas, en colaboración con Oscar Varsavsky. Actas de las X Jornadas de la U.M.A., Universidad Nacional del Sur, Bahía Blanca, Argentina, (1957), 52-59. Notas de Lógica Matemática 1, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M25] Normalidad en las álgebras de Heyting monádicas, Actas de las X Jornadas de la U.M.A., Universidad Nacional del Sur, Bahía Blanca, Argentina, (1957), 50-51. Notas de Lógica Matemática 2, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M26] Algebras monádicas, Conferencia realizada en el Segundo Coloquio Brasileiro de Matemática, Poços de Caldas 1959c. Actas do Segundo Coloquio Brasileiro de Matemática, São Paulo, Brasil (1960), 33-52. Notas de Lógica Matemática 7, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M27] Matrices de Morgan caractéristiques pour le calcul propositionnel classique, Anais da Academia Brasileira de Ciências 32 nro. 1, (1960), 1-7. Notas de Lógica Matemática 6, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M28] Sur la définition des algèbres de Łukasiewicz trivalentes, Bulletin Mathématique de la Societé des Sciences Mathematiques et Physiques de la R.P. Roumaine, Nouvelle serie 7 (55), nro. 1-2 (1963), 1-12. Notas de Lógica Matemática 21, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1964).
[M29] Construction des algèbres de Nelson finies, Bulletin de l'Academie Polonaise des Sciences, 11 nro. 6 (1963), 359-362. Notas de Lógica Matemática 15, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1964).
[M30] Relations between Łukasiewicz three valued algebras and monadic Boolean algebras, International Congress for Logic, Methodology and Philosopy of Sciences. Program and Abstracts the Hebrew University , Jerusalem, Israel (1964), 16-17.
[M31] Construcción geométrica de las álgebras de Łukasiewicz libres. (Con R. Cignoli). Revista de la U.M.A. 22, nro.3 (1965), 152-153.
[M32] Boolean elements in Łukasiewicz algebras. (Con R. Cignoli). Proc. of the Japan Academy 41, nro. 8 (1965), 676-680. Notas de Lógica Matemática 24, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M33] Généralisation d'un théorème de R. Sikorski sur les algèbres de Boole, Bulletin des Sciences Mathématiques 2éme Série, 89 (1965), 65-74. Notas de Lógica Matemática 10, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M34] Caracterisation des algèbres de Nelson par des égalités I et II. (Con D. Brignole). Proc. of the Japan Academy 43, nro. 4 (1967), 279-285. Notas de Lógica Matemática 20, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M35] Construction des algèbres de Łukasiewcz trivalentes dans les algèbres de Boole monadiques I, Mathematica Japonicae, 12, nro. 1 (1967), 1-23. Notas de Lógica Matemática 11, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974).
[M36] Sobre un cálculo proposicional de Moisil, Comunicación presentada a la U.M.A. Revista de la U.M.A. y de la A.F.A. 23, nro. 4 (1968), 201.
[M37] Generadores de Reticulados distributivos finitos, Actas del Simposio Panamericano de Matemática Aplicada, Buenos Aires, (1968), 465.
[M38] Algebra del cálculo implicativo trivalente de Łukasiewicz. (Con M. García). Comunicación presentada a la U.M.A. Revista de la U.M.A. y de la Asociación Física Argentina 23, nro. 4 (1968), 200.
[M39] Les algèbres de Morgan libres. (Con O. Chateaubriand). Notas de Lógica Matemática 26, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1969).
[M40] La semi-simplicité des algèbres de Boole Topologiques et les systèmes déductifs. Revista de la U.M.A. 23 (1971), 417-448.
[M41] Algèbres de Boole Cycliques, Revue Roumaine de Math. Pures et Appliqués, Tome XXIII, 1 (1978), 71-76.
[M42] L'Arithmétique des Filtres et les espaces topologiques I-II, Notas de Lógica Matemática 29, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1974). La parte I reproduce el trabajo de 100 páginas Arithmétique des espaces topologiques, enviado en 1950 para un concurso organizado por la Sociedad Matemática de Francia en ocasión del jubileo del Prof. Maurice Fréchet. Este trabajo fue elegido entre los cuatro mejores presentados en el concurso (ver Bulletin de la Societé Mathématique de France, 1951, XXXIX-XL).
[M43] Les éléments réguliers d'un N-lattice. Les N-lattices linéaires. Instituto Nacional de Investigação Científica. Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais da Universidade de Lisboa. Textos e Notas 15 (1978).
[M44] Conjuntos graduados de Zadeh, Técnica, 40, nro. 449-450 (1978), 11-34, Lisboa, Portugal.
[M45] Sur les algèbres de Heyting symétriques, Portugaliae Mathematica 39 (1980), 1-237.
[M46] Unpublished papers I. Redacción de L. Monteiro, Notas de Lógica Matemática 40, Instituto de Matemática, Universidad Nacional del Sur (1996). Contiene los siguientes trabajos: 1) Les algèbres de Tarski avec un nombre fini de générateurs libres, (Con L. Iturrioz),(1965); 2) Construction des algèbres de Boole libres dans les algèbres de Łukasiewicz trivalentes libres, (1966); 3) Représentation d'une algèbre de Łukasiewicz trivalentes par une algèbre de Łukasiewicz trivalente d'ensembles. Caractère universel de la construction L des algèbres de Łukasiewicz trivalentes, (1966); 4) Axiomes indépendants pour les algèbres de Nelson, de Łukasiewicz trivalentes, de De Morgan et de Kleene, (Con L. Monteiro), (1973); 5) Algèbres de Stone libres, (Con L. Monteiro), (1968); 6) Les algèbres de Nelson semi-simples, (1963); 7) Algèbres de Hilbert linéaires, (1961).
[M47] Algebras de Łukasiewicz trivalentes con un número finito de generadores libres. Algebras de Moisil trivalentes con un número finito de generadores libres. Redacción de L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 61, INMABB-CONICET-UNS, (1998).
[M48] Sobre el número minimal de generadores de reticulados distributivos finitos y álgebras de Boole. Redacción de L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 65, INMABB-CONICET-UNS, (1998).
[M49] Le radical d'une algèbre de Nelson I3. Redacción de I. Viglizzo y L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 67, INMABB-CONICET-UNS-UNS, (1999).
[M50] Répresentation des algèbres de Tarski monadiques, (Con L. Iturrioz). Redacción de L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 76, INMABB-CONICET-UNS-UNS, (2002).
Otras Comunicaciones presentadas a la Unión Matemática Argentina (U.M.A.)
1) Caracterización de las Algebras de Nelson por igualdades, Revista de la U.M.A. y de la Asociación Física Argentina (A.F.A.), 19, nro. 5 (1962), 361.
2) Representación de las Algebras de Tarski monádicas, Revista de la U.M.A. y de la A.F.A., 19, nro. 5 (1962), 361.
3) Construcción de las Algebras de Nelson finitas, Revista de la U.M.A. y de la A.F.A., 19, nro. 5 (1962), 361.
4) Linéarisation de la logique positive de Hilbert Bernays, Revista de la U.M.A. y de la A.F.A., 20 (1962), 308-309.
5) Algebras de Nelson semi-simples, Revista de la U.M.A. y de la A.F.A., 21, nro. 3 (1963), 145-146.
6) El cálculo proposicional trivalente de J. Łukasiewicz y la lógica clásica, Revista de la U.M.A. y de la A.F.A. 22, nro. 1 (1964), 43.
7) Cálculo Proposicional implicativo clásico con n variables proposicionales, (Con L. Iturrioz), Revista de la U.M.A. y de la A.F.A. 22, nro. 3 (1965), 146.
8) Generalización de un teorema de Sikorski sobre álgebras de Boole. Revista de la U.M.A. 22, nro. 3 (1965), 151.
9) Algebras de Boole involutivas, Revista de la U.M.A. y de la A.F.A., 23, nro. 1 (1966), 39.
10) Algebras de Morgan con n generadores libres. Con O. Chateaubriand. Revista de la U.M.A. y de la A.F.A., 23, nro. 4 (1968), 200.
11) Algebras de Stone con n generadores libres. En colaboración con L. Monteiro. Revista de la U.M.A. y de la A.F.A.,23, nro. 4 (1968), 201.
Trabajos de carácter docente y de divulgación
1) Exercicios de Algebra Superior. Con C. F. Carvalho e M. Zaluar Nunes. Lisboa (1931), 162 pp.
2) Clubes de Matemática, Gazeta de Matemática 11 (1942), 8-12. Traducción, por L. Vigili, publicada en Matemática Elemental, 4ta. serie, tomo 3 (1943), 6 pp.
3) O prémio nacional Doutor Francisco Gomes Teixeira, Gazeta de Matemática, Nro. 15 (1943), 8-9.
4) Um jornal portugues esquecido. Gazeta de Matemática, Nro. 17 (1943), 1-4.
5) Introdução ao estudo da noção de função continua. Publicações do Centro de Estudos Matemáticos da Faculdade de Ciências do Porto, 8 (1944), 153 pp. Lecciones dictadas en la Faculdade de Ciências do Porto y redactadas por A. Pereira Gomes.
6) Espaços de Sierpinski, Cadernos de Análise Geral, 6 , Porto, 1ra. edição 1944, 2da. edição 1945.
7) Espaços acessíveis de Fréchet. Cadernos de Análise Geral 6, Porto, 1ra. edição 1944, 2da. edição 1945.
8) Aritmética Racional, con J. Silva Paulo. Lisboa. Livraria Avelar Machado, 1945, 182 pp.
9) Notas sobre la teoría de los enteros. Apuntes. Centro de Estudiantes de Ingeniería de San Juan, Argentina (1950), 32 pp.
10) Notas sobre algebra de los conjuntos. Apuntes. Asociación de Estudiantes de Ingeniería de San Juan, Argentina (1954), 20 pp.
11) Algebras de Heyting, redacción de I. Viglizzo y L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 51, INMABB-CONICET-UNS, (1995).
12) Algebras de Boole Monádicas. (Con L. Monteiro), Informes Técnicos Internos Nro. 67, INMABB-CONICET-UNS, (1999).
13) Algebras de De Morgan, (Con L. Monteiro), Informes Técnicos Internos Nro. 72, INMABB-CONICET-UNS, (2000).
14) Algebras de Boole involutivas, redacción de L. Monteiro Informes Técnicos Internos Nro. 78, INMABB-CONICET-UNS, (2000).
15) Algebras de Łukasiewicz trivalentes, redacción de L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 83, INMABB-CONICET-UNS,(2003).
16) Cálculo Proposicional Implicativo Clásico, redacción de L. Monteiro, Informes Técnicos Internos Nro. 90, INMABB-CONICET-UNS, (2005).
[Agradecimentos ao Prof. Luiz Monteiro]
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Alfredo Pereira Gomes, Ruy Luís Gomes, António Aniceto Monteiro e Manuel Zaluar Nunes
Digitalização de Jose Marcilese
© Família de António Aniceto Monteiro
Alfredo Pereira Gomes, Ruy Luís Gomes, António Aniceto Monteiro e Manuel Zaluar Nunes em Poços de Caldas, São Paulo, Brasil, Julho de 1959, no Segundo Colóquio Brasileiro de Matemática.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
CRONOLOGIA
CRONOLOGIA DE ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO
1907
Em 31 de Maio, nasce, em Mossâmedes, Angola, o matemático António Aniceto Ribeiro Monteiro, também conhecido por António Aniceto Monteiro ou António Monteiro, filho de António Ribeiro Monteiro e de Maria Joana Lino Figueiredo da Silva Monteiro. Namibe é o actual nome de Mossâmedes (que chegou a escrever-se Moçâmedes).
1915
A 7 de Julho morre António Ribeiro Monteiro, tenente de infantaria, que se encontrava em comissão extraordinária no sul de Angola.
1917-1925
Faz os estudos secundários no Colégio Militar, em Lisboa, onde é o aluno nº 78.
1925-1930
Estuda na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, de 20 de Outubro de 1925 a 17 de Julho de 1930, onde encontra a sua vocação e o seu primeiro Mestre – Pedro José da Cunha.
1929
Casa-se em 29 de Julho com Lídia Marina de Faria Torres. Do casamento nascerão dois filhos – António e Luiz.
1930
Em 17 de Julho licencia-se em Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
1931-1936
António Monteiro é bolseiro em Paris do Instituto para a Alta Cultura (IAC) desde Novembro de 1931 até Julho de 1936. Durante este período estuda no Instituto Henri Poincaré, realizando trabalhos científicos sob a direcção de Maurice Fréchet.
1934
A 8 de Fevereiro nasce António, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1936
Conclui o Doutoramento de Estado na Faculdade de Ciências da Universidade de Paris, em Ciências Matemáticas, com a menção Très Honorable, orientado por Maurice Fréchet, com uma tese intitulada Sur l’additivité des noyaux de Fredholm.
É fundado o Núcleo de Matemática, Física e Química, em Lisboa, cujas actividades se iniciam a 16 de Novembro, e cujos principais impulsionadores (os mais activos) são António da Silveira, Manuel Valadares e António Aniceto Monteiro.
A 5 de Outubro nasce Luiz, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1937
É fundada a revista Portugaliae Mathematica. A revista é “editada por António Monteiro, com a cooperação de Hugo Ribeiro, J. Paulo, M. Zaluar Nunes”.
Neste ano encontram-se, provavelmente pela primeira vez, nas actividades do Núcleo de Matemática, Física e Química, os matemáticos António Monteiro, Bento Caraça e Ruy Luís Gomes, os três principais impulsionadores do Movimento Matemático.
1938
Recebe o Prémio Artur Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa (Matemática) conferido pelo Ensaio sobre os fundamentos da análise geral.
1939
Começa a funcionar o Seminário de Análise Geral, em Lisboa, impulsionado por António Aniceto Monteiro, primeiro na Faculdade de Ciências e depois no Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa do IAC, no qual com a realização de cursos e seminários começa a iniciar um grupo de jovens no estudo da matemática moderna. Entre os seus discípulos deste período podem destacar-se José Sebastião e Silva e Hugo Baptista Ribeiro.
Em 6 de Novembro “desintegra-se” o Núcleo de Matemática, Física e Química.
1940
Em 1939 é fundada por Bento de Jesus Caraça, António Monteiro, Hugo Ribeiro, José da Silva Paulo e Manuel Zaluar, a Gazeta de Matemática, cujo primeiro número sai em Janeiro de 1940.
Em Fevereiro é formado o Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa de que o impulsionador é António Monteiro que aí continua a dirigir trabalhos de investigação.
É fundada a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), em 12 de Dezembro de 1940. António Aniceto Monteiro é um dos seus principais impulsionadores e escolhido para seu Secretário Geral, por unanimidade. Pedro José da Cunha é eleito Presidente.
1943
4 de Outubro: é fundada a Junta de Investigação Matemática (JIM) por Ruy Luís Gomes, Mira Fernandes e António Monteiro. Os fundos para a JIM são angariados numa campanha promovida por António Luiz Gomes, irmão de Ruy Luís Gomes.
Dezembro: António Aniceto Monteiro vai para o Porto, a convite da JIM, com a família, onde fica cerca de um ano. Diz António Aniceto Monteiro no seu curriculum: “durante o período de 1938-43 todas as minhas funções docentes e de investigação, foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal, organizado pelo IAC”.
No Centro de Estudos Matemáticos do Porto, Monteiro dirige o Seminário de Topologia Geral. A JIM inicia a publicação dos Cadernos de Análise Geral nos quais se publicam os cursos e seminários ministrados na Faculdade de Ciências de Porto, sobre Álgebra Moderna, Topologia Geral, Teoria da Medida e Integração, etc., temas com pouca difusão nessa época nas Universidades Portuguesas.
1944-1945
Palestras da JIM lidas ao microfone da Rádio Club Lusitânia, corajosamente cedido pelo proprietário. São oradores: Ruy Luís Gomes, António Monteiro, Corino de Andrade, Branquinho de Oliveira, Fernando Pinto Loureiro, José Antunes Serra, António Júdice, Armando de Castro, Carlos Teixeira e Flávio Martins.
1945
António Aniceto Monteiro vê-se obrigado a sair de Portugal, porque lhe vedaram a entrada na carreira académica, por razões políticas. Com recomendação de Albert Einstein, J. von Neumann e Guido Beck obtém uma cátedra de Análise Superior no Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Filosofia (o convite tinha sido feito em Setembro de 1943). Em 28 de Fevereiro, António Aniceto Monteiro embarca para o Rio de Janeiro onde chega com um contrato por quatro anos o qual não será renovado por influência da Embaixada de Portugal.
É nomeado membro del Comité de Redacção da Revista Summa Brasiliensis Mathematicae que a Fundação Getúlio Vargas edita.
1945-1946
António Monteiro é investigador do Núcleo Técnico Científico da Fundação Getúlio Vargas (Rio de Janeiro), dirigido por Lélio Gama.
1946
Julho: Doutora-se Alfredo Pereira Gomes na Universidade do Porto, depois de ter sido orientado por António Aniceto Monteiro.
1948
António Monteiro inicia a série de publicações intituladas Notas de Matemática. Nos anos 1948-1949, são editados seis fascículos. Mais tarde, depois de sua ida para a Argentina, esta colecção será publicada sob a direcção de Leopoldo Nachbin alcançando uma grande difusão na América Latina.
1949
António Monteiro participa activamente na criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, do qual é membro fundador e para o qual é contratado como investigador de Matemática.
Lecciona um curso de Introdução à Matemática para os investigadores de Instituto de Biofísica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro por convite do seu Director Carlos Chagas.
Em 5 de Dezembro, vindo do Brasil, chega à Argentina (Buenos Aires), contratado pela Universidad Nacional de Cuyo (sediada na cidade de San Juan, província de San Juan). De 1950 até 1956 é aí docente de Análise Matemática na Facultad de Ingeniería, Ciencias Exactas, Físicas y Naturales.
A partir de 1950 é professor de Matemáticas Superiores na Faculdade de Ciências da Educação da mesma universidade, na cidade de San Luis.
1950
Em Janeiro e Fevereiro ao chegar à Argentina redige um trabalho sobre Aritmética de los filtros en la Teoría de los Espacios Topológicos, no qual expõe resultados que obteve sobre o assunto, que envia como anónimo ao concurso internacional organizado pela Sociedade Matemática de França em comemoração do jubileu do seu mestre Maurice Fréchet. Este trabalho foi eleito entre os quatro melhores apresentados.
1951
António Monteiro é co-fundador do Departamento de Investigaciones Científicas (DIC) da Universidad Nacional de Cuyo (Mendoza) onde é professor.
1953
Professor Full-time no Instituto de Matemática do DIC na Universidad Nacional de Cuyo, desempenhando as suas actividades como docente na Faculdade de Engenharia de San Juan.
1954
António Monteiro participa no Segundo Congresso Latino-Americano de Matemática, em Villavicencio, no Instituto de Matemática de Mendoza, organizado pela UNESCO de 21 a 25 de Julho, em que apresenta uma exposição do conjunto dos resultados obtidos no seu trabalho La Aritmética de los filtros en la Teoría de los Espacios Topológicos.
1954-1956
António Monteiro é professor de matemática na Escola de Arquitectura da Faculdade de Engenharia de San Juan, da Universidad Nacional de Cuyo.
1955
Em Fevereiro António Aniceto Monteiro lecciona um dos Primeiros Cursos Latino-americanos de Matemática patrocinados pela UNESCO, que se realizam no Instituto de Matemática de Mendoza, destinados ao aperfeiçoamento de Professores Universitários, ao qual assistem professores do Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Chile e Argentina.
António Monteiro é co-fundador da Revista Matemática Cuyana, tendo sido nomeado membro do seu comité de redacção.
1956-1957
Professor Contratado da Faculdade de Engenharia de San Juan, Universidad Nacional de Cuyo.
1956
Em 1956 é eleito pelos seus colegas do Instituto de Matemática de Mendoza, para realizar uma viagem ao Paraguai, Bolívia, Peru e Chile com o objetivo de estudar o aproveitamento dos bolseiros que tinham assistido aos cursos de 1955 e ajudá-los no seu trabalho. Realiza esta viagem em 1956 patrocinado pela UNESCO, tendo logo apresentado a esta instituição, um pormenorizado relatório sobre a situação nos diversos países.
Em 23 de Agosto é designado Profesor Titular, por concurso, da cátedra de Análise da Facultad de Ciencias Exactas y Naturales de la Universidad de Buenos Aires, por decisão de um júri integrado por Beppo Levi, Mischa Cotlar e Rodolfo Ricabarra. Recusa essa posição.
É convidado a organizar o Instituto de Matemática da Universidade de Santiago do Chile mas recusa, também, esse convite.
Em 6 de Janeiro é criada a Universidad Nacional del Sur (UNS), Bahía Blanca, Argentina, e António Aniceto Monteiro é convidado a nela se incorporar e aceita (razão por que recusa os outros dois convites).
Nomeado membro correspondente da Academia Brasileira de Ciências.
1957-1970
Em Julho de 1957 vai viver para Bahía Blanca com a posição de Professor Contratado da Universidad Nacional del Sur. É incorporado nesta Universidade para proceder à organização de Instituto de Matemática e da Licenciatura em Matemática.
A partir desse momento desenvolve uma intensa actividade com o intuito de organizar os estudos de Matemática na Universidad Nacional del Sur. Começa por organizar os planos de estudo da Licenciatura em Matemática com a colaboração de Oscar Varsavsky. Ao longo de vários anos ocupa-se de todos os problemas relativos à organização de uma Biblioteca de Matemática adequada à realização de trabalhos de investigação; esta é considerada, actualmente, como uma das melhores da América Latina. A Biblioteca do Instituto de Matemática tem actualmente o seu nome, Biblioteca Dr. António A. R. Monteiro.
Consegue a contratação, temporária ou permanente, de eminentes matemáticos nacionais e estrangeiros para a Universidad Nacional del Sur, em cujo seio se desenvolve paulatinamente um ambiente matemático juvenil.
1958
António Monteiro inicia uma série de Monografias de Matemática.
1959
Designado Organizador do Instituto de Matemática da Universidad Nacional del Sur, por diploma de 1959.
É convidado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, na sua qualidade de Membro Fundador, para assistir à comemoração do décimo aniversário da sua fundação, permanecendo no Rio de Janeiro de Julho a Novembro. Em Julho participa como convidado no 2º Colóquio Brasileiro de Matemática, que se realiza em Poços de Caldas (Brasil), dando conferências entre as quais expõe as suas pesquisas sobre Álgebras Monádicas.
1958-1961
Ruy Luís Gomes é Professor Contratado pela Universidade Nacional del Sur, Bahía Blanca, Argentina, onde lecciona no Instituto de Matemática, a convite de António Aniceto Monteiro.
1960
António Monteiro começa a leccionar uma série de cursos e seminários de Lógica Algébrica destinados a formar um ambiente adequado para a investigação neste ramo da Matemática, continuando os cursos que Helena Rasiowa e Roman Sikorski leccionaram na Universidad Nacional del Sur em 1958.
1961
No início de 1961 lecciona um curso sobre Espaços de Hilbert no Instituto de Física de Bariloche e nessa ocasião inicia no estudo de Lógica Algébrica licenciados em Matemática da Universidade de Buenos Aires entre os quais se destaca pelos resultados obtidos, sobre problemas propostos, o Licenciado Horacio Porta. No mesmo período (1960-1961) dirige os estudos de Mário Tourasse Teixeira, de nacionalidade brasileira, primeiro directamente em Bahía Blanca e Bariloche, e posteriormente por correspondência sobre um tema que foi posteriormente objecto da sua tese de Doutoramento na Universidade de São Paulo.
Permanece na Faculdade de Ciências Exactas da Universidade de Buenos Aires, de Julho a Dezembro como professor visitante. Nessa oportunidade realiza um trabalho sobre as Álgebras de De Morgan com a colaboração de um estudante, brasileiro, da dita Faculdade, Oswaldo Chateaubriand.
1964
Funda a colecção intitulada Notas de Lógica Matemática, editada pelo Instituto de Matemática da UNS, na qual começa a publicar os trabalhos de investigação realizados em Bahía Blanca.
Com as publicações do Instituto, inicia um amplo serviço de troca que se mantém e desenvolve graças à relevante colaboração de Edgardo Fernández Stacco. Actualmente o Instituto recebe por troca cerca de 200 publicações periódicas.
No fim de 1964 trabalha como assessor da Fundação Bariloche, com o objectivo de organizar um Instituto de Matemática dedicado essencialmente à investigação ao nível latino-americano tendo, a propósito, redigido um relatório.
1965
Em Dezembro, abandona a direcção do Instituto de Matemática de Bahía Blanca passando, aí, a dedicar-se exclusivamente à realização de trabalhos de investigação e à formação de discípulos, que sempre foi a sua actividade central neste Instituto. Prossegue com a docência na UNS.
1966
Inicia a colecção intitulada Notas de Algebra y Análisis, editada pelo Instituto de Matemática da UNS.
1968
Participa no Primeiro Simpósio Panamericano de Matemática Aplicada em Buenos Aires, onde o seu trabalho sobre Generadores de reticulados distributivos foi elogiado por Garret Birkhoff.
1969-1970
Com licença sabática de Setembro de 1969 a Agosto de 1970, António Monteiro é bolseiro do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET) e viaja pela Europa, realizando a sua primeira viagem de estudo depois de 25 anos de trabalho na América Latina (dos quais 20 na Argentina).
Recebe um convite para fazer uma conferência plenária no IV Congresso de Matemática de Expressão Latina que se realiza em Setembro de 1969 em Bucareste, na qual faz uma exposição do conjunto dos trabalhos realizados em Bahía Blanca, sobre Lógica Algébrica.
Durante a sua estadia na Europa faz conferências, convidado pela Universidade de Bucareste, Instituto de Matemática da Academia de Ciências da Roménia, Universidade de Cluy (Roménia) e Universidades de Paris, Clermont Ferrand, Lyon, Montepellier, Bruxelas e Roma.
1972
Em 31 de Maio, ao fazer 65 anos, de acordo com a legislação, renuncia ao seu cargo. No entanto, em virtude dessa mesma lei, mantem-no até se completarem todos os trâmites jubilatórios, que nessa época demoravam bastante tempo. Só em Setembro de 1975 é que recebe os primeiros vencimentos como jubilado, referentes ao período de 1 de Abril a 31 de Outubro desse ano.
Em 30 de Maio de 1972, António Aniceto Monteiro é designado Profesor Emérito de la Universidad Nacional del Sur, o único durante mais de vinte e cinco anos.
1974
No dia 1 de Outubro é nomeado Membro Honorário da Unión Matemática Argentina.
1975
António Monteiro jubila-se.
Março: invocando a legislação anterrorista, o reitor da Universidad Nacional del Sur, proíbe a sua entrada na universidade.
1977
O Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC), Portugal, cria um lugar de investigador para António Aniceto Monteiro (no CMAF). Este permanece em Portugal cerca de dois anos.
1978
António Monteiro é distinguido com o Prémio Gulbenkian de Ciência e Tecnologia pelo seu trabalho Sur les Algèbres de Heyting Symétriques.
1980
29 de Outubro: António Aniceto Monteiro morre em Bahía Blanca, Argentina.
1989
A Universidad Nacional del Sur delibera a realização de um Congresso de Matemática, com ênfase na alternância de diversos ramos da matemática, e que tem a designação de Congreso Dr. Antonio Monteiro. Realizam-se congressos em 1991, 1993, 1995, 1997, 1999, 2001, 2003 e 2005. O IX Congresso realiza-se de 30 de Maio a 1 de Junho de 2007 coincidindo com o centenário do seu nascimento.
2000
O Instituto de Matemática de Bahía Blanca publica em sua homenagem Recordando al Dr. Antonio Monteiro, Informe Técnico Interno nº 70, cujos editores são Edgardo L. Fernández Stacco, Diana M. Brignole, Luiz F. Monteiro e Aurora V. Germani.
Em 2 de Outubro, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Matemática, o Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, em acto solene, concede-lhe, a título póstumo, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada.
2006
Em 28 de Agosto, no Congresso Internacional de Matemática, em Madrid, realiza-se a António A. Monteiro’s Centenary Session, onde é apresentada a compilação em 8 volumes da obra The Works of António A. Monteiro, editada por Eduardo L. Ortiz e Alfredo Pereira Gomes (também existente em formato CD/DVD).
2007
Realizam-se comemorações do centenário de António Aniceto Monteiro na Argentina e em Portugal.
1907
Em 31 de Maio, nasce, em Mossâmedes, Angola, o matemático António Aniceto Ribeiro Monteiro, também conhecido por António Aniceto Monteiro ou António Monteiro, filho de António Ribeiro Monteiro e de Maria Joana Lino Figueiredo da Silva Monteiro. Namibe é o actual nome de Mossâmedes (que chegou a escrever-se Moçâmedes).
1915
A 7 de Julho morre António Ribeiro Monteiro, tenente de infantaria, que se encontrava em comissão extraordinária no sul de Angola.
1917-1925
Faz os estudos secundários no Colégio Militar, em Lisboa, onde é o aluno nº 78.
1925-1930
Estuda na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, de 20 de Outubro de 1925 a 17 de Julho de 1930, onde encontra a sua vocação e o seu primeiro Mestre – Pedro José da Cunha.
1929
Casa-se em 29 de Julho com Lídia Marina de Faria Torres. Do casamento nascerão dois filhos – António e Luiz.
1930
Em 17 de Julho licencia-se em Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
1931-1936
António Monteiro é bolseiro em Paris do Instituto para a Alta Cultura (IAC) desde Novembro de 1931 até Julho de 1936. Durante este período estuda no Instituto Henri Poincaré, realizando trabalhos científicos sob a direcção de Maurice Fréchet.
1934
A 8 de Fevereiro nasce António, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1936
Conclui o Doutoramento de Estado na Faculdade de Ciências da Universidade de Paris, em Ciências Matemáticas, com a menção Très Honorable, orientado por Maurice Fréchet, com uma tese intitulada Sur l’additivité des noyaux de Fredholm.
É fundado o Núcleo de Matemática, Física e Química, em Lisboa, cujas actividades se iniciam a 16 de Novembro, e cujos principais impulsionadores (os mais activos) são António da Silveira, Manuel Valadares e António Aniceto Monteiro.
A 5 de Outubro nasce Luiz, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1937
É fundada a revista Portugaliae Mathematica. A revista é “editada por António Monteiro, com a cooperação de Hugo Ribeiro, J. Paulo, M. Zaluar Nunes”.
Neste ano encontram-se, provavelmente pela primeira vez, nas actividades do Núcleo de Matemática, Física e Química, os matemáticos António Monteiro, Bento Caraça e Ruy Luís Gomes, os três principais impulsionadores do Movimento Matemático.
1938
Recebe o Prémio Artur Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa (Matemática) conferido pelo Ensaio sobre os fundamentos da análise geral.
1939
Começa a funcionar o Seminário de Análise Geral, em Lisboa, impulsionado por António Aniceto Monteiro, primeiro na Faculdade de Ciências e depois no Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa do IAC, no qual com a realização de cursos e seminários começa a iniciar um grupo de jovens no estudo da matemática moderna. Entre os seus discípulos deste período podem destacar-se José Sebastião e Silva e Hugo Baptista Ribeiro.
Em 6 de Novembro “desintegra-se” o Núcleo de Matemática, Física e Química.
1940
Em 1939 é fundada por Bento de Jesus Caraça, António Monteiro, Hugo Ribeiro, José da Silva Paulo e Manuel Zaluar, a Gazeta de Matemática, cujo primeiro número sai em Janeiro de 1940.
Em Fevereiro é formado o Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa de que o impulsionador é António Monteiro que aí continua a dirigir trabalhos de investigação.
É fundada a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), em 12 de Dezembro de 1940. António Aniceto Monteiro é um dos seus principais impulsionadores e escolhido para seu Secretário Geral, por unanimidade. Pedro José da Cunha é eleito Presidente.
1943
4 de Outubro: é fundada a Junta de Investigação Matemática (JIM) por Ruy Luís Gomes, Mira Fernandes e António Monteiro. Os fundos para a JIM são angariados numa campanha promovida por António Luiz Gomes, irmão de Ruy Luís Gomes.
Dezembro: António Aniceto Monteiro vai para o Porto, a convite da JIM, com a família, onde fica cerca de um ano. Diz António Aniceto Monteiro no seu curriculum: “durante o período de 1938-43 todas as minhas funções docentes e de investigação, foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal, organizado pelo IAC”.
No Centro de Estudos Matemáticos do Porto, Monteiro dirige o Seminário de Topologia Geral. A JIM inicia a publicação dos Cadernos de Análise Geral nos quais se publicam os cursos e seminários ministrados na Faculdade de Ciências de Porto, sobre Álgebra Moderna, Topologia Geral, Teoria da Medida e Integração, etc., temas com pouca difusão nessa época nas Universidades Portuguesas.
1944-1945
Palestras da JIM lidas ao microfone da Rádio Club Lusitânia, corajosamente cedido pelo proprietário. São oradores: Ruy Luís Gomes, António Monteiro, Corino de Andrade, Branquinho de Oliveira, Fernando Pinto Loureiro, José Antunes Serra, António Júdice, Armando de Castro, Carlos Teixeira e Flávio Martins.
1945
António Aniceto Monteiro vê-se obrigado a sair de Portugal, porque lhe vedaram a entrada na carreira académica, por razões políticas. Com recomendação de Albert Einstein, J. von Neumann e Guido Beck obtém uma cátedra de Análise Superior no Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Filosofia (o convite tinha sido feito em Setembro de 1943). Em 28 de Fevereiro, António Aniceto Monteiro embarca para o Rio de Janeiro onde chega com um contrato por quatro anos o qual não será renovado por influência da Embaixada de Portugal.
É nomeado membro del Comité de Redacção da Revista Summa Brasiliensis Mathematicae que a Fundação Getúlio Vargas edita.
1945-1946
António Monteiro é investigador do Núcleo Técnico Científico da Fundação Getúlio Vargas (Rio de Janeiro), dirigido por Lélio Gama.
1946
Julho: Doutora-se Alfredo Pereira Gomes na Universidade do Porto, depois de ter sido orientado por António Aniceto Monteiro.
1948
António Monteiro inicia a série de publicações intituladas Notas de Matemática. Nos anos 1948-1949, são editados seis fascículos. Mais tarde, depois de sua ida para a Argentina, esta colecção será publicada sob a direcção de Leopoldo Nachbin alcançando uma grande difusão na América Latina.
1949
António Monteiro participa activamente na criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, do qual é membro fundador e para o qual é contratado como investigador de Matemática.
Lecciona um curso de Introdução à Matemática para os investigadores de Instituto de Biofísica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro por convite do seu Director Carlos Chagas.
Em 5 de Dezembro, vindo do Brasil, chega à Argentina (Buenos Aires), contratado pela Universidad Nacional de Cuyo (sediada na cidade de San Juan, província de San Juan). De 1950 até 1956 é aí docente de Análise Matemática na Facultad de Ingeniería, Ciencias Exactas, Físicas y Naturales.
A partir de 1950 é professor de Matemáticas Superiores na Faculdade de Ciências da Educação da mesma universidade, na cidade de San Luis.
1950
Em Janeiro e Fevereiro ao chegar à Argentina redige um trabalho sobre Aritmética de los filtros en la Teoría de los Espacios Topológicos, no qual expõe resultados que obteve sobre o assunto, que envia como anónimo ao concurso internacional organizado pela Sociedade Matemática de França em comemoração do jubileu do seu mestre Maurice Fréchet. Este trabalho foi eleito entre os quatro melhores apresentados.
1951
António Monteiro é co-fundador do Departamento de Investigaciones Científicas (DIC) da Universidad Nacional de Cuyo (Mendoza) onde é professor.
1953
Professor Full-time no Instituto de Matemática do DIC na Universidad Nacional de Cuyo, desempenhando as suas actividades como docente na Faculdade de Engenharia de San Juan.
1954
António Monteiro participa no Segundo Congresso Latino-Americano de Matemática, em Villavicencio, no Instituto de Matemática de Mendoza, organizado pela UNESCO de 21 a 25 de Julho, em que apresenta uma exposição do conjunto dos resultados obtidos no seu trabalho La Aritmética de los filtros en la Teoría de los Espacios Topológicos.
1954-1956
António Monteiro é professor de matemática na Escola de Arquitectura da Faculdade de Engenharia de San Juan, da Universidad Nacional de Cuyo.
1955
Em Fevereiro António Aniceto Monteiro lecciona um dos Primeiros Cursos Latino-americanos de Matemática patrocinados pela UNESCO, que se realizam no Instituto de Matemática de Mendoza, destinados ao aperfeiçoamento de Professores Universitários, ao qual assistem professores do Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Chile e Argentina.
António Monteiro é co-fundador da Revista Matemática Cuyana, tendo sido nomeado membro do seu comité de redacção.
1956-1957
Professor Contratado da Faculdade de Engenharia de San Juan, Universidad Nacional de Cuyo.
1956
Em 1956 é eleito pelos seus colegas do Instituto de Matemática de Mendoza, para realizar uma viagem ao Paraguai, Bolívia, Peru e Chile com o objetivo de estudar o aproveitamento dos bolseiros que tinham assistido aos cursos de 1955 e ajudá-los no seu trabalho. Realiza esta viagem em 1956 patrocinado pela UNESCO, tendo logo apresentado a esta instituição, um pormenorizado relatório sobre a situação nos diversos países.
Em 23 de Agosto é designado Profesor Titular, por concurso, da cátedra de Análise da Facultad de Ciencias Exactas y Naturales de la Universidad de Buenos Aires, por decisão de um júri integrado por Beppo Levi, Mischa Cotlar e Rodolfo Ricabarra. Recusa essa posição.
É convidado a organizar o Instituto de Matemática da Universidade de Santiago do Chile mas recusa, também, esse convite.
Em 6 de Janeiro é criada a Universidad Nacional del Sur (UNS), Bahía Blanca, Argentina, e António Aniceto Monteiro é convidado a nela se incorporar e aceita (razão por que recusa os outros dois convites).
Nomeado membro correspondente da Academia Brasileira de Ciências.
1957-1970
Em Julho de 1957 vai viver para Bahía Blanca com a posição de Professor Contratado da Universidad Nacional del Sur. É incorporado nesta Universidade para proceder à organização de Instituto de Matemática e da Licenciatura em Matemática.
A partir desse momento desenvolve uma intensa actividade com o intuito de organizar os estudos de Matemática na Universidad Nacional del Sur. Começa por organizar os planos de estudo da Licenciatura em Matemática com a colaboração de Oscar Varsavsky. Ao longo de vários anos ocupa-se de todos os problemas relativos à organização de uma Biblioteca de Matemática adequada à realização de trabalhos de investigação; esta é considerada, actualmente, como uma das melhores da América Latina. A Biblioteca do Instituto de Matemática tem actualmente o seu nome, Biblioteca Dr. António A. R. Monteiro.
Consegue a contratação, temporária ou permanente, de eminentes matemáticos nacionais e estrangeiros para a Universidad Nacional del Sur, em cujo seio se desenvolve paulatinamente um ambiente matemático juvenil.
1958
António Monteiro inicia uma série de Monografias de Matemática.
1959
Designado Organizador do Instituto de Matemática da Universidad Nacional del Sur, por diploma de 1959.
É convidado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, na sua qualidade de Membro Fundador, para assistir à comemoração do décimo aniversário da sua fundação, permanecendo no Rio de Janeiro de Julho a Novembro. Em Julho participa como convidado no 2º Colóquio Brasileiro de Matemática, que se realiza em Poços de Caldas (Brasil), dando conferências entre as quais expõe as suas pesquisas sobre Álgebras Monádicas.
1958-1961
Ruy Luís Gomes é Professor Contratado pela Universidade Nacional del Sur, Bahía Blanca, Argentina, onde lecciona no Instituto de Matemática, a convite de António Aniceto Monteiro.
1960
António Monteiro começa a leccionar uma série de cursos e seminários de Lógica Algébrica destinados a formar um ambiente adequado para a investigação neste ramo da Matemática, continuando os cursos que Helena Rasiowa e Roman Sikorski leccionaram na Universidad Nacional del Sur em 1958.
1961
No início de 1961 lecciona um curso sobre Espaços de Hilbert no Instituto de Física de Bariloche e nessa ocasião inicia no estudo de Lógica Algébrica licenciados em Matemática da Universidade de Buenos Aires entre os quais se destaca pelos resultados obtidos, sobre problemas propostos, o Licenciado Horacio Porta. No mesmo período (1960-1961) dirige os estudos de Mário Tourasse Teixeira, de nacionalidade brasileira, primeiro directamente em Bahía Blanca e Bariloche, e posteriormente por correspondência sobre um tema que foi posteriormente objecto da sua tese de Doutoramento na Universidade de São Paulo.
Permanece na Faculdade de Ciências Exactas da Universidade de Buenos Aires, de Julho a Dezembro como professor visitante. Nessa oportunidade realiza um trabalho sobre as Álgebras de De Morgan com a colaboração de um estudante, brasileiro, da dita Faculdade, Oswaldo Chateaubriand.
1964
Funda a colecção intitulada Notas de Lógica Matemática, editada pelo Instituto de Matemática da UNS, na qual começa a publicar os trabalhos de investigação realizados em Bahía Blanca.
Com as publicações do Instituto, inicia um amplo serviço de troca que se mantém e desenvolve graças à relevante colaboração de Edgardo Fernández Stacco. Actualmente o Instituto recebe por troca cerca de 200 publicações periódicas.
No fim de 1964 trabalha como assessor da Fundação Bariloche, com o objectivo de organizar um Instituto de Matemática dedicado essencialmente à investigação ao nível latino-americano tendo, a propósito, redigido um relatório.
1965
Em Dezembro, abandona a direcção do Instituto de Matemática de Bahía Blanca passando, aí, a dedicar-se exclusivamente à realização de trabalhos de investigação e à formação de discípulos, que sempre foi a sua actividade central neste Instituto. Prossegue com a docência na UNS.
1966
Inicia a colecção intitulada Notas de Algebra y Análisis, editada pelo Instituto de Matemática da UNS.
1968
Participa no Primeiro Simpósio Panamericano de Matemática Aplicada em Buenos Aires, onde o seu trabalho sobre Generadores de reticulados distributivos foi elogiado por Garret Birkhoff.
1969-1970
Com licença sabática de Setembro de 1969 a Agosto de 1970, António Monteiro é bolseiro do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET) e viaja pela Europa, realizando a sua primeira viagem de estudo depois de 25 anos de trabalho na América Latina (dos quais 20 na Argentina).
Recebe um convite para fazer uma conferência plenária no IV Congresso de Matemática de Expressão Latina que se realiza em Setembro de 1969 em Bucareste, na qual faz uma exposição do conjunto dos trabalhos realizados em Bahía Blanca, sobre Lógica Algébrica.
Durante a sua estadia na Europa faz conferências, convidado pela Universidade de Bucareste, Instituto de Matemática da Academia de Ciências da Roménia, Universidade de Cluy (Roménia) e Universidades de Paris, Clermont Ferrand, Lyon, Montepellier, Bruxelas e Roma.
1972
Em 31 de Maio, ao fazer 65 anos, de acordo com a legislação, renuncia ao seu cargo. No entanto, em virtude dessa mesma lei, mantem-no até se completarem todos os trâmites jubilatórios, que nessa época demoravam bastante tempo. Só em Setembro de 1975 é que recebe os primeiros vencimentos como jubilado, referentes ao período de 1 de Abril a 31 de Outubro desse ano.
Em 30 de Maio de 1972, António Aniceto Monteiro é designado Profesor Emérito de la Universidad Nacional del Sur, o único durante mais de vinte e cinco anos.
1974
No dia 1 de Outubro é nomeado Membro Honorário da Unión Matemática Argentina.
1975
António Monteiro jubila-se.
Março: invocando a legislação anterrorista, o reitor da Universidad Nacional del Sur, proíbe a sua entrada na universidade.
1977
O Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC), Portugal, cria um lugar de investigador para António Aniceto Monteiro (no CMAF). Este permanece em Portugal cerca de dois anos.
1978
António Monteiro é distinguido com o Prémio Gulbenkian de Ciência e Tecnologia pelo seu trabalho Sur les Algèbres de Heyting Symétriques.
1980
29 de Outubro: António Aniceto Monteiro morre em Bahía Blanca, Argentina.
1989
A Universidad Nacional del Sur delibera a realização de um Congresso de Matemática, com ênfase na alternância de diversos ramos da matemática, e que tem a designação de Congreso Dr. Antonio Monteiro. Realizam-se congressos em 1991, 1993, 1995, 1997, 1999, 2001, 2003 e 2005. O IX Congresso realiza-se de 30 de Maio a 1 de Junho de 2007 coincidindo com o centenário do seu nascimento.
2000
O Instituto de Matemática de Bahía Blanca publica em sua homenagem Recordando al Dr. Antonio Monteiro, Informe Técnico Interno nº 70, cujos editores são Edgardo L. Fernández Stacco, Diana M. Brignole, Luiz F. Monteiro e Aurora V. Germani.
Em 2 de Outubro, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Matemática, o Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, em acto solene, concede-lhe, a título póstumo, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada.
2006
Em 28 de Agosto, no Congresso Internacional de Matemática, em Madrid, realiza-se a António A. Monteiro’s Centenary Session, onde é apresentada a compilação em 8 volumes da obra The Works of António A. Monteiro, editada por Eduardo L. Ortiz e Alfredo Pereira Gomes (também existente em formato CD/DVD).
2007
Realizam-se comemorações do centenário de António Aniceto Monteiro na Argentina e em Portugal.
Nota: Esta cronologia não é exaustiva. Por exemplo, nada diz quanto às publicações de António Monteiro. Para as publicações, ver BIBLIOGRAFÍA DE ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO
Como complemento veja:
Just half a century ago...
Artigos de Maurice Fréchet na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de António Aniceto Monteiro na "Portugaliae Mathematica"
O regresso de António Monteiro a Portugal de 1977 a 1979, por Alfredo Pereira Gomes
Professor António Monteiro and contemporary mathematics in Argentina, por Eduardo L. Ortiz
The influence of António A. Ribeiro Monteiro in the development of Mathematics in Brazil, por Leopoldo Nachbin
Artigos sobre António Aniceto Monteiro de Hugo Ribeiro, Ruy Luís Gomes e Luís Neves Real
Ruy Luís Gomes e António Aniceto Monteiro
Maurice Fréchet (1878-1973)
Duas palestras lidas ao microfone de Rádio Clube Lusitânia (António A. Monteiro e Ruy Luís Gomes)
Contribuição Matemática do Professor Dr. António A. R. Monteiro, por Luiz F. Monteiro
Declaração de António Monteiro e Silva Paulo relativamente a quantias recebidas da JIM
Uma carta de António Aniceto Monteiro, proveniente de S. Juan, Argentina, e datada de 27 de Abril de 1954
"O António Monteiro escreveu" - manuscrito de Abel Salazar
"Não há tempo a perder"... - uma carta de António Aniceto Monteiro
ANTONIO A. MONTEIRO (31/05/1907-29/10/80), por Edgardo Luis Fernández Stacco
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