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Pedro José da Cunha
Outubro de 1925: inscrição no 1º ano de engenharia da Universidade de Lisboa
Depoimento de Armando Girão
História da SPM
Opinião de Pedro José da Cunha
Ciência em Portugal - Episódios
SPM - Sociedade Portuguesa de Matemática
DMFCUL: Nota histórica
University’s Rectors
terça-feira, 19 de junho de 2007
Outubro de 1925: inscrição no 1º ano de engenharia da Universidade de Lisboa






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Também do mesmo curso do Aniceto – e tendo-o acompanhado estreitamente nos meus anos da Politécnica, não resisto a acrescentar ao exemplar «Recordando» do Barbeitos a lembrança de factos ocorridos comigo e que bem retratam a integridade de carácter do nosso admirável «Aniqueto» – como às vezes lhe chamávamos. Fá-lo-ei de memória – desculpem qualquer inexactidão de pormenor.
Não sei quantas vezes o empurrei e forcei a entrar para a aula prática de «Álgebra Superior, Geometria Analítica Plana e no Espaço e Trigonometria Esférica» que era à mesma hora da matinée do Condes... Não as bastantes para tirar os preparatórios para Engenharia Militar nos 3 anos da ordem.
Por isso continuou na Faculdade quando eu entrei para a Escola Militar – e é curioso anotar como de cabulazinho passou a aluno distinto, assim como que de um momento para o outro.
É que o Pedro José da Cunha – o nosso Prof. de «Cálculo Diferencial, Integral e das Variações» – passou a certa altura um problema ou assunto para cada um desenvolver livre e isoladamente em sua casa.
Chegou o dia da apreciação, e o Pedro José da Cunha destacou de modo relevante o trabalho do Aniceto – por cuja existência até aí nem tinha dado conta...
Foi a revelação da sua extraordinária aptidão para o estudo e a investigação – e o Aniceto passou, de um dia para o outro, a aluno brilhante, por quem o Pedro José da Cunha não mais deixou de «puxar».
[De] Armando Girão: Nota a “Recordando Aniceto Monteiro”.
Também do mesmo curso do Aniceto – e tendo-o acompanhado estreitamente nos meus anos da Politécnica, não resisto a acrescentar ao exemplar «Recordando» do Barbeitos a lembrança de factos ocorridos comigo e que bem retratam a integridade de carácter do nosso admirável «Aniqueto» – como às vezes lhe chamávamos. Fá-lo-ei de memória – desculpem qualquer inexactidão de pormenor.
Não sei quantas vezes o empurrei e forcei a entrar para a aula prática de «Álgebra Superior, Geometria Analítica Plana e no Espaço e Trigonometria Esférica» que era à mesma hora da matinée do Condes... Não as bastantes para tirar os preparatórios para Engenharia Militar nos 3 anos da ordem.
Por isso continuou na Faculdade quando eu entrei para a Escola Militar – e é curioso anotar como de cabulazinho passou a aluno distinto, assim como que de um momento para o outro.
É que o Pedro José da Cunha – o nosso Prof. de «Cálculo Diferencial, Integral e das Variações» – passou a certa altura um problema ou assunto para cada um desenvolver livre e isoladamente em sua casa.
Chegou o dia da apreciação, e o Pedro José da Cunha destacou de modo relevante o trabalho do Aniceto – por cuja existência até aí nem tinha dado conta...
Foi a revelação da sua extraordinária aptidão para o estudo e a investigação – e o Aniceto passou, de um dia para o outro, a aluno brilhante, por quem o Pedro José da Cunha não mais deixou de «puxar».
[De] Armando Girão: Nota a “Recordando Aniceto Monteiro”.
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Sobre Armando Girão, ver:
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Certidão de nascimento de António Aniceto Monteiro

Digitalização de Jorge Rezende
Como se pode ver António Aniceto Monteiro foi registado no dia 14 de Novembro de 1910, em Setúbal, pouco mais de duas semanas antes de o pai regressar novamente a Angola. Ver: Angola e António Aniceto Monteiro. Neste documento vêm também os nomes dos avós paternos e maternos. O nome do pai está errado...
Morada em Setúbal: Rua Almeida Garrett, 63. Freguesia de S. Sebastião, Setúbal.
Avós paternos: Aniceto Ribeiro Monteiro, Petronila Augusta Monteiro.
Avós maternos: Lino José da Silva, Eliza Augusta de Figueiredo e Silva.
Os avós também podem ser confirmados na Certidão de casamento dos pais de António Aniceto Monteiro.
MENINO DA LUZ (fotografias de António Aniceto Monteiro no Colégio Militar)



© Família de António Aniceto Monteiro
A última fotografia (a cavalo) é já como sargento cadete. Na fotografia de grupo pode-se ver, no canto inferior direito, Armando Girão, amigo de António Aniceto, futuro brigadeiro, e que veio a ser presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (de 7 de Junho a 31 de Outubro de 1974). Em cima, à direita, de óculos e com a mão no ombro de outro colega, está Henrique Barbeitos, outro amigo de António Aniceto, futuro médico em Almada. António Aniceto está assinalado com uma seta.
domingo, 17 de junho de 2007
Capa do processo de entrada no Colégio Militar
Seja notado como o nome de "Angola" ainda não estava fixado e varia de documento para documento. Aqui, chama-se "África Ocidental". No documento do padre Moreira Basílio refere-se "diocese de Angola e Congo". Ver: Angola e António Aniceto Monteiro
sábado, 16 de junho de 2007
Duas citações de António Aniceto Monteiro
"O estudante apreciado sob o ponto de vista intelectual será aquele que demonstrar uma superioridade efectiva na resolução de problemas postos a concurso, na realização de palestras, etc, e não aquele tipo de estudante, tão vulgar ainda nas nossas escolas, que passa a vida a falar de coisas que não entende, de coisas que não estudou ou mal conhece (porque é de bom tom e dá fama falar um pouco sobre tudo) e que é incapaz de fazer o mais pequeno esforço para modificar o ambiente em que vive e não repara na contradição que existe entre as ideias que professa e a vida que faz".
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"O que lhe esteve faltando foi dedicação, característica dos intelectuais lusitanos, que sentam-se nos cafés esperando que lhes salte uma chispa na cabeça, que naturalmente nunca chega, porque não trabalham. E não trabalham porque pensam que pertencem a uma casta — o trabalho é para os operários e camponeses, e não para gente que se diz ilustrada. Enfim, a eterna confusão da pequena burguesia portuguesa, que terminou por votar na canalha reaccionária e fascista nas últimas eleições".
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sexta-feira, 15 de junho de 2007
A morte do tenente Monteiro descrita pelo filho
Ver um comentário a esta descrição em Angola e António Aniceto Monteiro
Requerimento (de 2 de Novembro de 1928) de António Aniceto Monteiro ao Reitor da Universidade de Lisboa

Agradecimentos: Reitoria da Universidade de LisboaDigitalização de Jorge Rezende
Ver: Angola e António Aniceto Monteiro
Este documento só foi apreciado pelo Senado no ano seguinte (em 20 de Julho de 1929). Os documentos sobre o pai de António Aniceto Monteiro não se sabia onde paravam, como se pode constatar consultando o Arquivo Histórico Militar.
Requerimento (de 26 de Outubro de 1928) de António Aniceto Monteiro ao Ministro da Guerra
Agradecimentos: Reitoria da Universidade de LisboaDigitalização de Jorge Rezende
Ver: Angola e António Aniceto Monteiro
quinta-feira, 14 de junho de 2007
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