quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
REMINISCÊNCIAS DE UM EX-DIRETOR - UM DEPOIMENTO DE MEMÓRIA, por Antônio Rodrigues (INSTITUTO DE MATEMÁTICA - UFRGS)
«Ocorreu que no verão de 1947 ou 1948, apareceu, de repente, em gozo de férias em Porto Alegre, o professor português, natural de Angola, Aniceto Monteiro que, na ocasião, lecionava na Faculdade Nacional de Filosofia e, além de autor de um dos Cadernos de Análise Geral, escrevera uma Aritmética Racional muito original, em cuja capa, bem no centro, se lê 1 + 1 = 10, fato que me permitiu adquiri-la pela metade do preço porque o livreiro não se conformava com tal asneira e o livro lhe parecia estar errado. Quem soube dessa permanência foi o Cabral (Prof. Antonio Estevam Pinheiro Cabral), meu aluno de bacharelado naqueles tempos, que propôs que convidássemos o Prof. Monteiro a fazer umas palestras sobre Topologia, tendo eu sugerido que o assunto fosse o desenvolvimento histórico e as idéias básicas desta ciência, em cinco exposições.
Barramos, porém, com uma dificuldade inicial para formalizar um convite oficial quando o diretor da Faculdade de Filosofia, que de início havia aprovado a idéia, soube por mim que o Prof. Monteiro saira de Portugal por ser da oposição ao governo Salazar e além disso se achava hospedado em um sítio do Scliar em Viamão, fatos que deram ao assunto uma conotação de esquerda. Restou-nos contornar o problema através de uma audiência com o Senhor Magnífico Reitor, Prof. Armando Câmara, líder católico ferrenho, que exigiu sabatinar o Prof. Monteiro em assuntos políticos e econômicos. Lembro-me bem de uma pergunta feita sobre o que achava ele de Salazar e da resposta seca e imediata de que Salazar, como professor de Economia, na Universidade de Coimbra, tinha sido um fracasso. Afinal, saímos com a permissão do Reitor para as cinco conferências de Topologia, sem nenhum custo para a Universidade, a serem feitas na sala da Congregação da Faculdade de Direito e que estava em reformas. O Cabral, na despedida ao Reitor, pediu que o Prof. Monteiro assinasse o Livro de Ouro dos visitantes, pedido que me parece não ter sido negado, o que pode ser comprovado se o livro ainda existisse.
E assim, debaixo de marteladas, porque o carpinteiro se negou a interromper o serviço de reparar os defeitos das janelas, realizaram-se numa semana muito quente de janeiro, essas palestras que me escancararam as portas desse mundo maravilhoso que é a Topologia e a Álgebra Moderna. Encerro este episódio com a observção do Prof. Monteiro sobre o reparo que fiz a propósito da pequena freqüência às aulas que de razoável (umas vinte pessoas) no início havia caído para duas ou três pessoas no final: em Paris, durante meses, fui aluno único de Frechet (autor da tese "Os Espaços Abstratos"). O Prof. Monteiro escreveu, ainda em Viamão, umas notas sobre Filtros e Ideais que foram publicadas pelo IMPA.»
REMINISCÊNCIAS DE UM EX-DIRETOR - UM DEPOIMENTO DE MEMÓRIA, por Antônio Rodrigues (INSTITUTO DE MATEMÁTICA - UFRGS)
Barramos, porém, com uma dificuldade inicial para formalizar um convite oficial quando o diretor da Faculdade de Filosofia, que de início havia aprovado a idéia, soube por mim que o Prof. Monteiro saira de Portugal por ser da oposição ao governo Salazar e além disso se achava hospedado em um sítio do Scliar em Viamão, fatos que deram ao assunto uma conotação de esquerda. Restou-nos contornar o problema através de uma audiência com o Senhor Magnífico Reitor, Prof. Armando Câmara, líder católico ferrenho, que exigiu sabatinar o Prof. Monteiro em assuntos políticos e econômicos. Lembro-me bem de uma pergunta feita sobre o que achava ele de Salazar e da resposta seca e imediata de que Salazar, como professor de Economia, na Universidade de Coimbra, tinha sido um fracasso. Afinal, saímos com a permissão do Reitor para as cinco conferências de Topologia, sem nenhum custo para a Universidade, a serem feitas na sala da Congregação da Faculdade de Direito e que estava em reformas. O Cabral, na despedida ao Reitor, pediu que o Prof. Monteiro assinasse o Livro de Ouro dos visitantes, pedido que me parece não ter sido negado, o que pode ser comprovado se o livro ainda existisse.
E assim, debaixo de marteladas, porque o carpinteiro se negou a interromper o serviço de reparar os defeitos das janelas, realizaram-se numa semana muito quente de janeiro, essas palestras que me escancararam as portas desse mundo maravilhoso que é a Topologia e a Álgebra Moderna. Encerro este episódio com a observção do Prof. Monteiro sobre o reparo que fiz a propósito da pequena freqüência às aulas que de razoável (umas vinte pessoas) no início havia caído para duas ou três pessoas no final: em Paris, durante meses, fui aluno único de Frechet (autor da tese "Os Espaços Abstratos"). O Prof. Monteiro escreveu, ainda em Viamão, umas notas sobre Filtros e Ideais que foram publicadas pelo IMPA.»
REMINISCÊNCIAS DE UM EX-DIRETOR - UM DEPOIMENTO DE MEMÓRIA, por Antônio Rodrigues (INSTITUTO DE MATEMÁTICA - UFRGS)
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Ayer / ontem
En el medio: Sara (esposa de Luiz), Lídia Monteiro, Ignacio (hijo de Marcela )
Abajo: Thomás Monteiro, Gerónimo Monteiro (hijos de Fernando), Nicolás (hijo de Marcela)
Abajo: Thomás Monteiro, Gerónimo Monteiro (hijos de Fernando), Nicolás (hijo de Marcela)
domingo, 31 de outubro de 2010
D. Lídia Monteiro, hoje: 100 años / 100 anos
sábado, 30 de outubro de 2010
D. Lídia Monteiro
D. Lídia Monteiro completará 100 anos amanhã, domingo, dia 31 de Outubro.
Ver, neste blogue:
Lídia Monteiro
Lídia Monteiro
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
António Aniceto Monteiro no portal do Governo da Argentina
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Profesor Antonio Aniceto Monteiro - www.buenosaires.gob.ar
«El Profesor Antonio Aniceto Monteiro fue uno de los más importantes matemáticos portugueses. Exiliado por el régimen de Salazar, en el Brasil y después a Buenos Aires, donde contribuyó de forma extraordinaria para el desarrollo de la matemática en estos países.
En febrero de 1945 embarca para Río de Janeiro para dar clases en la facultad nacional de Filosofía, cargo para el cual fue recomendado por nombres como Albert Einstein, John von Neumann y Guido Beck.
En 1949, parte para Argentina. Primero trabaja en Buenos Aires, luego en la Universidad de Cuyo, donde co-funda el Departamento de Investigaciones Científicas y el Instituto de Matemática, que fue reconocido como el centro matemático más importante argentino de aquella época.
En 1957, el Profesor Monteiro se establece definitivamente en la Universidad del Sur, en Bahía Blanca, donde crea la biblioteca que hoy lleva su nombre y que continúa siendo una de las mejores de América Latina en el área de la Matemática.
Por ironía de la Historia, en 1976, en plena dictadura militar argentina, fue vetada la entrada al Matemático Portugués en la Universidad de Buenos Aires.»
«El Profesor Antonio Aniceto Monteiro fue uno de los más importantes matemáticos portugueses. Exiliado por el régimen de Salazar, en el Brasil y después a Buenos Aires, donde contribuyó de forma extraordinaria para el desarrollo de la matemática en estos países.
En febrero de 1945 embarca para Río de Janeiro para dar clases en la facultad nacional de Filosofía, cargo para el cual fue recomendado por nombres como Albert Einstein, John von Neumann y Guido Beck.
En 1949, parte para Argentina. Primero trabaja en Buenos Aires, luego en la Universidad de Cuyo, donde co-funda el Departamento de Investigaciones Científicas y el Instituto de Matemática, que fue reconocido como el centro matemático más importante argentino de aquella época.
En 1957, el Profesor Monteiro se establece definitivamente en la Universidad del Sur, en Bahía Blanca, donde crea la biblioteca que hoy lleva su nombre y que continúa siendo una de las mejores de América Latina en el área de la Matemática.
Por ironía de la Historia, en 1976, en plena dictadura militar argentina, fue vetada la entrada al Matemático Portugués en la Universidad de Buenos Aires.»
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Nota: Esta é a informação que consta do referido portal. Para ler uma informção exacta e completa ver a CRONOLOGIA.
PRÉMIO ANICETO MONTEIRO 2009-2010, atribuído pelo Colégio Militar
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PRÉMIO ANICETO MONTEIRO:
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8º ANO:
Aluno nº 135 – ARTUR MIGUEL FREIRE NASCIMENTO
11º ANO:
Aluno nº 164, TOMÁS GOMES TEIXEIRA ESTEVES VIRTUOSO
Aluno nº 306, ALYKHAN NAVAZ MADATALI SULTANALI
Aluno nº 373, JOSÉ GONZAGA CORRÊA GUEDES FRAGOSO DURO
12º ANO:
Ex-Aluno nº 96, DUARTE MIGUEL DOS SANTOS NUNES FOLGADO
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Sobre este prémio:
Colégio Militar: REGULAMENTO INTERNO - GUIA DO ALUNO (SETEMBRO DE 2009)
(página 42) Instituído pela Sociedade Portuguesa de Matemática: Prémio Aniceto Monteiro - Destinado a contemplar o aluno que obtenha a melhor média na classificação interna na disciplina de Matemática.
PRÉMIO ANICETO MONTEIRO:
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8º ANO:
Aluno nº 135 – ARTUR MIGUEL FREIRE NASCIMENTO
11º ANO:
Aluno nº 164, TOMÁS GOMES TEIXEIRA ESTEVES VIRTUOSO
Aluno nº 306, ALYKHAN NAVAZ MADATALI SULTANALI
Aluno nº 373, JOSÉ GONZAGA CORRÊA GUEDES FRAGOSO DURO
12º ANO:
Ex-Aluno nº 96, DUARTE MIGUEL DOS SANTOS NUNES FOLGADO
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Sobre este prémio:
Colégio Militar: REGULAMENTO INTERNO - GUIA DO ALUNO (SETEMBRO DE 2009)
(página 42) Instituído pela Sociedade Portuguesa de Matemática: Prémio Aniceto Monteiro - Destinado a contemplar o aluno que obtenha a melhor média na classificação interna na disciplina de Matemática.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Guido Beck in Rio de Janeiro (by José Leite Lopes)
Guido Beck (Wikipedia)Oral History Transcript — Dr. Guido Beck
CBPF - Prof. José Leite LopesHistórico Leite Lopes
Guido Beck in Rio de Janeiro
J. LEITE LOPES
Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas and Federal University of Rio de Janeiro
J. LEITE LOPES
Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas and Federal University of Rio de Janeiro
The letters that I exchanged with Guido Beck in the years 1946-1980 describe some of our scientific actívities in that period.
In 1946, I returned from Princeton where I had worked with Wolfgang Pauli and Josef Maria Jauch, during the years 1944 and 1945. In Rio, I learnt from the Portuguese mathematician António Aniceto Monteiro who was teaching at the Faculdade Nacional de Filosofia, from the German physicist Bernhard Gross who was at the National Institute of Technology and from Costa Ribeiro, Physics Professor at the National Faculty of Philosophy, that Guido Beck was in Argentina, at the Observatório Astronómico de Córdoba, with a position that had been offered him by the Argentine Physicist Enrique Gaviola. (…)
(Continuar a ler)
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Relembrando Oliveira Castro: Depoimento do Acadêmico Cesar M.G. Lattes
«Conheci Castro em 1945 – bomba atômica – em simpósio organizado pela Fundação Getúlio Vargas. Foi um contato muito rápido.
No início de 1949, João Alberto Lins de Barros, Nelson Lins de Barros, José Leite Lopes, Leopoldo Nachbin, Hervásio Guimarães de Carvalho, Castro eu e mais uns vinte fundamos o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, entidade civil, sem fins lucrativos, sem patrimômio (exceto os cérebros) e sem dinheiro para a guarda, a geração e a transmissão de conhecimento científico em Física, Matemática e afins. Castro, com a colaboração de Antônio Aniceto Monteiro – matemático português, foi muito importante na fase de implantação e implementação do CBPF. Logo ficamos amigos íntimos, os Fialhos, eu e Martha – minha mulher – e os Castros Marina, Francisco e os filhos Sérgio e Yolanda.»
[Continuar a ler: Relembrando Oliveira Castro]
No início de 1949, João Alberto Lins de Barros, Nelson Lins de Barros, José Leite Lopes, Leopoldo Nachbin, Hervásio Guimarães de Carvalho, Castro eu e mais uns vinte fundamos o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, entidade civil, sem fins lucrativos, sem patrimômio (exceto os cérebros) e sem dinheiro para a guarda, a geração e a transmissão de conhecimento científico em Física, Matemática e afins. Castro, com a colaboração de Antônio Aniceto Monteiro – matemático português, foi muito importante na fase de implantação e implementação do CBPF. Logo ficamos amigos íntimos, os Fialhos, eu e Martha – minha mulher – e os Castros Marina, Francisco e os filhos Sérgio e Yolanda.»
[Continuar a ler: Relembrando Oliveira Castro]
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Centenário do nascimento de Hugo Ribeiro: Exposição na Biblioteca Nacional
«Matemático brilhante, desde jovem se destacou numa disciplina que teve, entre os anos vinte e quarenta do século XX, sob direcção de Aureliano de Mira Fernandes (1884-1958), uma plêiade de cientistas portugueses em que se destacaram, entre outros, Bento de Jesus Caraça (1901-1948), Ruy Luís Gomes (1905-1984), António Aniceto Monteiro (1907-1980), José Sebastião e Silva (1914-1972) e tantos outros cujos nomes honram a ciência, como Manuel Zaluar Nunes, José Morgado, José da Silva Paulo, Augusto Sá da Costa, Alfredo Pereira Gomes e outros. Além de estudiosos que não encontraram em Portugal condições para a prática científica, o posicionamento da maioria deles contra o Estado Novo obrigou a um verdadeiro exílio da inteligência em países estrangeiros.
Hugo Ribeiro frequentou o curso de Ciências Matemáticas da Faculdade de Ciências de Lisboa que concluiu em 1939, enquanto se dedicava a actividades de associativismo juvenil e a lições particulares. Durante esse tempo, participa na União Cultural «Mocidade Livre» que edita um jornal juvenil e promove conferências na Universidade Popular Portuguesa sob o patrocínio de Bento Caraça; neste tempo, participa também nas actividades do Socorro Vermelho Internacional, é preso e forçado a exilar-se na Espanha republicana.
Num (afinal breve) regresso ao país, não obstante ter participado em acções políticas, obtém uma bolsa do Instituto de Alta Cultura que o conduz à Escola Politécnica Federal de Zurique (Suíça) onde veio a doutorar-se em 1946. Antes, porém, participa na fundação da Portugaliae Mathematica (1937) e da Gazeta de Matemática (1940), sendo a sua colaboração sobretudo dirigida a partir do estrangeiro. Após nova e breve vinda para Portugal, a expulsão de brilhantes investigadores que o Estado salazarista infligiu às universidades e centros de investigação portugueses em 1947, Hugo Ribeiro é convidado e vai leccionar em Berkeley, na Universidade da Califórnia, e, sucessivamente, na University of Nebraska e na Pensylvania State University, University Park, pontualmente na Universidade Federal de Pernambuco (Recife). Regressou a Portugal somente depois de 25 de Abril de 1974 para ainda leccionar, juntamente com sua mulher, Pilar Ribeiro, na Universidade do Porto.
O espólio (5 caixas), integrado no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea ACPC, é constituído essencialmente por correspondência de personalidades nacionais, como o escritos José Rdrigues Miguéis e estrangeiras, incluindo um núcleo de cartas familiares e alguns rascunhos de cartas enviadas. Doação da viúva do cientista, Maria Pilar ribeiro, em Janeiro de 2005.»
[Texto da Biblioteca Nacional]
Notícia:
Exposição na Biblioteca Nacional evoca centenário do nascimento de Hugo Ribeiro
Num (afinal breve) regresso ao país, não obstante ter participado em acções políticas, obtém uma bolsa do Instituto de Alta Cultura que o conduz à Escola Politécnica Federal de Zurique (Suíça) onde veio a doutorar-se em 1946. Antes, porém, participa na fundação da Portugaliae Mathematica (1937) e da Gazeta de Matemática (1940), sendo a sua colaboração sobretudo dirigida a partir do estrangeiro. Após nova e breve vinda para Portugal, a expulsão de brilhantes investigadores que o Estado salazarista infligiu às universidades e centros de investigação portugueses em 1947, Hugo Ribeiro é convidado e vai leccionar em Berkeley, na Universidade da Califórnia, e, sucessivamente, na University of Nebraska e na Pensylvania State University, University Park, pontualmente na Universidade Federal de Pernambuco (Recife). Regressou a Portugal somente depois de 25 de Abril de 1974 para ainda leccionar, juntamente com sua mulher, Pilar Ribeiro, na Universidade do Porto.
O espólio (5 caixas), integrado no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea ACPC, é constituído essencialmente por correspondência de personalidades nacionais, como o escritos José Rdrigues Miguéis e estrangeiras, incluindo um núcleo de cartas familiares e alguns rascunhos de cartas enviadas. Doação da viúva do cientista, Maria Pilar ribeiro, em Janeiro de 2005.»
[Texto da Biblioteca Nacional]
Notícia:
Exposição na Biblioteca Nacional evoca centenário do nascimento de Hugo Ribeiro
domingo, 4 de julho de 2010
Monteiro y la transferencia de conocimiento (Ernesto García Camarero)
Monteiro y la transferencia de conocimiento
Ernesto García Camarero
Universidad Complutense de Madrid
Espanha
Es para mi muy grato participar en este Coloquio en el que se rinde homenaje al insigne matemático portugués Antonio Monteiro con motivo de conmemorar el centenario de su nacimiento.
Tuve la suerte de colaborar con el prof. Monteiro en el Departamento de Matemáticas de la Universidad Nacional del Sur, allá por los años de 1962 y 1963. Estaba yo desde el comienzo de los 60 participando en la puesta en marcha del Instituto de Calculo de la Universidad de Buenos Aires, cuando fui invitado por Monteiro a dar unas conferencias en la Universidad de Bahía Blanca sobre temas generales relativos a las computadoras, aunque con la finalidad principal de conocernos para proponerme que entrara a colaborar doblemente en esa Universidad, por una parte como asesor matemático en el proyecto CEUNS de construcción de una computadora electrónica y por otra para dictar algún Seminario en el Departamento de Matemáticas dirigido por él. Cuento esto para recordar el momento y el entorno en el que conocí a Monteiro. Unos años después conocí en la Universidad Nacional de Pernambuco, en Recife, a los profesores Ruy Gomes y José Morgado. Todos ellos importantes personajes de la renovación matemática portuguesa que, por desgracia para Portugal, debieron de emigrar de su país ante la hostilidad de un régimen totalitario. En España unos años antes ya habíamos experimentado la orfandad intelectual provocada por el exilio de 1939 tras la derrota de la II Republica.
(Continua)
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Aniceto Monteiro, um homem (Pezarat Correia)
(Do arquivo de António Aniceto Monteiro. A letra da legenda é, muito provavelmente, de Ruy Luís Gomes - compare-se com a letra de Primeiro de Maio!)[Neste artigo há um lapso na data da ida de António Aniceto Monteiro para a Argentina - ver CRONOLOGIA]
domingo, 30 de maio de 2010
Profesor Emérito de la UNS
La Nueva Provincia, 28 de Julho de 1972
1972: «Em 30 de Maio de 1972, António Aniceto Monteiro é designado Profesor Emérito de la Universidad Nacional del Sur, o único durante mais de vinte e cinco anos.»
sábado, 29 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
ENTRE NÚMEROS Y FÓRMULAS (Aeroposta)



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El Instituto de Matemática de Bahía Blanca (INMABB) fue creado en 1956, año en el cual también abrió sus puertas la Universidad Nacional del Sur. Su directora, la Dra. María Inés Platzeck, conversó con Aeroposta sobre las actividades que realizan y destacó la importancia que tuvo el Dr. Antonio Monteiro en el la fundación y organización del Instituto.
¿Qué es el INMABB?
Es un instituto destinado al estudio y a la investigación en matemática. El origen data de 1956, cuando se creó la Universidad, pero su puesta en marcha se dio un año después, con la incorporación del destacado matemático Dr. Antonio Monteiro, quien fue su primer director. Unos años después, en 1976, entró a formar parte del sistema de Institutos del CONICET.
¿Cuáles son las actividades que se desarrollan?
El objetivo que persigue el INMABB es fundamentalmente la investigación en matemática para lo que se trabaja en diferentes líneas como: Representaciones en álgebra, Lógica, Sistemas integrables, Teoría de números, Análisis armónico y Geometría diferencial.
Por otro lado, contamos con diferentes publicaciones con las cuales obtenemos una herramienta muy importante para el matemático como lo es la bibliografía. Estos trabajos nos permiten tener un servicio de canje que es muy bueno. Fue organizado por el Dr. Monteiro y nosotros lo continuamos. Para eso, enviamos la publicación y recibimos en el orden de 200 títulos de revistas de distintas partes del mundo. Algunas son de muy buen nivel, y nos son de mucha ayuda.
También, es importante destacar que cada dos años se realiza el Congreso Dr. Antonio Monteiro, en el cual participan profesionales de otras universidades del país, y a veces del extranjero. La Universidad del Sur, en conjunto con el CONICET plantea un tema central de la matemática y se trabaja sobre él, lo que no quiere decir que luego surjan otras inquietudes. Durante los tres días que dura se presentan trabajos y se dictan cursos y seminarios. Además, luego publicamos “Las actas del Congreso” que nos sirven también para el canje de bibliografía.
¿Cuántos becarios hay en el Instituto?
Actualmente contamos con siete becarios, y próximamente habrá un recambio. Ellos, además de trabajar aquí, se desempeñan como docentes en el Departamento de Matemática de la Universidad. Muchos de nuestros investigadores se encuentran dirigiendo a aquellos alumnos que deciden continuar con los estudios de posgrado como una maestría o doctorado.
¿Qué nos puede decir de la Biblioteca, que está considerada como una de las más importantes de Latinoamérica?
En nuestro tesoro. La Biblioteca, que también se llama Dr. Antonio Monteiro, está abierta a toda la comunidad universitaria. El que quiera puede hacerse socio trayendo los requisitos necesarios, aunque eso no significa que cualquier alumno pueda venir a consultar la bibliografía. Los libros y las revistas se pueden llevar a la casa, y gracias a una ayuda de la Fundación Antorcha pudimos renovar el lugar, e implementar métodos de seguridad. En ese sentido, tenemos una sala privilegiada.
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¿Quién fue el Dr. Antonio Monteiro?
Antonio Monteiro nació en Angola. En 1930, se graduó de Licenciado en Matemática en Lisboa. Fundó la revista Portugaliae Mathematica y fue el gestor de notas de seminarios y cursos, formación de grupos de estudio y formación de discípulos.
En 1941 contribuyó a fundar el "Centro de Estudios Matemáticos de Oporto". Llegó a nuestro país en 1950, contratado por la Universidad Nacional del Cuyo. Su primer destino fue la Facultad de Ingeniería de San Juan, en donde realizó los primeros cambios en la enseñanza de la matemática, enfocándola desde un punto de vista moderno. Fue invitado por el Profesor Vicente Fatone, primer Rector de la Universidad Nacional del Sur, a incorporarse para desarrollar tareas de investigación en el Instituto de Matemática y junto con Oscar Varsavsky a diseñar la Licenciatura en Matemática.
Fue nombrado Profesor Emérito de la Universidad Nacional del Sur. En 1978 redactó una memoria "Sobre las Algebras de Heyting Simétricas", que reunía los resultados de sus investigaciones, y la que le valió el premio Gulbenkian de Ciencia y Tecnología de ese año. Falleció en nuestra ciudad el 29 de octubre de 1980.
Su tarea en las ciencias matemáticas logró un reconocimiento muy importante en el ámbito nacional e internacional. En la UNS formó varios discípulos que continuaron su obra. Por tal motivo, se decidió honrar su memoria colocándole su nombre a la Biblioteca y al congreso que constituye una de las más importantes reuniones de investigadores de la matemática en el país.
Fuente: Unión Matemática Argentina Libro “Universidad Nacional del Sur, 1956-2006”
Fuente: Unión Matemática Argentina Libro “Universidad Nacional del Sur, 1956-2006”
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Digitalização da revista enviada pela família de António Aniceto Monteiro. Reprodução do texto de ENTRE NÚMEROS Y FÓRMULAS (BAHÍA BLANCA - AeroPosta 21). A capa reproduz a estátua do general José de San Martín.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Concurso dos 0 aos 100 - Histórias de Cientistas (De 1 de Fevereiro a 30 de Abril)
A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR) e o jornal Ciência Hoje (CH), decidiram lançar um concurso designado por “Dos 0 aos 100 – Histórias de Cientistas”, numa iniciativa conjunta que tem em vista a divulgação da história e património científico da República, recordando acontecimentos, realizações alcançadas em diversos campos científicos e, mais concretamente, evocando os seus protagonistas.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
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