Passeio no Tejo em 1941 ou 1942: Bento de Jesus Caraça, de costas e chapéu, à direita, num barco que talvez seja o «Liberdade» segunda-feira, 18 de abril de 2011
Bento de Jesus Caraça e outros num passeio no Tejo
Passeio no Tejo em 1941 ou 1942: Bento de Jesus Caraça, de costas e chapéu, à direita, num barco que talvez seja o «Liberdade» © Família de Pilar e Hugo Ribeiro
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende
domingo, 17 de abril de 2011
Ferreira Marques e Bento de Jesus Caraça num passeio no Tejo
Ferreira Marques e Bento de Jesus Caraça. Ferreira Marques deve ser o Dr. João Ferreira Marques citado no excerto do livro de Ricciardi (Os passeios no Tejo numa biografia literária de Soeiro Pereira Gomes). Escreveu O Problema Médico-Social da Sífilis, para as EDIÇÕES COSMOS.Bento de Jesus Caraça faria amanhã 110 anos.
© Família de Pilar e Hugo Ribeiro
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende
sábado, 16 de abril de 2011
Alves Redol, Fernando Lopes Graça e outros num passeio no Tejo
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Jerónimo Tarrinca no prefácio do romance «Avieiros», de Alves Redol
(...)
Com o esquadro da sua inteligência minuciosa, revelou-me aquela gente que vivia em barcos, pescando ou vendendo melões e melancias, segundo as épocas. Nómadas do rio, como os ciganos na terra, tinham vindo da Praia da Vieira e faziam vida à parte: chamavam-lhes avieiros.
Nunca ouvira falar de semelhante gente.
A minha curiosidade alongou-se e soube então que o Tarrinca os encontrava durante a safra do sável, que lhes transportava o pescado até à Ribeira de Lisboa e que não me seria fácil merecer-lhes a convivência.
Este romance nasceu, portanto, numa manhã soalheira no cais de Vila Franca. Já lá vai uma trintena.
Durante quatro anos persegui-os como pude, sempre com a ajuda do impetuoso Jerónimo Tarrinca, que me levou à Toureira, uma das poucas aldeias de avieiros, criadas à margem do Tejo e do mundo, e onde semeei, pouco a pouco, amizades e até devoções. Mas tão escassas horas de convivio não bastavam para saber quanto precisava acerca deles. Até que um dia consegui a promessa de viver numa barraca da Palhota, lá mais acima, perto de Valada do Ribatejo, em casa de Manuel Lobo.
(...)
Nesta variação sobre um tema de 1940 estabeleci um compromisso. Mantenho o tom da primeira edição, mas sirvo-o com outra ferramenta afeiçoada à gesta popular. Gostaria de a ler aos mesmos que ouviram da minha boca a primeira versão, para que me dissessem se errei. Mas é tarde. A vida separou alguns; a morte levou outros tantos. Neste momento recordo Joaquim Soeiro Pereira Gomes e Carlos de Oliveira.
E tenho de acrescentar Jerónimo Tarrinca, a quem ainda e também dedico o livro. A sua morte pertence à história deste romance e de todos nós. Incapaz de fazer frente à concorrência da camionagem que lhe tomava os fretes ao barco, o meu amigo resolveu adquirir um motor para o tornar mais rápido. Empenhou-se ao comprá-lo, nasceu-lhe uma esperança, mas a máquina era débil para o peso da lancha e as exigências das viagens. Sem dinheiro para a substituição, Jerónimo Tarrinca começou a empreender no seu novo falhanço. E um dia, mesmo à vista do Tejo, onde o bote balouçava sem préstimo, saltou para a frente de um comboio rápido. Cara a cara, sem baixar os olhos.
Com o esquadro da sua inteligência minuciosa, revelou-me aquela gente que vivia em barcos, pescando ou vendendo melões e melancias, segundo as épocas. Nómadas do rio, como os ciganos na terra, tinham vindo da Praia da Vieira e faziam vida à parte: chamavam-lhes avieiros.
Nunca ouvira falar de semelhante gente.
A minha curiosidade alongou-se e soube então que o Tarrinca os encontrava durante a safra do sável, que lhes transportava o pescado até à Ribeira de Lisboa e que não me seria fácil merecer-lhes a convivência.
Este romance nasceu, portanto, numa manhã soalheira no cais de Vila Franca. Já lá vai uma trintena.
Durante quatro anos persegui-os como pude, sempre com a ajuda do impetuoso Jerónimo Tarrinca, que me levou à Toureira, uma das poucas aldeias de avieiros, criadas à margem do Tejo e do mundo, e onde semeei, pouco a pouco, amizades e até devoções. Mas tão escassas horas de convivio não bastavam para saber quanto precisava acerca deles. Até que um dia consegui a promessa de viver numa barraca da Palhota, lá mais acima, perto de Valada do Ribatejo, em casa de Manuel Lobo.
(...)
Nesta variação sobre um tema de 1940 estabeleci um compromisso. Mantenho o tom da primeira edição, mas sirvo-o com outra ferramenta afeiçoada à gesta popular. Gostaria de a ler aos mesmos que ouviram da minha boca a primeira versão, para que me dissessem se errei. Mas é tarde. A vida separou alguns; a morte levou outros tantos. Neste momento recordo Joaquim Soeiro Pereira Gomes e Carlos de Oliveira.
E tenho de acrescentar Jerónimo Tarrinca, a quem ainda e também dedico o livro. A sua morte pertence à história deste romance e de todos nós. Incapaz de fazer frente à concorrência da camionagem que lhe tomava os fretes ao barco, o meu amigo resolveu adquirir um motor para o tornar mais rápido. Empenhou-se ao comprá-lo, nasceu-lhe uma esperança, mas a máquina era débil para o peso da lancha e as exigências das viagens. Sem dinheiro para a substituição, Jerónimo Tarrinca começou a empreender no seu novo falhanço. E um dia, mesmo à vista do Tejo, onde o bote balouçava sem préstimo, saltou para a frente de um comboio rápido. Cara a cara, sem baixar os olhos.
[Copiado de Avieiros, Alves Redol]
Ver também: Passeio no Tejo
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Liberdade
Passeio no Tejo em 1941 ou 1942: talvez este barco seja o «Liberdade» © Família de Pilar e Hugo Ribeiro
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Alves Redol, António Aniceto Monteiro e Hugo Ribeiro num passeio no Tejo em 1941 ou 1942
© Família de Pilar e Hugo RibeiroAgradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende
Embora uma cópia desta fotografia já esteja em «Passeio no Tejo: Alves Redol, António Aniceto Monteiro e Hugo Ribeiro», a proveniência desta é distinta. O acesso a estas fotografias, marcadas © Família de Pilar e Hugo Ribeiro, não teria sido possível sem as pessoas a quem estão dirigidos os agradecimentos e sem a Sociedade Portuguesa de Matemática.
Ver:
Alves Redol
Passeio no Tejo
Passeios no Tejo
Ver:
Alves Redol
Passeio no Tejo
Passeios no Tejo
terça-feira, 12 de abril de 2011
Cabanas à beira Tejo

Passeio no Tejo em 1941 ou 1942: cabanas
© Família de Pilar e Hugo Ribeiro
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende
«Esteiros. Minúsculos canais, como dedos de mão espalmada, abertos na margem do Tejo. Dedos das mãos avaras dos telhais que roubam nateiro às aguas e vigores à malta. Mãos de lama que só o rio afaga.»
segunda-feira, 11 de abril de 2011
As barcas deslizando suavemente, rapidamente, no silêncio do rio...
domingo, 10 de abril de 2011
... e as lavadeiras cantando ao desafio
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende
DESAFIO
Correm as águas
nos montes
nos outeiros
nas colinas
transparentes, cristalinas
regando flores
sequiosas de amores.
As barcas
deslizando
suavemente
no silêncio do rio
e as lavadeiras
cantando ao desafio.
Oh! silêncio eloquente
das vozes caladas.
Correm ideias
nos montes
nos outeiros
nas colinas
transparentes, cristalinas
regando dores
sequiosas de amores.
As barcas
deslizando
suavemente, rapidamente
no silêncio do rio
e as lavadeiras
cantando ao desafio.
[1959]
Passeio no Tejo
Passeios no Tejo
Digitalização de Jorge Rezende
DESAFIO
Correm as águas
nos montes
nos outeiros
nas colinas
transparentes, cristalinas
regando flores
sequiosas de amores.
As barcas
deslizando
suavemente
no silêncio do rio
e as lavadeiras
cantando ao desafio.
Oh! silêncio eloquente
das vozes caladas.
Correm ideias
nos montes
nos outeiros
nas colinas
transparentes, cristalinas
regando dores
sequiosas de amores.
As barcas
deslizando
suavemente, rapidamente
no silêncio do rio
e as lavadeiras
cantando ao desafio.
[1959]
Ver:
En las márgenes del Napostá...Passeio no Tejo
Passeios no Tejo
sábado, 9 de abril de 2011
Nas margens do rio Tejo...
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende
Digitalização de Jorge Rezende
Ver:
[Vejo o Tejo que deixei / num claro dia de sol / Nos meus olhos / a neblina / daquelas águas azuis.]
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Soeiro Pereira Gomes num passeio no Tejo em 1941 ou 1942
Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende
Digitalização de Jorge Rezende
terça-feira, 5 de abril de 2011
Hugo Ribeiro e Fernando Piteira Santos, em primeiro plano, num passeio no Tejo em 1941 ou 1942
© Família de Pilar e Hugo Ribeiro Agradecimentos: Mário Ribeiro, Ilda Perez
Digitalização de Jorge Rezende
Digitalização de Jorge Rezende
Nota: Estas fotografias, que retratam os passeios no Tejo, e as outras, as da visita de Maurice Fréchet, têm sido tornadas públicas por diversas formas, sem que se faça referência à sua origem, o que se lamenta. Muitas delas pertenciam ao espólio de Pilar e Hugo Ribeiro, a quem se deve terem chegado até nós. Talvez que uma boa parte tenha sido tirada pela câmara de Bento de Jesus Caraça, uma Voigtländer. Ao fundo, de chapéu, talvez seja Jerónimo Tarrinca. Estas fotografias, assinaladas como sendo de 1942, talvez sejam, de facto, de 1941.
domingo, 3 de abril de 2011
Fernando Lopes Graça, Alves Redol, António Aniceto Monteiro e Pilar Ribeiro num passeio no Tejo em 1941 ou 1942
sábado, 2 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
João Remy Teixeira Freire (Remy Freire)
António Aniceto Monteiro, Alves Redol (com a "eterna" camisa aos quadrados) e Remy Freire (os dois últimos, de costas)© Pilar e Hugo Ribeiro
Digitalização de Jorge Rezende
(...) Ver ainda João Remy Teixeira Freire PIQUENIQUE CLANDESTINO DE ANTI-FASCISTAS DO I.S.C.E.F. ACOMPANHADOS PELO PROF. BENTO DE JESUS CARAÇA
O ambiente matemático em Curitiba nos anos 50 era muito ruim. No que diz respeito à Matemática não havia atividades extracurriculares e as bibliotecas possuíam apenas livros utilizados pelos estudantes de Engenharia. Antes de 1953, apenas o Prof. Leo Barsotti, então assistente da cadeira de “Cálculo” da Faculdade de Engenharia, havia publicado artigos originais sobre Matemática. A Universidade do Paraná tinha sido instalada em 1946 com quatro faculdades, das quais apenas as faculdades de Engenharia (fundada em 1913) e a de Filosofia (em 1938, mas com o curso de Matemática iniciando em 1940) tinham cadeiras de Matemática. O mais antigo professor de Matemática de Curitiba era Valdemiro Augusto Teixeira de Freitas, catedrático de “Mecânica Racional” na Faculdade de Engenharia e professor de diversas instituições de ensino de Curitiba. O Prof. Teixeira de Freitas tinha sido professor de quase todos os professores de Matemática de Curitiba, e por este motivo foi escolhido como presidente da primeira diretoria da Sociedade, tendo sido reeleito por seis vezes consecutivas. Mas, a figura mais significativa da Matemática em Curitiba nos anos 50 era Olavo del Claro, que tinha sido aprovado em concurso na Faculdade de Engenharia (1936) e na Escola de Agronomia (1942). Quando da fundação da Faculdade de filosofia o Prof. del Claro foi preterido na escolha do corpo docente, e isto foi, sem dúvida, a causa do péssimo relacionamento entre os professores de Matemática das duas faculdades. Havia necessidade de um catalisador.
O catalisador apareceu em 1952 na pessoa do Prof. João Remy Teixeira Freire, natural de Lisboa e posteriormente naturalizado brasileiro, que veio para Curitiba assumir a cadeira de “Estatística Geral e Aplicada” do recém criado curso de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia. Remy Freire era Bacharel em Ciências Econômicas e Doutor em Economia pela Universidade de Lisboa e, depois de já estar instalado em Curitiba, obteve o Doutorado de Estado em Estatística pela Universidade de Paris. Remy Freire tinha sido assistente do renomado matemático Bento de Jesus Caraça na Universidade de Lisboa e um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Matemática. Em “Análise Matemática e Superior”, aproximou-se de Newton Carneiro Affonso da Costa, então aluno do curso de Matemática, que, inclusive pela influência de Remy Freire, veio a ser o único curitibano que, até hoje, se projetou internacionalmente como matemático.
Graças ao carisma de que era portador, Remy Freire granjeou largo círculo de amizade em Curitiba, principalmente no meio universitário, o que facilitou a sua disposição de fundar a Sociedade Paranaense de Matemática.
A primeira diretoria da Sociedade era assim constituída: Presidente Teixeira de Freitas, Vice Presidente Ulysses Carneiro, Secretário Geral Remy Freire, Sub Secretário Jayme Cardoso, Tesoureiro Dyonil Ruben Carneiro Bond, Diretor de Publicações Leo Barsotti e Diretor de Cursos e Conferências Newton Carneiro Afonso da Costa.
Dias após a fundação da Sociedade houve uma reunião da Sociedade Brasileira em Curitiba intitulada ‘Para o Progresso da Ciência’. Entre os participantes estavam Benedito Castrucci, Cândido Dias, Luiz Henrique Jacy Monteiro e José de Barros Neto, todos professores do Departamento de Matemática da Faculdade de Filosofia da USP. Além das comunicações feitas na SBPC estes professores proferiram conferências na Sociedade, e se tornaram os primeiros sócios correspondentes da Sociedade. Era o início promissor de atividades da Sociedade, que nestes 31 anos de existência tem patrocinado a realização de cursos, seminários, reuniões, conferências, além de publicação de livros e periódicos.”
(...)
Nota: Estas fotografias foram digitalizadas por mim em casa de Pilar Ribeiro, em Bicesse, em 12 de Junho de 2006. A sua publicação é também uma forma de a homenagear por esta altura do seu falecimento. Recordo a alegria dos seus 95 anos, o seu interesse, o brilho dos seus olhos, ao ver-me digitalizar as fotografias, o mesmo encanto que se pode ver no passeio no Tejo, na sua juventude, em 1941 ou 1942. Conheci Pilar e Hugo, que foi meu professor, no Porto, aquando do seu regresso definitivo a Portugal. Sei que estavam sempre dispostos a ajudar os mais novos, que é uma forma de nos mantermos jovens. Antes de Ruy Luís Gomes, José Morgado, Hugo, Pilar e outros, antes de 25 de Abril de 1974, a FCUP era soturna. Depois, entrou a Luz.
quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Faleceu a Professora Maria do Pilar Ribeiro

Pilar Ribeiro, nos anos de juventude, com Lídia Monteiro, num passeio no TejoFaleceu, ontem, ao final da tarde, no Hospital de Cascais, a Professora Maria do Pilar Ribeiro.
Ver nota biográfica:
(5 de Outubro de 1911 - 28 de Março de 2011)
Completaria este ano 100 anos.
Ver ainda:
No blogue "António Aniceto Monteiro"
Hugo Ribeiro
Pilar Ribeiro
No blogue "Ruy Luís Gomes"
Hugo Ribeiro
Pilar Ribeiro
Completaria este ano 100 anos.
Ver ainda:
No blogue "António Aniceto Monteiro"
Hugo Ribeiro
Pilar Ribeiro
No blogue "Ruy Luís Gomes"
Hugo Ribeiro
Pilar Ribeiro
segunda-feira, 7 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
Igreja de Santo Adrião em Mossâmedes
Reproduzida de Um conto de vez em quando: o Padre Basílio
Reproduzida de Fotos e Postais antigos de Mossâmedes (Moçâmedes, Namibe, Angola): A entrada para um Tedeum na Igreja de Santo Adrião à chegada do Governador Geral, Custódio Miguel Borja, em 1904
Reproduzida de A Fundação de Moçâmedes (Namibe), no Sul de Angola, por uma Colónia Vinda do Brasil (Ano de 1849)Neste blogue:
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