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ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO

Centenário do seu nascimento 31 de Maio de 1907 - 31 de Maio de 2007

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

«Agora que terminou o regímen fascista em Portugal tenho realmente a possibilidade de fazer uma visita a Lisboa (depois de 30 anos de exílio) para ver a família e amigos.» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para o seu primo, Manuel Ribeiro Monteiro, de 12 de Agosto de 1974

Publicada por Jorge à(s) 18:00

sábado, 24 de fevereiro de 2018

«Quando chegar a Portugal quero tratar do futuro da Portugaliae Mathematica de que sou proprietário. (...) Quando receber esta carta já estarei em B. Aires!» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Alfredo Pereira Gomes, de 14 de Março de 1977

Publicada por Jorge à(s) 18:00

«No dia 24 inaugurou-se oficialmente uma sede para as três sociedades portuguesas de Física, de Química e de Matemática...» – excerto de carta de Alfredo Pereira Gomes para António Aniceto Monteiro, de 26 de Fevereiro de 1977

Publicada por Jorge à(s) 01:00

«Você vem como investigador do INIC conforme tínhamos combinado...» – excerto de carta de Alfredo Pereira Gomes para António Aniceto Monteiro, de 26 de Fevereiro de 1977

Publicada por Jorge à(s) 00:30

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

«Posso adiantar-lhe que está sendo preparado um decreto para reintegração em casos como o seu...» – excerto de carta de Alfredo Pereira Gomes para António Aniceto Monteiro, de 24 de Janeiro de 1977

Publicada por Jorge à(s) 22:00

«O Tiago de Oliveira está a tratar de obter a sua nomeação como professor universitário (catedrático) com o tempo de serviço desde 1936...» – excerto de carta de Alfredo Pereira Gomes para António Aniceto Monteiro, de 14 de Dezembro de 1976

Publicada por Jorge à(s) 18:00

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

«Entretanto terei que preparar as minhas coisas para ir por um ano, prorrogável, e estes preparativos são bem diferentes dos que teria que fazer se se tratasse do meu retorno definitivo. Isto quer dizer que tenho que considerar a hipótese de regressar à Argentina ou para ficar aqui definitivamente ou para regressar a Portugal com carácter definitivo. O problema de voltar à Argentina condicionará fortemente a minha actuação em Portugal; terei que ficar calado, em grande parte, mais uma vez na vida.» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Alfredo Pereira Gomes, de 16 de Novembro de 1976

Ver:
A entrevista que Monteiro deu em Portugal ao jornal "A Capital": 25 de Abril!
Desaparecidos en Argentina: David Varsavsky
Oscar Varsavsky
Publicada por Jorge à(s) 17:30

«A ideia do Ministério, mais precisamente do Secretário de Estado da Investigação Científica e do Ensino Superior é nomeá-lo como professor universitário, com todo o tempo de serviço desde 1936 (data do seu afastamento do IAC por motivos políticos) de modo que ao atingir o limite de idade você fique com uma reforma a tempo completo. (...) Já falei a colegas para, sendo necessário, fazer o convite para a Fac. de Ciências no momento devido.» – excerto de carta de Alfredo Pereira Gomes para António Aniceto Monteiro, de 12 de Novembro de 1976

Publicada por Jorge à(s) 16:00

domingo, 18 de fevereiro de 2018

«Tive, na verdade, a grande satisfação, falando com o Tiago de Oliveira, que ele tomava muito a sério o caso da sua reforma, no limite de idade, contando com os anos todos como se tivesse exercido as funções que o regime deposto não lhe permitiu assumir.» – excerto de carta de Alfredo Pereira Gomes para António Aniceto Monteiro, de 20 de Outubro de 1976

Publicada por Jorge à(s) 18:00

sábado, 17 de fevereiro de 2018

«Outros antecedentes de outra natureza são a supressão da minha bolsa do IAC a que me referi na minha carta anterior, a não renovação do meu contrato na Fac. de Filosofia do Rio, pelas minhas actividades políticas (segundo me declarou o Calmon quando lhe fui pedir explicações). Este Calmon disse ao Prof. Cristóvão Colombo dos Santos que eu tinha escrito um artigo sobre a morte de Bento Caraça. Com grande indignação do Calmon, o Cristóvão fez a defesa do Caraça. Assim é a vida! Para terminar, o meu afastamento da Universidade do Sur. Nunca fiz mal a ninguém e sempre [me] dediquei ao trabalho com vigor e entusiasmo. E não me querem em nenhum lado. Porquê?» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Alfredo Pereira Gomes, de 2 de Outubro de 1976

Neste blogue:
Cristóvão Colombo dos Santos
Calmon: Pedro Calmon
Bento de Jesus Caraça
«artigo sobre a morte de Bento Caraça»:
BENTO DE JESUS CARAÇA, por António Aniceto Monteiro - revista «FUNDAMENTOS» de Agosto de 1948
Publicada por Jorge à(s) 20:30

«Pelo visto o Ruy considera possível que eu não me dê bem em Portugal. Isto deixou-me alarmado e fiquei meditando no atraso em que deve estar o país depois de 50 anos de ditadura!» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Alfredo Pereira Gomes, de 2 de Outubro de 1976

Publicada por Jorge à(s) 18:00

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

«Uma carta enviada por matemáticos de Buenos Aires ao Conselho Nacional de Investigações Científicas pedindo a minha incorporação à carreira de investigador do Conselho, que foi num primeiro momento decidida favoravelmente pelo Presidente do Conselho. Mas o Reitor daqui soube do assunto e enviou um delegado especial a B. Aires para sabotear o assunto o que [...] conseguiu com grande indignação do González Domínguez. Finalmente deram-me um subsídio mensal até ao fim de 1975. Assim é a vida! » – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Alfredo Pereira Gomes, de 2 de Outubro de 1976

Publicada por Jorge à(s) 21:00

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

«… o Tiago de Oliveira, contactado a esse respeito, julgou preferível a sua contratação, como investigador sem obrigações docentes, fora de qualquer centro do INIC…» – carta de Alfredo Pereira Gomes para António Aniceto Monteiro, de 2 de Outubro de 1976

Publicada por Jorge à(s) 21:00

sábado, 10 de fevereiro de 2018

«Vejo que em Portugal não podem assegurar-me uma situação permanente como investigador científico. (…) Devo também recordar que em Julho de 1936 fui nomeado investigador do IAC e que em Outubro do mesmo ano deixaram-me cessante por não assinar a declaração do decreto 27.003 (que não tinha diga-se de passo efeitos retroactivos). Esta é mais uma razão para eu voltar à situação de investigador do IAC (40 anos depois!!!)» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Alfredo Pereira Gomes, de 16 de Setembro de 1976

Ver: Decreto-lei n.º 27:003, de 14 de Setembro de 1936
Publicada por Jorge à(s) 21:00

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

«Entretanto, espero que tenha tido pelo Luís Vasconcelos a informação de que tinha, com efeito, recebido as suas duas cartas e que estava a procurar elementos novos para lhe responder.» – excerto de carta de Alfredo Pereira Gomes para António Aniceto Monteiro, de 12 de Agosto de 1976

Publicada por Jorge à(s) 19:30

«Acabo de receber uma carta do Valadares na qual me diz que não encara o futuro em Portugal com pessimismo. (…) Que pensa você sobre a situação política em Portugal? (…) … e os arquivos da minha correspondência de 30 anos. Guardo todas as cartas que recebo e cópia das que escrevo. Não quero queimá-las.» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Alfredo Pereira Gomes, de 24 de Junho de 1976

Publicada por Jorge à(s) 18:00

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

«Não estou ainda completamente refeito dos desgostos que tenho tido… (…) Pelo que sei creio que a situação política em Portugal é muito instável. (…) Existe algum Instituto de Matemática em Portugal? Em que ficou o Inst. de Mat. e Física que pensavam criar em 1970?» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Alfredo Pereira Gomes, de 1 de Maio de 1976

Publicada por Jorge à(s) 16:30

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

«Finalmente já o deixaram em liberdade!» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Alfredo Pereira Gomes, de 1 de Maio de 1976

Publicada por Jorge à(s) 17:00

sábado, 3 de fevereiro de 2018

«Sobre o que contou do Luiz e secundando a actuação do Porto e de Coimbra, falei com os três Reitores que enviaram um documento telegráfico de que lhe envio fotocópia. Falei também com o Presidente da Academia das Ciências… (…) Finalmente encontrei-me também com o Presidente da Assembleia Constituinte, que escreveu ao Presidente do Senado o documento de que junto fotocópia.» – carta de Alfredo Pereira Gomes para António Aniceto Monteiro, de 26 de Fevereiro de 1976

Publicada por Jorge à(s) 21:00

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

«… meu filho Luiz foi preso em Santa Rosa, juntamente com outros colegas da Universidad de la Pampa, no dia 21 de Novembro… (…) O Luiz foi transportado em avião, com outros colegas, para o Penal de Villa Devoto, em Buenos Aires, onde se encontra neste momento.» – excerto de carta de António Aniceto Monteiro para Alfredo Pereira Gomes, de 14 de Dezembro de 1975



Santa Rosa (La Pampa) - Wikipedia
Universidad Nacional de La Pampa
Universidad Nacional de La Pampa - Wikipedia
Cárcel de Devoto - Wikipedia
Publicada por Jorge à(s) 18:00
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Ser investigador

Ser investigador é um dever de todo o cidadão consciente das suas responsabilidades perante a sociedade, porque ser investigador é adoptar uma atitude crítica, perante a vida e o conhecimento, para chegar a novas conclusões. Mas é claro que para investigar, em certos capítulos da ciência, é necessária uma preparação especial, um longo treino, uma escola. As Universidades têm, sob este aspecto, um papel importante a desempenhar, mas para isso é necessário que o ensino não vise exclusivamente a transmissão de conhecimentos, isto é, que ele não seja um ensino erudito e portanto estéril e infecundo. Existem, na realidade, investigadores sem qualidades para o ensino; mas nenhum professor poderá iluminar as suas lições com cores vivas e profundas se não tiver vivido os problemas que trata, se não tiver investigado na disciplina que professa.
António Aniceto Monteiro: Os objectivos da Junta de Investigação Matemática.

A maior riqueza de um país...

A maior riqueza de um país, são as imensas reservas de inteligência existentes nas amplas camadas populares, que só podem revelar-se numa atmosfera de progresso. Entrevista ao «Portugal Democrático» (Brasil), nº32, 1960.

"No existen caminos fáciles"

No existen caminos fáciles. De un modo general he encontrado en mi trabajo dificultades de mayor o menor grado según los países y las circunstancias particulares del contexto ambiental, que cambia en forma constante.
¿Cuáles son las ideas de carácter general que dominaron mi espíritu al final de una vida dedicada al trabajo científico?
En primer lugar pienso que la observación, la experimentación y el razonamiento, como es bien conocido son los pilares del conocimiento humano.
Se trata de una convicción profunda que he mantenido a lo largo de toda mi vida, juntamente con muchísimos otros, con vivo rechazo de todo tipo de tendencias irracionales. (…)
Pienso que todos los hombres tienen derecho a la cultura y espero que llegará pronto la era en que todos ellos podrán satisfacer plenamente sus necesidades de orden material, sin distinciones de ninguna naturaleza.
Paralelamente todos deben tener consciencia de sus deberes y obligaciones, trabajando de acuerdo con sus posibilidades, para el bien de la humanidad.

[Ver "Pienso que todos los hombres tienen derecho a la cultura..."]

António Aniceto Monteiro (cerca de 1941)

António Aniceto Monteiro em 1942

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