A apresentar mensagens correspondentes à consulta Mira Fernandes ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta Mira Fernandes ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Comemorações da Vida e Obra de Mira Fernandes

Digitalização de Jorge Rezende
Comemorações da Vida e Obra de Mira Fernandes têm início em Lisboa
É já amanhã, quinta-feira, 17 de Abril, a inauguração das comemorações da vida e obra de Aureliano de Mira Fernandes, por ocasião dos 50 anos do seu falecimento. A cerimónia terá lugar pelas 10h30 no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa. Na ocasião, será lançado um selo comemorativo da efeméride e o primeiro volume das Obras Completas do ilustre matemático. As comemorações decorrem até 16 de Junho de 2009, e o encerramento terá lugar no Instituto Superior Técnico, onde também foi professor.
Cartaz:
*
Fotografias:
*

sábado, 27 de junho de 2009

Almoço de homenagem a Mira Fernandes no IST em 16 de Junho de 1954 pelo seu jubileu

Digitalização de Jorge Rezende
À memória de Maria Adelaide Mira Fernandes

domingo, 16 de dezembro de 2012

António Aniceto Monteiro no Porto

Estas palestras [as duas palestras de António Monteiro sobre Geometrias Finitas e Álgebra finita e Geometria analítica], que se destinavam a um público muito amplo e a que ocorreram efectivamente jovens de todas as Faculdades da Universidade do Porto, deveriam levar à tentativa de organizar no Porto, um clube de Matemática, a exemplo do que já acontecera em Lisboa.
Porém, a intervenção do próprio Ministro do Interior impediu a sua concretização, tal o impacto que causaram em toda a população universitária.
É curioso observar que, nessa época, já funcionavam vários clubes de Matemática em Lisboa, clubes que foram todos encerrados logo em seguida às palestras de Monteiro no Porto.
Para o governo de então, Geometrias finitas, Extensões Algébricas de Corpos e temas semelhantes eram altamente subversivos e punham em risco as instituições vigentes. (...)
Entretanto, no final de 1943 ia proporcionar-se a oportunidade de António Monteiro vir para o Porto e permanecer connosco quase um ano.
Como diz António Monteiro no seu curriculum
“durante o período de 1938-43 todas as minhas funções docentes e de investigação, foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal, organizado pelo IAC”.
Em contraste flagrante com o desinteresse assim manifestado pelas autoridades responsáveis pelo ensino superior do nosso país, comportando-se como se desconhecessem a presença em Portugal de um investigador da categoria de António Monteiro, a Faculdade de Filosofia do Brasil (Rio de Janeiro), por recomendação de Albert Einstein, J. von Neumann e Guido Beck, dirigia-lhe, em Setembro de 1943, um convite para assumir a cátedra de Análise Superior.
Já quando tinha decidido viajar para o Brasil, aceitando aquele convite, funda a Junta de Investigação Matemática, em colaboração com A. de Mira Fernandes e Ruy Luís Gomes. (...)
No documento da fundação da JIM, em que estes objectivos [Os objectivos da Junta de Investigação Matemática] eram proclamados, convidam-se a ingressar na Junta todos aqueles que se interessem por uma tal iniciativa.
Era, porém, evidente, sem meios materiais, seria impossível dar realização a um programa tão ambicioso e foi precisamente com tal objectivo que um grupo de professores e antigos alunos da Faculdade de Ciências do Porto criou a Dotação da Junta de Investigação Matemática e fez distribuir uma circular que era um apelo para recolha de fundos.
Todos nós sentíamos as dificuldades de uma tarefa deste tipo, quando surgiu Alguém, o Dr. António Luiz Gomes, que, entusiasmado com o nosso idealismo e com o alcance do projecto, se lançou apaixonadamente numa campanha de recolha dos necessários meios materiais. Dirigindo-se a amigos seus, conseguiu rapidamente o total, impressionante para a época, de 51.000 escudos. Foi na verdade, meu irmão, António Luiz Gomes “Homem do-Diálogo, Da Solidariedade e Da Indulgência Partilhadas”, no dizer de Fernando Namora, que tornou possível o nosso ambicioso projecto.
Assim, foi contratado pela Junta de Investigação e não por qualquer outra instituição oficial, que António Monteiro se deslocou de Lisboa para o Porto com a família, em Dezembro de 1943 e aí permaneceu até à decisão de emigrar para o Rio de Janeiro, para onde embarcou precisamente no dia 28 de Fevereiro de 1945, de acordo com o telegrama que guardamos no arquivo da Junta de Investigação Matemática, graças à meticulosidade e dedicação do nosso querido amigo Leopoldo Fernandes, que tão abnegadamente se encarregou dos serviços de secretaria da JIM desde a sua fundação até ao encerramento das suas actividades. (...)

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

CRONOLOGIA

CRONOLOGIA DE ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO

1907
Em 31 de Maio, nasce, em Mossâmedes, Angola, o matemático António Aniceto Ribeiro Monteiro, também conhecido por António Aniceto Monteiro ou António Monteiro, filho de António Ribeiro Monteiro e de Maria Joana Lino Figueiredo da Silva Monteiro. Namibe é o actual nome de Mossâmedes (que chegou a escrever-se Moçâmedes).
1915
A 7 de Julho morre António Ribeiro Monteiro, tenente de infantaria, que se encontrava em comissão extraordinária no sul de Angola.
1917-1925
Faz os estudos secundários no Colégio Militar, em Lisboa, onde é o aluno nº 78.
1925-1930
Estuda na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, de 20 de Outubro de 1925 a 17 de Julho de 1930, onde encontra a sua vocação e o seu primeiro Mestre – Pedro José da Cunha.
1929
Casa-se em 29 de Julho com Lídia Marina de Faria Torres. Do casamento nascerão dois filhos – António e Luiz.
1930
Em 17 de Julho licencia-se em Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
1931-1936
António Monteiro é bolseiro em Paris do Instituto para a Alta Cultura (IAC) desde Novembro de 1931 até Julho de 1936. Durante este período estuda no Instituto Henri Poincaré, realizando trabalhos científicos sob a direcção de Maurice Fréchet.
1934
A 8 de Fevereiro nasce António, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1936
Conclui o Doutoramento de Estado na Faculdade de Ciências da Universidade de Paris, em Ciências Matemáticas, com a menção Très Honorable, orientado por Maurice Fréchet, com uma tese intitulada Sur l’additivité des noyaux de Fredholm.
É fundado o Núcleo de Matemática, Física e Química, em Lisboa, cujas actividades se iniciam a 16 de Novembro, e cujos principais impulsionadores (os mais activos) são António da Silveira, Manuel Valadares e António Aniceto Monteiro.
A 5 de Outubro nasce Luiz, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1937
É fundada a revista Portugaliae Mathematica. A revista é “editada por António Monteiro, com a cooperação de Hugo Ribeiro, J. Paulo, M. Zaluar Nunes”.
Neste ano encontram-se, provavelmente pela primeira vez, nas actividades do Núcleo de Matemática, Física e Química, os matemáticos António Monteiro, Bento Caraça e Ruy Luís Gomes, os três principais impulsionadores do Movimento Matemático.
1938
Recebe o Prémio Artur Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa (Matemática) conferido pelo Ensaio sobre os fundamentos da análise geral.
1939
Começa a funcionar o Seminário de Análise Geral, em Lisboa, impulsionado por António Aniceto Monteiro, primeiro na Faculdade de Ciências e depois no Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa do IAC, no qual com a realização de cursos e seminários começa a iniciar um grupo de jovens no estudo da matemática moderna. Entre os seus discípulos deste período podem destacar-se José Sebastião e Silva e Hugo Baptista Ribeiro.
Em 6 de Novembro “desintegra-se” o Núcleo de Matemática, Física e Química.
1940
Em 1939 é fundada por Bento de Jesus Caraça, António Monteiro, Hugo Ribeiro, José da Silva Paulo e Manuel Zaluar, a Gazeta de Matemática, cujo primeiro número sai em Janeiro de 1940.
Em Fevereiro é formado o Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa de que o impulsionador é António Monteiro que aí continua a dirigir trabalhos de investigação.
É fundada a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), em 12 de Dezembro de 1940. António Aniceto Monteiro é um dos seus principais impulsionadores e escolhido para seu Secretário Geral, por unanimidade. Pedro José da Cunha é eleito Presidente.
1943
4 de Outubro: é fundada a Junta de Investigação Matemática (JIM) por Ruy Luís Gomes, Mira Fernandes e António Monteiro. Os fundos para a JIM são angariados numa campanha promovida por António Luiz Gomes, irmão de Ruy Luís Gomes.
Dezembro: António Aniceto Monteiro vai para o Porto, a convite da JIM, com a família, onde fica cerca de um ano. Diz António Aniceto Monteiro no seu curriculum: “durante o período de 1938-43 todas as minhas funções docentes e de investigação, foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal, organizado pelo IAC”.
No Centro de Estudos Matemáticos do Porto, Monteiro dirige o Seminário de Topologia Geral. A JIM inicia a publicação dos Cadernos de Análise Geral nos quais se publicam os cursos e seminários ministrados na Faculdade de Ciências de Porto, sobre Álgebra Moderna, Topologia Geral, Teoria da Medida e Integração, etc., temas com pouca difusão nessa época nas Universidades Portuguesas.
1944-1945
Palestras da JIM lidas ao microfone da Rádio Club Lusitânia, corajosamente cedido pelo proprietário. São oradores: Ruy Luís Gomes, António Monteiro, Corino de Andrade, Branquinho de Oliveira, Fernando Pinto Loureiro, José Antunes Serra, António Júdice, Armando de Castro, Carlos Teixeira e Flávio Martins.
1945
António Aniceto Monteiro vê-se obrigado a sair de Portugal, porque lhe vedaram a entrada na carreira académica, por razões políticas. Com recomendação de Albert Einstein, J. von Neumann e Guido Beck obtém uma cátedra de Análise Superior no Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Filosofia (o convite tinha sido feito em Setembro de 1943). Em 28 de Fevereiro, António Aniceto Monteiro embarca para o Rio de Janeiro onde chega com um contrato por quatro anos o qual não será renovado por influência da Embaixada de Portugal.
É nomeado membro del Comité de Redacção da Revista Summa Brasiliensis Mathematicae que a Fundação Getúlio Vargas edita.
1945-1946
António Monteiro é investigador do Núcleo Técnico Científico da Fundação Getúlio Vargas (Rio de Janeiro), dirigido por Lélio Gama.
1946
Julho: Doutora-se Alfredo Pereira Gomes na Universidade do Porto, depois de ter sido orientado por António Aniceto Monteiro.
1948
António Monteiro inicia a série de publicações intituladas Notas de Matemática. Nos anos 1948-1949, são editados seis fascículos. Mais tarde, depois de sua ida para a Argentina, esta colecção será publicada sob a direcção de Leopoldo Nachbin alcançando uma grande difusão na América Latina.
1949
António Monteiro participa activamente na criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, do qual é membro fundador e para o qual é contratado como investigador de Matemática.
Lecciona um curso de Introdução à Matemática para os investigadores de Instituto de Biofísica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro por convite do seu Director Carlos Chagas.
Em 5 de Dezembro, vindo do Brasil, chega à Argentina (Buenos Aires), contratado pela Universidad Nacional de Cuyo (sediada na cidade de San Juan, província de San Juan). De 1950 até 1956 é aí docente de Análise Matemática na Facultad de Ingeniería, Ciencias Exactas, Físicas y Naturales.
A partir de 1950 é professor de Matemáticas Superiores na Faculdade de Ciências da Educação da mesma universidade, na cidade de San Luis.
1950
Em Janeiro e Fevereiro ao chegar à Argentina redige um trabalho sobre Aritmética de los filtros en la Teoría de los Espacios Topológicos, no qual expõe resultados que obteve sobre o assunto, que envia como anónimo ao concurso internacional organizado pela Sociedade Matemática de França em comemoração do jubileu do seu mestre Maurice Fréchet. Este trabalho foi eleito entre os quatro melhores apresentados.
1951
António Monteiro é co-fundador do Departamento de Investigaciones Científicas (DIC) da Universidad Nacional de Cuyo (Mendoza) onde é professor.
1953
Professor Full-time no Instituto de Matemática do DIC na Universidad Nacional de Cuyo, desempenhando as suas actividades como docente na Faculdade de Engenharia de San Juan.
1954
António Monteiro participa no Segundo Congresso Latino-Americano de Matemática, em Villavicencio, no Instituto de Matemática de Mendoza, organizado pela UNESCO de 21 a 25 de Julho, em que apresenta uma exposição do conjunto dos resultados obtidos no seu trabalho La Aritmética de los filtros en la Teoría de los Espacios Topológicos.
1954-1956
António Monteiro é professor de matemática na Escola de Arquitectura da Faculdade de Engenharia de San Juan, da Universidad Nacional de Cuyo.
1955
Em Fevereiro António Aniceto Monteiro lecciona um dos Primeiros Cursos Latino-americanos de Matemática patrocinados pela UNESCO, que se realizam no Instituto de Matemática de Mendoza, destinados ao aperfeiçoamento de Professores Universitários, ao qual assistem professores do Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Chile e Argentina.
António Monteiro é co-fundador da Revista Matemática Cuyana, tendo sido nomeado membro do seu comité de redacção.
1956-1957
Professor Contratado da Faculdade de Engenharia de San Juan, Universidad Nacional de Cuyo.
1956
Em 1956 é eleito pelos seus colegas do Instituto de Matemática de Mendoza, para realizar uma viagem ao Paraguai, Bolívia, Peru e Chile com o objetivo de estudar o aproveitamento dos bolseiros que tinham assistido aos cursos de 1955 e ajudá-los no seu trabalho. Realiza esta viagem em 1956 patrocinado pela UNESCO, tendo logo apresentado a esta instituição, um pormenorizado relatório sobre a situação nos diversos países.
Em 23 de Agosto é designado Profesor Titular, por concurso, da cátedra de Análise da Facultad de Ciencias Exactas y Naturales de la Universidad de Buenos Aires, por decisão de um júri integrado por Beppo Levi, Mischa Cotlar e Rodolfo Ricabarra. Recusa essa posição.
É convidado a organizar o Instituto de Matemática da Universidade de Santiago do Chile mas recusa, também, esse convite.
Em 6 de Janeiro é criada a Universidad Nacional del Sur (UNS), Bahía Blanca, Argentina, e António Aniceto Monteiro é convidado a nela se incorporar e aceita (razão por que recusa os outros dois convites).
Nomeado membro correspondente da Academia Brasileira de Ciências.
1957-1970
Em Julho de 1957 vai viver para Bahía Blanca com a posição de Professor Contratado da Universidad Nacional del Sur. É incorporado nesta Universidade para proceder à organização de Instituto de Matemática e da Licenciatura em Matemática.
A partir desse momento desenvolve uma intensa actividade com o intuito de organizar os estudos de Matemática na Universidad Nacional del Sur. Começa por organizar os planos de estudo da Licenciatura em Matemática com a colaboração de Oscar Varsavsky. Ao longo de vários anos ocupa-se de todos os problemas relativos à organização de uma Biblioteca de Matemática adequada à realização de trabalhos de investigação; esta é considerada, actualmente, como uma das melhores da América Latina. A Biblioteca do Instituto de Matemática tem actualmente o seu nome, Biblioteca Dr. António A. R. Monteiro.
Consegue a contratação, temporária ou permanente, de eminentes matemáticos nacionais e estrangeiros para a Universidad Nacional del Sur, em cujo seio se desenvolve paulatinamente um ambiente matemático juvenil.
1958
António Monteiro inicia uma série de Monografias de Matemática.
1959
Designado Organizador do Instituto de Matemática da Universidad Nacional del Sur, por diploma de 1959.
É convidado pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, na sua qualidade de Membro Fundador, para assistir à comemoração do décimo aniversário da sua fundação, permanecendo no Rio de Janeiro de Julho a Novembro. Em Julho participa como convidado no 2º Colóquio Brasileiro de Matemática, que se realiza em Poços de Caldas (Brasil), dando conferências entre as quais expõe as suas pesquisas sobre Álgebras Monádicas.
1958-1961
Ruy Luís Gomes é Professor Contratado pela Universidade Nacional del Sur, Bahía Blanca, Argentina, onde lecciona no Instituto de Matemática, a convite de António Aniceto Monteiro.
1960
António Monteiro começa a leccionar uma série de cursos e seminários de Lógica Algébrica destinados a formar um ambiente adequado para a investigação neste ramo da Matemática, continuando os cursos que Helena Rasiowa e Roman Sikorski leccionaram na Universidad Nacional del Sur em 1958.
1961
No início de 1961 lecciona um curso sobre Espaços de Hilbert no Instituto de Física de Bariloche e nessa ocasião inicia no estudo de Lógica Algébrica licenciados em Matemática da Universidade de Buenos Aires entre os quais se destaca pelos resultados obtidos, sobre problemas propostos, o Licenciado Horacio Porta. No mesmo período (1960-1961) dirige os estudos de Mário Tourasse Teixeira, de nacionalidade brasileira, primeiro directamente em Bahía Blanca e Bariloche, e posteriormente por correspondência sobre um tema que foi posteriormente objecto da sua tese de Doutoramento na Universidade de São Paulo.
Permanece na Faculdade de Ciências Exactas da Universidade de Buenos Aires, de Julho a Dezembro como professor visitante. Nessa oportunidade realiza um trabalho sobre as Álgebras de De Morgan com a colaboração de um estudante, brasileiro, da dita Faculdade, Oswaldo Chateaubriand.
1964
Funda a colecção intitulada Notas de Lógica Matemática, editada pelo Instituto de Matemática da UNS, na qual começa a publicar os trabalhos de investigação realizados em Bahía Blanca.
Com as publicações do Instituto, inicia um amplo serviço de troca que se mantém e desenvolve graças à relevante colaboração de Edgardo Fernández Stacco. Actualmente o Instituto recebe por troca cerca de 200 publicações periódicas.
No fim de 1964 trabalha como assessor da Fundação Bariloche, com o objectivo de organizar um Instituto de Matemática dedicado essencialmente à investigação ao nível latino-americano tendo, a propósito, redigido um relatório.
1965
Em Dezembro, abandona a direcção do Instituto de Matemática de Bahía Blanca passando, aí, a dedicar-se exclusivamente à realização de trabalhos de investigação e à formação de discípulos, que sempre foi a sua actividade central neste Instituto. Prossegue com a docência na UNS.
1966
Inicia a colecção intitulada Notas de Algebra y Análisis, editada pelo Instituto de Matemática da UNS.
1968
Participa no Primeiro Simpósio Panamericano de Matemática Aplicada em Buenos Aires, onde o seu trabalho sobre Generadores de reticulados distributivos foi elogiado por Garret Birkhoff.
1969-1970
Com licença sabática de Setembro de 1969 a Agosto de 1970, António Monteiro é bolseiro do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET) e viaja pela Europa, realizando a sua primeira viagem de estudo depois de 25 anos de trabalho na América Latina (dos quais 20 na Argentina).
Recebe um convite para fazer uma conferência plenária no IV Congresso de Matemática de Expressão Latina que se realiza em Setembro de 1969 em Bucareste, na qual faz uma exposição do conjunto dos trabalhos realizados em Bahía Blanca, sobre Lógica Algébrica.
Durante a sua estadia na Europa faz conferências, convidado pela Universidade de Bucareste, Instituto de Matemática da Academia de Ciências da Roménia, Universidade de Cluy (Roménia) e Universidades de Paris, Clermont Ferrand, Lyon, Montepellier, Bruxelas e Roma.
1972
Em 31 de Maio, ao fazer 65 anos, de acordo com a legislação, renuncia ao seu cargo. No entanto, em virtude dessa mesma lei, mantem-no até se completarem todos os trâmites jubilatórios, que nessa época demoravam bastante tempo. Só em Setembro de 1975 é que recebe os primeiros vencimentos como jubilado, referentes ao período de 1 de Abril a 31 de Outubro desse ano.
Em 30 de Maio de 1972, António Aniceto Monteiro é designado Profesor Emérito de la Universidad Nacional del Sur, o único durante mais de vinte e cinco anos.
1974
No dia 1 de Outubro é nomeado Membro Honorário da Unión Matemática Argentina.
1975
António Monteiro jubila-se.
Março: invocando a legislação anterrorista, o reitor da Universidad Nacional del Sur, proíbe a sua entrada na universidade.
1977
O Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC), Portugal, cria um lugar de investigador para António Aniceto Monteiro (no CMAF). Este permanece em Portugal cerca de dois anos.
1978
António Monteiro é distinguido com o Prémio Gulbenkian de Ciência e Tecnologia pelo seu trabalho Sur les Algèbres de Heyting Symétriques.
1980
29 de Outubro: António Aniceto Monteiro morre em Bahía Blanca, Argentina.
1989
A Universidad Nacional del Sur delibera a realização de um Congresso de Matemática, com ênfase na alternância de diversos ramos da matemática, e que tem a designação de Congreso Dr. Antonio Monteiro. Realizam-se congressos em 1991, 1993, 1995, 1997, 1999, 2001, 2003 e 2005. O IX Congresso realiza-se de 30 de Maio a 1 de Junho de 2007 coincidindo com o centenário do seu nascimento.
2000
O Instituto de Matemática de Bahía Blanca publica em sua homenagem Recordando al Dr. Antonio Monteiro, Informe Técnico Interno nº 70, cujos editores são Edgardo L. Fernández Stacco, Diana M. Brignole, Luiz F. Monteiro e Aurora V. Germani.
Em 2 de Outubro, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Matemática, o Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, em acto solene, concede-lhe, a título póstumo, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada.
2006
Em 28 de Agosto, no Congresso Internacional de Matemática, em Madrid, realiza-se a António A. Monteiro’s Centenary Session, onde é apresentada a compilação em 8 volumes da obra The Works of António A. Monteiro, editada por Eduardo L. Ortiz e Alfredo Pereira Gomes (também existente em formato CD/DVD).
2007
Realizam-se comemorações do centenário de António Aniceto Monteiro na Argentina e em Portugal.

Nota: Esta cronologia não é exaustiva. Por exemplo, nada diz quanto às publicações de António Monteiro. Para as publicações, ver BIBLIOGRAFÍA DE ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO

Como complemento veja:

Just half a century ago...
Artigos de Maurice Fréchet na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de António Aniceto Monteiro na "Portugaliae Mathematica"
O regresso de António Monteiro a Portugal de 1977 a 1979, por Alfredo Pereira Gomes
Professor António Monteiro and contemporary mathematics in Argentina, por Eduardo L. Ortiz
The influence of António A. Ribeiro Monteiro in the development of Mathematics in Brazil, por Leopoldo Nachbin
Artigos sobre António Aniceto Monteiro de Hugo Ribeiro, Ruy Luís Gomes e Luís Neves Real
Ruy Luís Gomes e António Aniceto Monteiro
Maurice Fréchet (1878-1973)
Duas palestras lidas ao microfone de Rádio Clube Lusitânia (António A. Monteiro e Ruy Luís Gomes)
Contribuição Matemática do Professor Dr. António A. R. Monteiro, por Luiz F. Monteiro
Declaração de António Monteiro e Silva Paulo relativamente a quantias recebidas da JIM
Uma carta de António Aniceto Monteiro, proveniente de S. Juan, Argentina, e datada de 27 de Abril de 1954
"O António Monteiro escreveu" - manuscrito de Abel Salazar
"Não há tempo a perder"... - uma carta de António Aniceto Monteiro
ANTONIO A. MONTEIRO (31/05/1907-29/10/80), por Edgardo Luis Fernández Stacco

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Alguns entradas do blogue "RUY LUÍS GOMES" relacionadas com António Aniceto Monteiro

Faleceu Alfredo Pereira Gomes
Alfredo Pereira Gomes
"Recordar Angola - 2º Volume", de Paulo Salvador, ...
António Aniceto Monteiro faleceu há 26 anos
António Aniceto Ribeiro Monteiro nasceu há 99 anos
Abel Salazar - 96 cartas a Celestino da Costa
Artigos de Jean Dieudonné na "Portugaliae Mathematica"
Artigo de Sixto Ríos na "Portugaliae Mathematica"
Artigo de Louis de Broglie na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Leopoldo Nachbin na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Alfredo Pereira Gomes na "Portugaliae Mathematica"
Artigo de John von Neumann na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Maurice Fréchet na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Rodrigo Sarmento de Beires na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de J. Sebastião e Silva na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Hugo B. Ribeiro na "Portugaliae Mathematica"
Artigo de Pedro José da Cunha na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Vicente Gonçalves na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Aureliano de Mira Fernandes na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de António Aniceto Monteiro na "Portugaliae Mathematica"
Artigos de Ruy Luís Gomes na "Portugaliae Mathematica"
O regresso de António Monteiro a Portugal de 1977 a 1979, por Alfredo Pereira Gomes
Professor António Monteiro and contemporary mathematics in Argentina, por Eduardo L. Ortiz
The influence of António A. Ribeiro Monteiro in the development of Mathematics in Brazil, por Leopoldo Nachbin
THE MATHEMATICIAN HUGO RIBEIRO, por Jorge Almeida
Artigos sobre António Aniceto Monteiro de Hugo Ribeiro, Ruy Luís Gomes e Luís Neves Real
Maurice Fréchet (1878-1973)
Movimento Matemático 1937-1947
Fotografia de um conjunto de matemáticos
Duas palestras lidas ao microfone de Rádio Clube Lusitânia (António A. Monteiro e Ruy Luís Gomes)
Segunda parte da revista VÉRTICE, números 412/413/414 (1978), dedicada a Bento de Jesus Caraça
Primeira parte da revista VÉRTICE, números 412/413/414 (1978), dedicada a Bento de Jesus Caraça
Uma carta da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências de Lisboa, datada de 24 de Abril de 1953
Carta a Pereira Gomes sobre a ida para o Recife - datada de 28 de Junho de 1961
Carta de Pereira Gomes convidando Ruy Luís Gomes a ir para o Recife - datada de 30 de Maio de 1961
Contribuição Matemática do Professor Dr. António A. R. Monteiro, por Luiz F. Monteiro
Declaração de António Monteiro e Silva Paulo relativamente a quantias recebidas da JIM
Uma carta de António Aniceto Monteiro, proveniente de S. Juan, Argentina, e datada de 27 de Abril de 1954
"O António Monteiro escreveu" - manuscrito de Abel Salazar
"Não há tempo a perder"... - uma carta de António Aniceto Monteiro
José Duarte da Silva Paulo (1905-1976)
"Para a História da Sociedade Portuguesa de Matemática", por José Morgado
Entrevista a MISCHA COTLAR, feita por Carlos Borches
Ministros desde 28 de Maio de 1926 até 24 de Abril de 1974
Bento de Jesus Caraça era uma pessoa admirável - o testemunho de Dias Lourenço
Matemáticos entre a Argentina e o Brasil
As eleições de 18 de Novembro de 1945
Tentativa Feitas nos Anos 40 para criar no Porto uma escola de Matemática, por Ruy Luís Gomes
ANTONIO A. MONTEIRO (31/05/1907-29/10/80), por Edgardo Luis Fernández Stacco
Tipografia Matemática
RECORDANDO A DON RUY LUIS GOMES, por Edgardo Luis Fernández Stacco

terça-feira, 19 de abril de 2011

No dia do centenário da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa: Recordar António Aniceto Monteiro

Agradecimentos a Edgar Ataíde
Digitalização de Jorge Rezende


Cartazes provenientes do espólio de António Aniceto Monteiro

CRONOLOGIA DE ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO
(1925-1945)
(Desde o seu ingresso na FCUL até à sua partida para o Brasil)

(...)
1925-1930
Estuda na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, de 20 de Outubro de 1925 a 17 de Julho de 1930, onde encontra a sua vocação e o seu primeiro Mestre – Pedro José da Cunha.
1929
Casa-se em 29 de Julho com Lídia Marina de Faria Torres. Do casamento nascerão dois filhos – António e Luiz.
1930
Em 17 de Julho licencia-se em Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
1931-1936
António Monteiro é bolseiro em Paris do Instituto para a Alta Cultura (IAC) desde Novembro de 1931 até Julho de 1936. Durante este período estuda no Instituto Henri Poincaré, realizando trabalhos científicos sob a direcção de Maurice Fréchet.
1934
A 8 de Fevereiro nasce António, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1936
Conclui o Doutoramento de Estado na Faculdade de Ciências da Universidade de Paris, em Ciências Matemáticas, com a menção Très Honorable, orientado por Maurice Fréchet, com uma tese intitulada Sur l’additivité des noyaux de Fredholm.
É fundado o Núcleo de Matemática, Física e Química, em Lisboa, cujas actividades se iniciam a 16 de Novembro, e cujos principais impulsionadores (os mais activos) são António da Silveira, Manuel Valadares e António Aniceto Monteiro.
A 5 de Outubro nasce Luiz, filho de Lídia Marina e António Aniceto.
1937
É fundada a revista Portugaliae Mathematica. A revista é “editada por António Monteiro, com a cooperação de Hugo Ribeiro, J. Paulo, M. Zaluar Nunes”.
Neste ano encontram-se, provavelmente pela primeira vez, nas actividades do Núcleo de Matemática, Física e Química, os matemáticos António Monteiro, Bento Caraça e Ruy Luís Gomes, os três principais impulsionadores do Movimento Matemático.
1938
Recebe o Prémio Artur Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa (Matemática) conferido pelo Ensaio sobre os fundamentos da análise geral.
1939
Começa a funcionar o Seminário de Análise Geral, em Lisboa, impulsionado por António Aniceto Monteiro, primeiro na Faculdade de Ciências e depois no Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa do IAC, no qual com a realização de cursos e seminários começa a iniciar um grupo de jovens no estudo da matemática moderna. Entre os seus discípulos deste período podem destacar-se José Sebastião e Silva e Hugo Baptista Ribeiro.
Em 6 de Novembro “desintegra-se” o Núcleo de Matemática, Física e Química.
1940
Em 1939 é fundada por Bento de Jesus Caraça, António Monteiro, Hugo Ribeiro, José da Silva Paulo e Manuel Zaluar, a Gazeta de Matemática, cujo primeiro número sai em Janeiro de 1940.
Em Fevereiro é formado o Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa de que o impulsionador é António Monteiro que aí continua a dirigir trabalhos de investigação.
É fundada a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), em 12 de Dezembro de 1940. António Aniceto Monteiro é um dos seus principais impulsionadores e escolhido para seu Secretário Geral, por unanimidade. Pedro José da Cunha é eleito Presidente.
1943
4 de Outubro: é fundada a Junta de Investigação Matemática (JIM) por Ruy Luís Gomes, Mira Fernandes e António Monteiro. Os fundos para a JIM são angariados numa campanha promovida por António Luiz Gomes, irmão de Ruy Luís Gomes.
Dezembro: António Aniceto Monteiro vai para o Porto, a convite da JIM, com a família, onde fica cerca de um ano. Diz António Aniceto Monteiro no seu curriculum: “durante o período de 1938-43 todas as minhas funções docentes e de investigação, foram desempenhadas sem remuneração; ganhei a vida dando lições particulares e trabalhando num Serviço de Inventariação de Bibliografia Científica existente em Portugal, organizado pelo IAC”.
No Centro de Estudos Matemáticos do Porto, Monteiro dirige o Seminário de Topologia Geral. A JIM inicia a publicação dos Cadernos de Análise Geral nos quais se publicam os cursos e seminários ministrados na Faculdade de Ciências de Porto, sobre Álgebra Moderna, Topologia Geral, Teoria da Medida e Integração, etc., temas com pouca difusão nessa época nas Universidades Portuguesas.
1944-1945
Palestras da JIM lidas ao microfone da Rádio Club Lusitânia, corajosamente cedido pelo proprietário. São oradores: Ruy Luís Gomes, António Monteiro, Corino de Andrade, Branquinho de Oliveira, Fernando Pinto Loureiro, José Antunes Serra, António Júdice, Armando de Castro, Carlos Teixeira e Flávio Martins.
1945
António Aniceto Monteiro vê-se obrigado a sair de Portugal, porque lhe vedaram a entrada na carreira académica, por razões políticas. Com recomendação de Albert Einstein, J. von Neumann e Guido Beck obtém uma cátedra de Análise Superior no Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Filosofia (o convite tinha sido feito em Setembro de 1943). Em 28 de Fevereiro, António Aniceto Monteiro embarca para o Rio de Janeiro onde chega com um contrato por quatro anos o qual não será renovado por influência da Embaixada de Portugal.
(...)
[Excerto da CRONOLOGIA]
-
António Aniceto Monteiro foi ainda Assistente Extraordinário da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa: 1934-1935: Actividade de António Aniceto Monteiro em Paris

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Aureliano de Mira Fernandes (3)

Digitalização de Jorge Rezende

Aureliano de Mira Fernandes (5)

Digitalização de Jorge Rezende

quinta-feira, 26 de julho de 2007

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Assembleia Municipal de Lisboa, 17 de Abril de 2007

RECOMENDAÇÃO

No próximo dia 31 de Maio celebra-se o centenário do nascimento do matemático António Aniceto Monteiro, que será assinalado com diversas iniciativas, nomeadamente a edição de uma fotobiografia, da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Matemática e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
António Aniceto Monteiro licenciou-se em Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em 1930 e obteve o Doutoramento de Estado em Paris, sob a orientação de Maurice Fréchet, em 1936.
De regresso a Portugal, impulsionou diversas iniciativas destinadas a fomentar o aparecimento de uma comunidade científica dinâmica e competitiva a nível internacional.
Em 1936, criou, com Manuel Valadares, António Silveira, Peres de Carvalho e outros, o Núcleo de Matemática, Física e Química.
Em 1937 é um dos fundadores da Revista Portugaliae Mathematica e, em 1940, da Gazeta de Matemática, em colaboração com Bento de Jesus Caraça, José da Silva Paulo, Hugo Ribeiro e Manuel Zaluar Nunes.
Em 1940 é eleito, por unanimidade, o primeiro Secretário-Geral da Sociedade Portuguesa de Matemática, de que é um dos fundadores.
Em 1943 fundou, com Mira Fernandes e Ruy Luís Gomes, a Junta de Investigação Matemática e, entre 1940 e 1943, dirigiu o Centro de Estudos Matemáticos para a Alta Cultura.
Em oposição ao regime político que vigorava no país, e que lhe vedou a entrada na carreira universitária, António Aniceto Monteiro vê-se obrigado a seguir para o Brasil em 1945. Mas nem aí se livrou do poder do Estado português, que conseguiu, através da Embaixada de Portugal no Brasil, pressionar o Reitor da Universidade do Brasil para evitar a renovação do seu contrato. Vê-se, assim, obrigado a sair do Brasil e a estabelecer-se na Argentina.
Em 1972 é designado Professor Emérito da Universidad Nacional del Sur, sendo durante mais de 25 anos o único Professor Emérito nomeado por aquela Universidade.
Regressa a Portugal em 1977, trabalhando cerca de dois anos como investigador do Instituto Nacional de Investigação Científica, no Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais. Em 1978 é distinguido com o Prémio Gulbenkian de Ciência.
De volta à Argentina, faleceu em 1980. Em Outubro de 2000, o então Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, concedeu-lhe, a título póstumo, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago e Espada.

Nas comemorações do centenário do nascimento de António Aniceto Monteiro, a Assembleia Municipal de Lisboa, na sua reunião de 17 de Abril de 2007, saúda as iniciativas organizadas em honra e memória do ilustre matemático, que muito contribuiu para o desenvolvimento da actividade científica em Portugal e no estrangeiro, e recomenda à Câmara Municipal que seja ponderada a atribuição do seu nome a uma rua ou local da nossa cidade, acompanhando assim uma proposta da Sociedade Portuguesa de Matemática nesse sentido, no âmbito das homenagens e iniciativas programadas.

Lisboa, 16 de Abril de 2007
Pelo Grupo municipal do PCP
António Modesto Navarro
[Esta recomendação foi aprovada por unanimidade]

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Problemas da cultura matemática portuguesa


Problemas da cultura matemática portuguesa
António Aniceto Monteiro
(Professor da Universidade de San Juan, Argentina)


A caracterização da situação actual da cultura matemática portuguesa, o averiguar seus problemas fundamentais, determinar suas contradições, fracassos e debilidades, o determinar suas realizações e fundamentar suas esperanças, constitui um importante problema de carácter nacional. Trata-se de um problema de carácter nacional porque é um problema da cultura científica portuguesa e porque interessa o desenvolvimento da economia, o bem-estar social da população e a independência do país. Trata-se portanto de um problema de grande complexidade para o exame do qual se necessita da cooperação de um número considerável de estudiosos.
Uma das principais características da cultura matemática portuguesa é o seu atraso crescente em relação ao movimento matemático internacional, e é claro que esta situação é compatível com o desenvolvimento interno, mais ou menos lento, dessa cultura.
É de uma grande importância para o país a existência de estudiosos treinados nos métodos modernos do pensamento matemático, porque são susceptíveis de ser aplicados à resolução de variados problemas especiais que se apresentam em todos os sectores da vida. Trata-se de métodos potentes e fecundos de análise que podem conduzir o homem a conhecer a natureza para dominá-la e transformá-la em seu proveito e na perseguição de um tal objectivo o próprio homem necessariamente se modifica, como parte integrante da natureza.
Esta oposição entre o atraso crescente da cultura matemática portuguesa e a necessidade imperiosa do seu desenvolvimento rápido constitui um dos dados objectivos mais importantes do problema em estudo.
Os principais órgãos de difusão da cultura são as escolas superiores e é importante constatar que seus programas actuais de estudo não correspondem às necessidades do momento, devendo mencionar-se especialmente a organização da licenciatura em ciências matemáticas e as características dos respectivos doutoramentos. Nenhuma verdadeira vocação matemática pode deixar de ser diminuída perante uma tal orgânica de estudos, cristalizada em forma estável há dezenas de anos.
Os esforços que realizam alguns professores não alteram a situação de conjunto de tal licenciatura caracterizada por um conjunto rígido de cátedras de estudo obrigatório, com programas mais ou menos fixos, tudo sem nenhuma elasticidade, rígido e imóvel, sem contemplações pelas novas disciplinas que se vão criando e desenvolvendo. A tudo isto se deve agregar uma indiferença quase geral pelo pensamento original que se dissolve num ambiente hostil e sem estímulo, de onde resulta a ausência de bibliotecas matemáticas adequadas para o trabalho científico e de uma carreira para a investigação científica que encoraje as vocações.
Este panorama geral não sofre alterações, mesmo quando tivermos em conta certos factores construtivos:
– A actuação daqueles professores que, com o condicionamento referido, desenvolvem seus esforços com o objectivo de modificar a situação existente, dando o exemplo inestimável de uma vida dedicada ao estudo e ao ensino.
– A actividade do Instituto para a Alta Cultura que desde 1929 – quando se concretizou a sua criação, resultante de um vasto movimento de opinião que durou vários anos e que apontava o exemplo da Junta de Investigações Científicas de Madrid – tem fomentado o desenvolvimento dos estudos com a concessão de bolsas no estrangeiro e no país, criação de centros de estudo, subsídios a publicações, bibliotecas e laboratórios.
– O extinto Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa, dependente do I.A.C., dirigido pelo saudoso professor Pedro José da Cunha com exemplar independência e seu grande carinho pelo desenvolvimento da matemática portuguesa, que encorajou um grupo de jovens a iniciar-se no trabalho de investigação.
– O extinto Centro de Estudos Matemáticos do Porto, dependente do I.A.C., dirigido pelo distintíssimo matemático Ruy Luís Gomes, a quem a cultura matemática portuguesa deve inestimáveis serviços e numerosas iniciativas. Constituía uma das maiores esperanças do movimento matemático português, com a sua eficiente orientação.
– A Portugaliae Mathematica e a Gazeta de Matemática, cuja publicação se deve à abnegação do Dr. Manuel Zaluar Nunes, a quem a cultura portuguesa fica devendo um exemplo do mais honroso merecimento e extremo valor – tem exercido conhecida influência no ambiente português e destacada repercussão internacional.
– A Junta de Investigação Matemática, que sob a direcção do ilustre matemático Aureliano de Mira Fernandes e de Ruy Luís Gomes, reúne estudiosos com o objectivo de fomentar os estudos matemáticos e promove publicações importantes, é uma chama em que vivem as esperanças de todos os que querem o florescimento da nossa cultura matemática.
Todas estas actividades, algumas das quais se interromperam por motivos extra-científicos com o consequente debilitamento da nossa cultura científica, constituem um destacado esforço de um pequeno número de estudiosos, para fomentar o desenvolvimento da investigação matemática, e se devemos reconhecer o merecimento de tão nobres actividades que alentam esperanças com fundamento, não devemos deixar de reconhecer que o panorama geral anteriormente referido se mantém, porque a direcção estratégica dos nossos estudos universitários não sofreu alterações.
Em nossa opinião, um dos problemas mais importantes da cultura matemática portuguesa é o da REFORMA DOS ESTUDOS MATEMÁTICOS. Seria necessário alterar substancialmente o quadro das disciplinas, a orgânica, a orientação dos estudos, os critérios da selecção e promoção do pessoal científico. Uma obra desta natureza não se improvisa, antes se prepara meticulosamente em artigos, debates, conferências e sobretudo com a formação de jovens investigadores com capacidade necessária para conduzir a cultura matemática portuguesa a um nível de tal natureza que a orgânica actual não possa subsistir. Sobre este ponto de vista os elementos construtivos a que nos referimos anteriormente têm desempenhado um papel fundamental, porque contribuíram, e continuam contribuindo, para a criação do ambiente geral em que as condições objectivas tornam possível e inevitável a transformação necessária. Podemos afirmar de um modo geral que a reforma dos estudos matemáticos é antes uma batalha em curso, do que uma batalha travada. Todos os insucessos devem ser considerados como temporários.
Creio que é de uma grande importância difundir a ideia de que toda a verdadeira reforma é o resultado de um esforço continuado e persistente, realizado por numerosos indivíduos, para atingir objectivos claros e bem definidos. A nossa juventude estudiosa tem, portanto, sobre os seus ombros uma pesada tarefa a realizar, e como os jovens estudantes de hoje serão os mestres de amanhã, neles devem residir todas as nossas esperanças e todas as nossas certezas.
Todos os esforços devem assim ser centralizados na preparação da juventude estudiosa para a investigação científica e para tal efeito é necessário criar a instituição que tenha esse objectivo específico.
Somos assim conduzidos a pensar que o problema principal do momento consiste na criação de um INSTITUTO PORTUGUÊS DE MATEMÁTICA que se dedique fundamentalmente à realização de trabalhos de investigação matemática e ao ensino da investigação matemática.
Esse Instituto deveria reunir o maior número possível de matemáticos portugueses com reconhecida capacidade para as tarefas referidas, seleccionados de acordo com o seu curriculum, e por ele deveriam ser contratados, em forma permanente ou temporária, especialistas estrangeiros que se tenham distinguido na formação de discípulos (sobretudo nos ramos de matemática que não são cultivados em Portugal). Ao mesmo tempo deveria ser criada uma carreira de investigador científico, com as respectivas promoções realizadas de acordo com os trabalhos de investigação publicados, e concedidas numerosas bolsas aos estudantes diplomados pelas Universidades e com vocação matemática.
Neste Instituto se formaria toda uma geração de estudiosos, de onde a Universidade deveria recrutar, no futuro, os seus quadros científicos. Se a criação de uma instituição da natureza que acabamos de indicar é de uma importância vital para o futuro da matemática portuguesa, e constitui uma velha aspiração do ambiente matemático português, não deixam de existir outras tarefas de grande importância como sejam a subsistência da Portugaliae Mathematica, da Gazeta de Matemática e das Publicações da Junta de Investigação Matemática, que se torna necessário assegurar por todas as formas.
A transformação da Sociedade Portuguesa de Matemática numa verdadeira Sociedade Científica, ampliando o número dos seus sócios, realizando Congressos Anuais para discutir os problemas do ensino secundário e superior, além das habituais conferências e comunicações, é outro problema que merece cuidadosa atenção, porque contribuirá para estimular os contactos pessoais, criando um ambiente de cooperação entre todos os matemáticos que é necessário concretizar. Essas reuniões, em que se procuraria congregar o maior número possível de matemáticos, deveriam ter um temário, tão amplo quanto possível, porque não existe nenhum aspecto da cultura matemática que não tenha o seu interesse.
Outro problema de primordial importância é o melhoramento do nível de vida dos matemáticos, sobretudo dos professores do ensino secundário e dos assistentes universitários.
A realização de cursos de férias, destinados aos professores para o aperfeiçoamento dos seus conhecimentos científicos, seria uma iniciativa de grande alcance, se fossem concedidas as facilidades de ordem económica indispensáveis.
De um modo geral o problema tem de ser encarado sob múltiplos aspectos, mas é claro que nunca devemos esquecer que o objectivo a atingir é a elevação do nível da cultura matemática portuguesa e que, portanto, a tarefa principal consiste em conduzir o maior número possível de estudiosos ao conhecimento do pensamento matemático moderno, encorajando aqueles que manifestem capacidade para o trabalho original.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

No centenário da Faculdade de Ciências: UMA CARTA de Manuel Valadares sobre António Aniceto Monteiro (1945)

Manuel Valadares e António Aniceto Monteiro em Paris
© Família de António Aniceto Monteiro
Digitalização de Jose Marcilese

UMA CARTA cuja publicação foi recusada por um jornal de Lisboa

Sr. Carvalhão Duarte, dig.mo director do jornal República; — Enviei há dias ao sr. director do jornal Diárlo da Manhã, a carta de que hoje vos remeto cópia. Esperei em vão a sua publicação nesse jornal, mas porque tal não sucedeu, venho, rogar-Ihe, sr. director, o obséquio de a inserir no jornal que v. dirige.
Atingir-se-ão, assim, dols objectivos: — o de desagravar um homem que se encontra presentemente no estrangeiro e que ao país prestou relevantes serviços e o de fornecer ao público um test do respeito que o sr. director do Diário da Manhã tem pela dignidade alheia.
Com os meus antecipados agradecimentos, queira v. aceitar os cumprimentos do adm.or mt.o obg.o — Manuel Valadares.
Lisboa, 7 de Novembro de 1945.
«Ex.mo Sr. director do jornal Diário da Manhã: — No número de anteontem do jornal que v. ex.a dirige, encontram-se, sob o titulo :«Algumas vitimas da opressão, da incultura, da má administração e do retrocesso em materia educativa...», as seguintes afirmações:
«António Anlceto Monteiro, nem sequer chegou no seu regresso, a dar aulas da sua especlalidade. Finalmente, partiu para o Brasil, onde é professor. E diz que sabe da sua poda: — o País, todavia, não sabia quanto lhe custou a preparação de um matemátlco... para uso externo».
«Para completa elucidação dos leitores do Jornal Diário da Manhã peço a v. ex.a se digne publicar o que segue.
«António Monteiro partiu para Paris, como bolseiro da Junta de Educação Nacional, em 1930. Aí, após ter suprido as deficiências de preparação com que tinha saído da nossa Universidade, reallzou trabalhos de investigação que lhe permitiram obter o titulo de doutor pela Faculdade de Ciências de Paris, Além desta prova do valor dos seus trabalhos, existem certamente dos arquivos da Junta, hoje Instituto para a Alta Cultura, as informações dos professores com que António Monteiro lidou a atestarem das suas qualidades de trabalho e inteligência. Suponho mesmo que o nome de António Monteiro é o úniico nome de matemático português que o volume, consagrado à matemática, da Enciclopédia francesa cita.
Regressado ao País e mau grado o valor dos trabalhos que realizara no estrangeiro, não encontrou lugar no corpo docente de nenhuma das três Faculdades de Ciências do País. Passou então a viver com uma modestissima bolsa que o I. A. C. the concedeu; passados alguns meses, exigiram-Ihe, para poder continuar a ser bolseiro, a assinatura de um compromisso politico — que pessoa alguma Ihe havia imposto ao enviá-Io para o estrangeiro. Tendo-se recusado a assinar um compromisso que repugnava a sua consciência, deixou de ser bolseiro, e a sua vida e a dos seus decorreu, de aí em diante, em condições de dificuldade económlca que, por vezes, roçaram pela miséria.
Pois bem; apesar de não pertencer à Universidade nem ao I. A. C.; apesar das condições dificílimas da sua vida, esse homem realizou, no período que decorre desde a sua vinda do estrangeiro até à sua partlda para o Brasil, uma obra cultural no campo das matemáticas que não teme paralelo com a de qualquer outro português. Fundou e dirigiu as revistas Portugaliae Mathematlca e Gazeta de Matemática; a seu pedido, foi fundado, e sob a sua orientação funcionou, o Centro de Estudos de Matemática, anexo à Faculdade de Ciências de Lisboa, onde, entre uma obra vasta, convém salientar aquela que realizou da formação de novos investigadores; efectuou, em escolas superiores portuguesas, cinco cursos extrauniversitários; deu uma contribuição apreciável para os trabalhos do Centro de Estudos Matemáticos da Universidade do Porto; organizou e dirigiu os serviços de inventariação da bibliografia científica existente no País; dirigiu dois seminários de matematica, um em Lisboa, outro no Porto; publicou dois iivros de matemática e alguns fasciculos da série «Topologia», editada pelo Centro de Matemática do Porto; fundou, com os professores Aureliano Mira Fernandes e Rul Luiz Gomes, a Junta de Investigação Matemática; finalmente, realizou numerosos trabalhos de investigação científica.
Foi certamente o conhecimento desta obra vastísslma de investigador e de impulsionador, realizada, aliás, nas piores condições, que levou os professores Einstein e von Neuman a sugerirem à Universidade do Rio de Janeiro a vantagem que esta teria em contar no seu corpo docente um tal homem. António Monteiro partiu nos primeiros meses deste ano para o Rio e aí rege hoje o curso de Análise Superior e dirige o seminário de investigação matemática.
Aqui estão, sr. director, as informações — ainda que sucintas — que me parecem permitirão aos leitores do jornal que v. ex.a dirige formarem uma ideia mais objectiva do caso António Monteiro.
Não sei o que, ao findar a leitura destas linhas, eles pensarão, mas creio que todos os Portugueses que ponham os interesses da Nação acima dos interesses de partido ou pessoais ambicionarão — como eu — que, ao terminar o prazo do seu contrato de professor no Rio de Janeiro, António Monteiro possa regressar ao país para aqui ocupar, no ensino e na investigação matemática, o lugar de primacial relevo a que Ihe dá jus o somatório invulgar das suas qualidades de iniciativa, de inteligência, de saber e de carácter.
Pela publicação destas linhas ficar-lhe-ei muito grato.
Lisboa, 31 de Outubro de 1945.
a) Manuel Valadares

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Centenário do nascimento de Hugo Ribeiro: Exposição na Biblioteca Nacional

Hugo Ribeiro (1910-1988)
MOSTRA: 2 - 31 Agosto, Sala de Referência, Entrada livre

«Matemático brilhante, desde jovem se destacou numa disciplina que teve, entre os anos vinte e quarenta do século XX, sob direcção de Aureliano de Mira Fernandes (1884-1958), uma plêiade de cientistas portugueses em que se destacaram, entre outros, Bento de Jesus Caraça (1901-1948), Ruy Luís Gomes (1905-1984), António Aniceto Monteiro (1907-1980), José Sebastião e Silva (1914-1972) e tantos outros cujos nomes honram a ciência, como Manuel Zaluar Nunes, José Morgado, José da Silva Paulo, Augusto Sá da Costa, Alfredo Pereira Gomes e outros. Além de estudiosos que não encontraram em Portugal condições para a prática científica, o posicionamento da maioria deles contra o Estado Novo obrigou a um verdadeiro exílio da inteligência em países estrangeiros.
Hugo Ribeiro frequentou o curso de Ciências Matemáticas da Faculdade de Ciências de Lisboa que concluiu em 1939, enquanto se dedicava a actividades de associativismo juvenil e a lições particulares. Durante esse tempo, participa na União Cultural «Mocidade Livre» que edita um jornal juvenil e promove conferências na Universidade Popular Portuguesa sob o patrocínio de Bento Caraça; neste tempo, participa também nas actividades do Socorro Vermelho Internacional, é preso e forçado a exilar-se na Espanha republicana.
Num (afinal breve) regresso ao país, não obstante ter participado em acções políticas, obtém uma bolsa do Instituto de Alta Cultura que o conduz à Escola Politécnica Federal de Zurique (Suíça) onde veio a doutorar-se em 1946. Antes, porém, participa na fundação da
Portugaliae Mathematica (1937) e da Gazeta de Matemática (1940), sendo a sua colaboração sobretudo dirigida a partir do estrangeiro. Após nova e breve vinda para Portugal, a expulsão de brilhantes investigadores que o Estado salazarista infligiu às universidades e centros de investigação portugueses em 1947, Hugo Ribeiro é convidado e vai leccionar em Berkeley, na Universidade da Califórnia, e, sucessivamente, na University of Nebraska e na Pensylvania State University, University Park, pontualmente na Universidade Federal de Pernambuco (Recife). Regressou a Portugal somente depois de 25 de Abril de 1974 para ainda leccionar, juntamente com sua mulher, Pilar Ribeiro, na Universidade do Porto.
O espólio (5 caixas), integrado no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea ACPC, é constituído essencialmente por correspondência de personalidades nacionais, como o escritos José Rdrigues Miguéis e estrangeiras, incluindo um núcleo de cartas familiares e alguns rascunhos de cartas enviadas. Doação da viúva do cientista, Maria Pilar ribeiro, em Janeiro de 2005.»

[Texto da Biblioteca Nacional]

Notícia:
Exposição na Biblioteca Nacional evoca centenário do nascimento de Hugo Ribeiro
Ver ainda:
Hugo Ribeiro

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Caetano Maria Beirão da Veiga (n. 1884)


Digitalizações de Jorge Rezende
Aureliano de Mira Fernandes, Bento de Jesus Caraça e Caetano Maria Beirão da Veiga fundaram em 1938 o Centro de Estudos de Matemáticas Aplicadas à Economia, a única estrutura do Movimento Matemático (1936-1947) que não contou com a partipação activa de António Aniceto Monteiro na sua fundação.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Aureliano de Mira Fernandes (4)

Digitalização de Jorge Rezende

Aureliano de Mira Fernandes (2)

em 1909
Digitalização de Jorge Rezende

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Revista «Técnica» de Setembro/Outubro de 1978 (449/450) de homenagem a Mira Fernandes



Digitalização de Jorge Rezende
Agradecimento: Edgar Ataíde

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Aureliano de Mira Fernandes (1)


em 1909-1910
Digitalização de Jorge Rezende