sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
Concurso dos 0 aos 100 - Histórias de Cientistas (De 1 de Fevereiro a 30 de Abril)
A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR) e o jornal Ciência Hoje (CH), decidiram lançar um concurso designado por “Dos 0 aos 100 – Histórias de Cientistas”, numa iniciativa conjunta que tem em vista a divulgação da história e património científico da República, recordando acontecimentos, realizações alcançadas em diversos campos científicos e, mais concretamente, evocando os seus protagonistas.
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
domingo, 4 de Outubro de 2009
RUA ANTÓNIO ANICETO MONTEIRO
Ver:
O nome de António Aniceto Monteiro para uma rua e uma escola
Assembleia Municipal de Lisboa, 17 de Abril de 2007
Assembleia Municipal de Lisboa, 17 de Abril de 2007
EDITAL N.º 78/2009 (da Câmara Municipal de Lisboa)
segunda-feira, 6 de Julho de 2009
“Eles foram de facto valores «sonegados» ao país” [Bento de Jesus Caraça]
Outra razão ainda, não menos forte, me leva a escrever esta carta. É a acusação extremamente grave que V. Ex.a faz aos antigos bolseiros do Instituto para a Alta Cultura.
No dizer de V. Ex.a, apesar das «extraordinárias facilidades» que se lhes proporcionaram, deles não surgiram os «trabalhos de valor positivo que impusessem os seus autores» e enfileiram hoje ao lado daqueles que «não realizaram trabalho útil ou porque o não quiseram ou não souberam produzir ou porque cometeram o crime de reservar para os seus partidos o que de direito pertencia à Nação», daqueles que «não exibem títulos à confiança do povo português – ou porque os não possuem, ou porque os sonegaram».
Estamos assim em face de uma situação singularmente pitoresca – a de um conjunto de homens, entre os quais antigos bolseiros, que, ou são incapazes ou, não o sendo, se dedicaram à tarefa diabólica de sonegar os seus próprios títulos, de reservar os seus trabalhos para os seus partidos. Espectáculo, na verdade, singular – este, que trabalha em matemática, vá de sonegar uns teoremas da teoria dos conjuntos e enterrá-los em segredo nos cofres do partido X; aquele, que se dedica à Física Atómica, sonega resultados sobre a desintegração do núcleo e leva-os em não menor segredo para as arcas secretas do partido Y. Quem sabe mesmo se nalguma cave bafienta e soturna do partido Z, não estava já há muito tempo sonegada a bomba atómica... E por toda a parte, nas posições estratégicas da ciência, da arte, da filosofia, etc., etc., uns cidadãos sinistros sonegam para os partidos! tudo a sonegar. Que magistral panorama da nossa vida cultural, V. Ex.a conseguiu traçar – o panorama da universal sonegação! Ah! Ramalho Ortigão!
Sr. Sub-Secretário de Estado eu não sou nem fui bolseiro do Instituto para a Alta Cultura: sou talvez um «sonegador» embora sem a agravante de ter usufruído das «extraordinárias facilidades». Não sou nem fui bolseiro e não tenho procuração de nenhum deles para o defender, nem eles necessitam de quem os defenda. Mas há entre eles dois homens que não podem agora defender-se porque não estão em Portugal. Dois homens que são dos maiores valores intelectuais da sua geração – José Rodrigues Migueis e António Aniceto Monteiro.
Dois homens que foram bolseiros e quiseram dar honestamente ao seu país os frutos do seu trabalho e da sua capacidade; dois homens que o Estado não aproveitou, a quem não criou as mínimas condições de trabalho: dois homens que através das maiores dificuldades materiais lutaram heroicamente para poderem dar ao seu país, tudo aquilo de que eram capazes. José Rodrigues Migueis, esse querido e generoso Migueis, especializado na Bélgica em reeducação de crianças anormais, não conseguiu em Portugal, mais do que um lugar numa instituição particular onde lhe pagavam 400 escudos por mês. A António Aniceto Monteiro, matemático brilhante, doutor pela Sorbonne, não foi dado, como situação pública, mais que um lugar de assalariado do Instituto para a Alta Cultura para catalogar revistas!
Estes dois homens acabaram por ter de sair de Portugal, em procura de condições de vida e de trabalho. A respeito deles aplica-se com toda a justiça a palavra «sonegação». Eles foram de facto valores «sonegados» ao país. Por quem? pelos partidos?
Se V. Ex.a se tivesse previamente informado do que é a vida intelectual e material dos estudiosos do seu país, da atmosfera de dificuldades em que por vezes eles vivem, estou em crer que não teria lançado a monte, para cima daqueles que nobremente se lhe opõem em luta de ideias, a acusação indiscriminada de incapazes ou de desonestos. Ou seremos nós já tão irremediavelmente infelizes que não possamos fazer justiça aos nossos adversários?
Bento de Jesus Caraça: [Segunda e última parte da] Carta aberta ao Subsecretário de Estado das Corporações.
No dizer de V. Ex.a, apesar das «extraordinárias facilidades» que se lhes proporcionaram, deles não surgiram os «trabalhos de valor positivo que impusessem os seus autores» e enfileiram hoje ao lado daqueles que «não realizaram trabalho útil ou porque o não quiseram ou não souberam produzir ou porque cometeram o crime de reservar para os seus partidos o que de direito pertencia à Nação», daqueles que «não exibem títulos à confiança do povo português – ou porque os não possuem, ou porque os sonegaram».
Estamos assim em face de uma situação singularmente pitoresca – a de um conjunto de homens, entre os quais antigos bolseiros, que, ou são incapazes ou, não o sendo, se dedicaram à tarefa diabólica de sonegar os seus próprios títulos, de reservar os seus trabalhos para os seus partidos. Espectáculo, na verdade, singular – este, que trabalha em matemática, vá de sonegar uns teoremas da teoria dos conjuntos e enterrá-los em segredo nos cofres do partido X; aquele, que se dedica à Física Atómica, sonega resultados sobre a desintegração do núcleo e leva-os em não menor segredo para as arcas secretas do partido Y. Quem sabe mesmo se nalguma cave bafienta e soturna do partido Z, não estava já há muito tempo sonegada a bomba atómica... E por toda a parte, nas posições estratégicas da ciência, da arte, da filosofia, etc., etc., uns cidadãos sinistros sonegam para os partidos! tudo a sonegar. Que magistral panorama da nossa vida cultural, V. Ex.a conseguiu traçar – o panorama da universal sonegação! Ah! Ramalho Ortigão!
Sr. Sub-Secretário de Estado eu não sou nem fui bolseiro do Instituto para a Alta Cultura: sou talvez um «sonegador» embora sem a agravante de ter usufruído das «extraordinárias facilidades». Não sou nem fui bolseiro e não tenho procuração de nenhum deles para o defender, nem eles necessitam de quem os defenda. Mas há entre eles dois homens que não podem agora defender-se porque não estão em Portugal. Dois homens que são dos maiores valores intelectuais da sua geração – José Rodrigues Migueis e António Aniceto Monteiro.
Dois homens que foram bolseiros e quiseram dar honestamente ao seu país os frutos do seu trabalho e da sua capacidade; dois homens que o Estado não aproveitou, a quem não criou as mínimas condições de trabalho: dois homens que através das maiores dificuldades materiais lutaram heroicamente para poderem dar ao seu país, tudo aquilo de que eram capazes. José Rodrigues Migueis, esse querido e generoso Migueis, especializado na Bélgica em reeducação de crianças anormais, não conseguiu em Portugal, mais do que um lugar numa instituição particular onde lhe pagavam 400 escudos por mês. A António Aniceto Monteiro, matemático brilhante, doutor pela Sorbonne, não foi dado, como situação pública, mais que um lugar de assalariado do Instituto para a Alta Cultura para catalogar revistas!
Estes dois homens acabaram por ter de sair de Portugal, em procura de condições de vida e de trabalho. A respeito deles aplica-se com toda a justiça a palavra «sonegação». Eles foram de facto valores «sonegados» ao país. Por quem? pelos partidos?
Se V. Ex.a se tivesse previamente informado do que é a vida intelectual e material dos estudiosos do seu país, da atmosfera de dificuldades em que por vezes eles vivem, estou em crer que não teria lançado a monte, para cima daqueles que nobremente se lhe opõem em luta de ideias, a acusação indiscriminada de incapazes ou de desonestos. Ou seremos nós já tão irremediavelmente infelizes que não possamos fazer justiça aos nossos adversários?
Bento de Jesus Caraça: [Segunda e última parte da] Carta aberta ao Subsecretário de Estado das Corporações.
sábado, 27 de Junho de 2009
quinta-feira, 11 de Junho de 2009
SUMMA BRASILIENSIS MATHEMATICAE: A INFLUÊNCIA DE MONTEIRO NO BRASIL
domingo, 31 de Maio de 2009
Homenagem no Colégio Militar
No dia 16 de Dezembro de 2008, o Colégio Militar recebeu a visita do Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática (Prof. Doutor Nuno Crato) e do Vice-Presidente da mesma Sociedade, Prof. Doutor Miguel Tribolet de Abreu.
Ler o restante da notícia aqui.
sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
Actas do IX Congreso Dr. Antonio Monteiro
Digitalização de Jorge Rezende
Agradecimento a Luiz Monteiro
Agradecimento especial a Leticia Giretti
Ver:
Actas do IX Congreso Dr. Antonio Monteiro
IX Congreso Dr. Antonio Monteiro
IX Congreso Dr. Antonio Monteiro
Centenario del Nacimiento de Antonio Monteiro
Bahía Blanca, 30 de mayo al 1ero de junio de 2007
terça-feira, 16 de Setembro de 2008
Número especial do BOLETIM da SPM dedicado a António Aniceto Monteiro

Este Boletim contém as ACTAS do
Colloquium António Aniceto Monteiro
on the centenary of his birth
Lisboa, 4th-5th June 2007
sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Actas do IX Congreso Dr. Antonio Monteiro
IX Congreso Dr. Antonio Monteiro
Centenario del Nacimiento de Antonio Monteiro
Bahía Blanca, 30 de mayo al 1ero de junio de 2007
Centenario del Nacimiento de Antonio Monteiro
Bahía Blanca, 30 de mayo al 1ero de junio de 2007
Actas:Introducción
Conferencia inaugural
The mathematics of António Aniceto Monteiro RobertoCignoli.
Conferencias invitadas
Universal quasivarieties of algebras M.E.Adams,W.Dziobiak.
Sobre lógicas fuzzy basadas en t-normas y los resultados de Monteiro sobre las álgebras de Heyting simétricas Francesc Esteva, Lluís Godo.
Semi-Heyting algebras Hanamantagouda P. Sankappanavar.
Comunicaciones
Descomposición de la acción signada del grupo simétrico sobre sus transposiciones José Araujo.
Symmetric structure for closure algebras Patricio Díaz Varela.
A duality for monadic (n+1)-valued MV-algebras Marina Beatriz Lattanzi, Alejandro Gustavo Petrovich.
A remark on an approximate functional equation for ζ(s) Pablo Panzone.
On B-operator derivatives on non amenable nuclear Banach algebras C.C. Peña.
Conferencia de clausura
António A. R. Monteiro e a investigação em Portugal na década de 40 Elza Maria Alves de Sousa Amaral.
***
Copiado de IX Congreso Dr. Antonio Monteiro
terça-feira, 8 de Julho de 2008
Ciência e Cidadania - Homenagem a Bento de Jesus Caraça - Fundação Calouste Gulbenkian - Auditório 3 - 10 de Julho - 18h30
quarta-feira, 25 de Junho de 2008
A Evolução Histórica da Ciência no Brasil, por José Leite Lopes
(...)Eu vou falar de matemáticos porque estamos aqui para fazer a história deles não é? Então vou falar deles... eu não sou historiador mesmo, sou só um observador do que está ocorrendo. Conheci Leopoldo Nachbin, um grande matemático meu amigo, talvez o primeiro matemático brasileiro que recebeu influências italianas de Gabriele Mammana, Acchile Bassi, além de Antonio Aniceto Monteiro e depois Marshall Stone e André Weil; Leopoldo Nachbin foi para os Estados Unidos e tornou-se um grande matemático, faleceu recentemente, foi talvez o primeiro matemático profissional da nova geração, ou pelo menos do que eu chamo de "nova geração", como se eu ainda fosse novo...
A EVOLUÇÃO histórica da ciência no Brasil. Rio de Janeiro: CBPF, 1998. 7p. (CBPF-CS-010/98).
Publicado também em Encontro Luso-Brasileiro de História da Matemática, 2 & Seminário Nacional de História da Matemática, 2. São Paulo, 23-26 mar. 1997. In: Anais... s.l., s.n., 1997. Full text
Publicado também em Encontro Luso-Brasileiro de História da Matemática, 2 & Seminário Nacional de História da Matemática, 2. São Paulo, 23-26 mar. 1997. In: Anais... s.l., s.n., 1997. Full text
sexta-feira, 13 de Junho de 2008
Maria Helena Vieira da Silva nasceu há 100 anos
Fotografia retirada de: aqui Carlos Scliar (1920-2001)
Sobre ao relacionamento de António Aniceto Monteiro, Leite Lopes, Arpad Szenes e Vieira da Silva, ver
Leite Lopes, grande amigo de António Aniceto Monteiro
Sobre ao relacionamento de António Aniceto Monteiro, Leite Lopes, Arpad Szenes e Vieira da Silva, ver
Leite Lopes, grande amigo de António Aniceto Monteiro
***
Relembro a figura de Antônio Aniceto Monteiro, matemático português que deu importante contribuição matemática no Brasil enquanto aqui esteve como professor na FNFi, até que pressões políticas oriundas do regime salazarista de Portugal tiveram força suficiente, nesta universidade, àquela época, para afastá-lo.
Lembro da Pensão Internacional de Santa Teresa no Rio de Janeiro, para onde fui em 1946, depois de casar-me assumir a cátedra na Faculdade Nacional de Filosofia. Ali estavam os Monteiro, o casal de pintores Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes, mundialmente famosos, o pintor Carlos Scliar, o saudoso crítico de arte Rubem Navarra e os nossos vizinhos e amigos, os ceramistas Anna e Adolpho Soares, num ambiente onde pairava talvez a sombra de Isadora Duncan, que lá - dizem - havia se hospedado e para onde iam, freqüentemente, à noite, Murilo Mendes, Manuel Bandeira, Heitor Grillo e Cecília Meirelles. Evoco o apoio que recebi na década de 1940 e 1950, dos conselheiros científicos da Embaixada da França, entre eles Madame Gabrielle Mineur, do Conselho Britânico. No Conselho Científico da Embaixada Americana no Rio de Janeiro, em 1969, devo a Mr. Hudson os esforços realizados para a minha partida para Pittsburgh.
Invoco na década de 1940, no Quartier Latin do Rio de Janeiro, o Catete, as discussões sobre cinema conduzidas por Vinicius de Moraes e Plínio Sussekind Rocha e as discussões com companheiros como Guerreiro Ramos, sobre Platão e Rainer Maria Rilke. Relembro encontros no gabinete de Simeão Leal, no Ministério da Educação; os encontros com colegas de outras especialidades na Faculdade Nacional de Filosofia - o que a velha instalação na cidade permitia -, como Roberto Alvim Correa, Manuel Bandeira, Josué de Castro Vieira Pinto, Hilgard Sternberg, Thiers Moreira, Maria Yedda Linhares, João Cristóvão Cardoso, Alceu Amoroso Lima, Vitor Nunes Leal, Oliveira Castro, Otto Maria Carpeaux - então chefe da Biblioteca da FNFi - e Júlio de Sá Carvalho. As discussões sobre filosofia com René Poirier, o grande epistemólogo da Sorbonne, A. Ratisbona e Iremar Pena. Aqui paro pois este relato.
sábado, 31 de Maio de 2008
sexta-feira, 25 de Abril de 2008
quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Comemorações da Vida e Obra de Mira Fernandes
Digitalização de Jorge Rezende Comemorações da Vida e Obra de Mira Fernandes têm início em Lisboa
É já amanhã, quinta-feira, 17 de Abril, a inauguração das comemorações da vida e obra de Aureliano de Mira Fernandes, por ocasião dos 50 anos do seu falecimento. A cerimónia terá lugar pelas 10h30 no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa. Na ocasião, será lançado um selo comemorativo da efeméride e o primeiro volume das Obras Completas do ilustre matemático. As comemorações decorrem até 16 de Junho de 2009, e o encerramento terá lugar no Instituto Superior Técnico, onde também foi professor.
Cartaz:
*
Fotografias:
*
domingo, 6 de Abril de 2008
sábado, 5 de Abril de 2008
Revista O COLÉGIO MILITAR nº 215 de Dezembro de 2007
Revista da Associação dos Antigos Alunos do Colégio Militar nº 169
Revista O COLÉGIO MILITAR nº 213 de Julho de 2007


Ver:
o 78 de 1917 (do blogue SONHO, CORAGEM & DEVOÇÃO )
Centenário do Nascimento de um Notável Matemático (do blogue Colégio Militar 1977/85)
Centenário do Nascimento de um Notável Matemático (do blogue Colégio Militar 1977/85)
quarta-feira, 2 de Abril de 2008
Maria de Lurdes Pereira Coutinho, a irmã mais nova de António Aniceto Monteiro
Maria de Lurdes Pereira Coutinho Ataíde Costa
1922 - 30 de Março de 2008
***
Ver:
quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
No blogue José Cardoso Morgado
Ver a etiqueta
que já tem os seguintes títulos:
Os Anos 40 e a Resistência Matemática
Professor Ruy Luís Gomes (1905 - 1984)
Os Anos 40 e a Resistência Matemática
Professor Ruy Luís Gomes (1905 - 1984)
segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
António Aniceto Monteiro: um testemunho sobre o impacto recente da sua obra em Álgebras da Lógica
Seminário de Álgebra"António Aniceto Monteiro: um testemunho sobre o impacto recente da sua obra em Álgebras da Lógica"
Isabel Ferreirim (Universidade de Lisboa, Portugal)
Sexta-feira, 09 de Novembro de 2007, 14h30, Anfiteatro
Abstract:
António Aniceto Monteiro, cujo centenário do nascimento se comemorou em 31 de Maio de 2007, deixou obra ampla no estudo de diversos sistemas algébricos da Lógica: vejam-se as cerca de 2800 páginas da sua obra, reunida recentemente em 8 volumes (dois dos quais póstumos) e editada por Eduardo Ortiz (Imperial College, London) e Alfredo Pereira Gomes. A pretexto da comemoração do centenário do seu nascimento, darei, neste seminário, o meu testemunho sobre o impacto da obra de A. A. Monteiro na área de Lógica Algébrica, por meio da análise de alguns trabalhos publicados já no século XXI.
Local:
Av. Prof. Gama Pinto, 2
1649-003 Lisboa
domingo, 4 de Novembro de 2007
O Coronel José Narciso d'Andrade

Na fotografia estão José Narciso d'Andrade, a esposa (Clotilde da Fonseca Silvano) e a filha de ambos (Eugénia Cândida Silvano de Andrade) (4 de Março de 1917).
José Narciso Antunes d’Andrade Júnior, nasceu em 27 de Dezembro de 1854 no Crato, distrito de Portalegre. Foi promovido a “Coronel para o Estado Maior de Infantaria em 12 de Agosto de 1909, colocado no Regimento de Infantaria nº 11, em Setúbal, em 4 de Setembro do mesmo ano, e no D.R.R. nº 5, em Lisboa, como comandante, em 26 de Outubro de 1910. Faleceu em 4 de Novembro de 1926.
É do Coronel José Narciso d'Andrade o relatório através do qual se tem o retrato mais completo da personalidade do pai de António Aniceto Monteiro. Ver:
quinta-feira, 1 de Novembro de 2007
António Aniceto Monteiro homenageado na abertura solene do ano lectivo no Colégio Militar
No dia 19 de Outubro de 2007 realizaram-se as cerimónias da Abertura Solene do Ano lectivo, após terem decorrido 204 anos sobre a Fundação do Colégio. ***
Lição Inaugural proferida pelo Professor Vasco Lince: " Aniceto Monteiro " - O matemático que olhava Portugal de longe. [ PDF ]
***
o 78 de 1917 (do blogue SONHO, CORAGEM & DEVOÇÃO )
sábado, 15 de Setembro de 2007
"Pienso que todos los hombres tienen derecho a la cultura..." [texto completo!]
Señoras y Señores
Colegas y amigos:
Colegas y amigos:
Quiero en primer lugar expresar mis mejores agradecimientos a todas las personas que han querido honrarme con su presencia en esta reunión, que me ha emocionado profundamente.
Llevo 43 años de actividad, como trabajador científico, realizada principalmente en tres países: Portugal, Brasil y Argentina.
No existen caminos fáciles. De un modo general he encontrado en mi trabajo dificultades de mayor o menor grado según los países y las circunstancias particulares del contexto ambiental, que cambia en forma constante.
¿Cuáles son las ideas de carácter general que dominaron mi espíritu al final de una vida dedicada al trabajo científico?
En primer lugar pienso que la observación, la experimentación y el razonamiento, como es bien conocido son los pilares del conocimiento humano.
Se trata de una convicción profunda que he mantenido a lo largo de toda mi vida, juntamente con muchísimos otros, con vivo rechazo de todo tipo de tendencias irracionales.
La observación del mundo exterior ha motivado, por cierto, la creación de muchas ramas de la matemática, dándoles el impulso inicial.
Pero una característica esencial de esta disciplina consiste en no hacer afirmaciones sin demostrarlas, sin probarlas por medio de razonamientos adecuados. En esto reside el encanto de la matemática.
El arte de razonar es el instrumento fundamental que se usa para labrar el terreno de esta disciplina.
Pero dado un conjunto de postulados el desarrollo de sus consecuencias no está automáticamente determinado. Existen muchos caminos posibles. Hay que elegir. Por un lado están las nociones nuevas que hay que introducir (por medio de definiciones) y las relaciones entre ellas que es necesario describir.
Se trata en realidad de un viaje poético por caminos desconocidos que tiene todas las características de una aventura apasionante.
Aparentemente en su desarrollo intervienen la imaginación, las consideraciones de carácter estético y filosófico, la observación ó el descubrimiento de analogías, el poder de síntesis, de análisis, etc. Encontrar una perspectiva, escalar caminos difíciles y desconocidos, para llegar eventualmente a un punto de vista destacado y contemplar el paisaje circundante; son posibilidades que mueven el espíritu del estudioso.
Uno percibe de pronto todas las dificultades que se presentan en un trabajo de esta naturaleza y al disfrutar de un paisaje maravilloso en algunos caminos que otros abrirán se adquieren dos virtudes irreemplazables; la humildad y el respeto por la actividad del investigador científico.
En esta aventura de la razón no es posible hacer abstracción del uso que se hace de los resultados obtenidos en el campo de la investigación, ni de sus motivaciones; para el Bien o para el Mal. Disyuntiva siempre presente en el curso de la Historia, en la cual intervienen todos los hombres, cuanto mas no sea por su indiferencia.
Pienso que todos los hombres tienen derecho a la cultura y espero que llegará pronto la era en que todos ellos podrán satisfacer plenamente sus necesidades de orden material, sin distinciones de ninguna naturaleza.
Paralelamente todos deben tener consciencia de sus deberes y obligaciones, trabajando de acuerdo con sus posibilidades, para el bien de la humanidad.
Esto será posible si la generación actual, y en particular los jóvenes, se proponen alcanzar esos objetivos por caminos inteligentes y adecuados para cada contexto.
Las ciencias matemáticas, como todas las otras, tienen un importante rol a desempeñar en la construcción de un mundo mejor.
Pensar de esta forma es un deber, creo yo, pero se trata de un pensamiento de muchos millones de hombres y que tiene profundas raíces en la historia.
Estas son mis convicciones y mis deseos mas profundos.
Como trabajador científico me he limitado a cumplir con mis deberes. Otros méritos no tengo. Mal puedo justificar las atenciones que recibo en el día de hoy y solo quisiera expresar en pocas palabras mi reconocimiento.
António Aniceto Monteiro (1974?)
Las ciencias matemáticas, como todas las otras, tienen un importante rol a desempeñar en la construcción de un mundo mejor.
Pensar de esta forma es un deber, creo yo, pero se trata de un pensamiento de muchos millones de hombres y que tiene profundas raíces en la historia.
Estas son mis convicciones y mis deseos mas profundos.
Como trabajador científico me he limitado a cumplir con mis deberes. Otros méritos no tengo. Mal puedo justificar las atenciones que recibo en el día de hoy y solo quisiera expresar en pocas palabras mi reconocimiento.
António Aniceto Monteiro (1974?)
Este deve ser o discurso de agradecimento por lhe ter sido outorgado o título de Membro Honorário da União Matemática Argentina (1 de Outubro de 1974). Agradecimentos ao Prof. Luiz Monteiro que o transcreveu. Pertence ao espólio de António Aniceto Monteiro.
NOTA: Infelizmente, na FOTOBIOGRAFIA (páginas 142-143 (*)), este texto está cortado a partir de "Esto será posible..."
(*) Aparece com o título "Como trabajador científico me he limitado a cumplir con mis deberes..."
Ver:
quinta-feira, 30 de Agosto de 2007
Manuel Valadares – Facetas de uma personalidade: humana, científica e artística (por Lídia Salgueiro e Luísa Carvalho)
quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
Maria e Manuel Valadares em Roma, Novembro de 1940
Abel Salazar
quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
António Monteiro no Brasil (1945-1949)...
Digitalização de Jose Marcilese© Família de António Aniceto Monteiro
por Antonio Augusto Passos Videira (UERJ-Brasil)
[Palestra proferida no Coloquium António Aniceto Monteiro (no centenário do seu nascimento), realiado no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, nos dias 4 e 5 de junho de 2007]
[Palestra proferida no Coloquium António Aniceto Monteiro (no centenário do seu nascimento), realiado no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, nos dias 4 e 5 de junho de 2007]
Ver também:
sexta-feira, 10 de Agosto de 2007
quinta-feira, 9 de Agosto de 2007
António Aniceto Monteiro numa fotografia para o Bilhete de Identidade (1958)
Una ampliacão desta foto, está na Biblioteca do Instituto de Matemática.
Ver:(3) Biblioteca Dr. ANTONIO A. R. MONTEIRO
(2) Biblioteca Dr. ANTONIO A. R. MONTEIRO
(1) Biblioteca Dr. ANTONIO A. R. MONTEIRO
Carta a Leticia Giretti (Bahía Blanca, 14 de Setembro de 1976)
O pai, António Ribeiro Monteiro
© Família de António Aniceto Monteiro
Ver:António Ribeiro Monteiro (1880-1915)
Os pais de António Aniceto Monteiro
Angola e António Aniceto Monteiro
segunda-feira, 30 de Julho de 2007
FOTOBIOGRAFIA - já à venda nas LOJAS FNAC!

Contact CenterVeja um lista das lojas FNAC aqui:
Preço na FNAC: 18 €
Para mais informações sobre pontos de venda, contacte a SPM.
Busto em gesso de Maurice Fréchet da autoria de Abel Salazar
À entrada do Instituto: R. Luís Gomes, A. Monteiro e A. Diego
© Família de António Aniceto Monteiro
Ver:A. Monteiro, J. C. Boussard e A. Diego, Avenida Colón, Biblioteca
No dia do estudante em 1960
E. Fernández Stacco, Antonio Diego e Enzo Gentile
Antonio Diego
Bahía Blanca: António A. Monteiro, ? e Oscar Dodera

© Família de António Aniceto Monteiro
Ver:
Ruy, Margarida, António Aniceto, Lídia e Oscar Dodera
Monteiro, fotógrafo, e Oscar Dodera em Monte Hermoso
Barrio Universitario, Bahía Blanca. Ruy Luís Gomes, A. Monteiro e Oscar Dodera (entre 1958 e 1960)Helena Rasiowa, Roman Sikorski, Ruy Luís Gomes e Oscar Dodera Luscher
Helena Rasiowa (Vienna, June 20, 1917 - Warsaw, August 9, 1994)
Oscar Dodera Luscher (1912-1992)
Monteiro, fotógrafo, e Oscar Dodera em Monte Hermoso
Barrio Universitario, Bahía Blanca. Ruy Luís Gomes, A. Monteiro e Oscar Dodera (entre 1958 e 1960)Helena Rasiowa, Roman Sikorski, Ruy Luís Gomes e Oscar Dodera Luscher
Helena Rasiowa (Vienna, June 20, 1917 - Warsaw, August 9, 1994)
Oscar Dodera Luscher (1912-1992)
Ruy, Margarida, António Aniceto, Lídia e Oscar Dodera
domingo, 29 de Julho de 2007
Passeio no Tejo: vêm-se Pilar Ribeiro, Lídia Monteiro, Soeiro Pereira Gomes (em baixo à direita), Virgínia Redol e Fernando Lopes Graça (à direita)
Passeio no Tejo: Alves Redol, António Aniceto Monteiro e Hugo Ribeiro
sábado, 28 de Julho de 2007
António Aniceto, Lídia e os filhos
A. Monteiro, J. C. Boussard e A. Diego, Avenida Colón, Biblioteca
Reprodução por meios fotográficos de Elza Amaral© Família de António Aniceto Monteiro
Nota: esta fotografia está um pouco deformada, sobretudo do lado esquerdo.Ver:
No dia do estudante em 1960
E. Fernández Stacco, Antonio Diego e Enzo Gentile
Antonio Diego
Monteiro, fotógrafo, e Oscar Dodera em Monte Hermoso
© Família de António Aniceto Monteiro
Ver:
sexta-feira, 27 de Julho de 2007
António Monteiro (filho)
CARLOS ALONZO "Retrato de A. Monteiro" - Lápiz 27 x 37 - 1993.
(legenda original em espanhol)
PESSOAL... E TRANSMISSÍVEL: Elon Lages Lima, matemático
“The Works of António A. Monteiro”
Agradecimento: Luiz Monteiro
Cartaz da apresentação no Congresso Internacional de Matemática (Madrid, 2006).
Ver:The Works of Antonio A. Monteiro, 8 volumes, CD edition (The Humboldt Press)
Ver ainda:
ICHM Session at the ICM 2006. Ibero-American mathematics in the 19th and 20th Centuries
Eduardo Ortiz, Argentina/United Kingdom
Ernesto García Camarero, Spain
João Caraça, Portugal
A tribute to António Aniceto Monteiro (1907-1980), on the eve of his centenary (A brief presentation of the edition of Monterio's Works will be included)
Congressos Dr. Antonio A. R. Monteiro
Calle Dr. A. Monteiro, Bahía Blanca, Argentina
Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada
(3) Biblioteca Dr. ANTONIO A. R. MONTEIRO
(2) Biblioteca Dr. ANTONIO A. R. MONTEIRO
Placa existente à porta da biblioteca do Instituto de Matemática da Universidad del Sur.
(1) Biblioteca Dr. ANTONIO A. R. MONTEIRO
Cartão em que a Direcção do Instituto de Matemática de Bahía Blanca (UNS-CONICET) comunica que, a partir de 29 de Outubro de 1983, a biblioteca se passará a chamar “Antonio A. R. Monteiro”.
quinta-feira, 26 de Julho de 2007
Notícia do falecimento
© Família de António Aniceto Monteiro
Nesta notícia há um engano porque A. A. Monteiro faleceu com 73 anos.
“O Aniceto”...
Prémio Gulbenkian de Ciência e Tecnologia (1978): carta da Fundação Calouste Gulbenkian posterior a 27 de Junho de 1979
Prémio Gulbenkian de Ciência e Tecnologia (1978): carta da Fundação Calouste Gulbenkian de 27 de Junho de 1979
1978: António Monteiro é distinguido com o Prémio Gulbenkian de Ciência e Tecnologia pelo seu trabalho Sur les Algèbres de Heyting Symétriques.
Ver:
Artigo de António A. Monteiro na revista «Técnica» de Setembro/Outubro de 1978 (449/450) de homenagem a Mira Fernandes [M44]
“Informação de António Monteiro sobre as suas actividades e projectos para o futuro”. Lisboa, 12 de Outubro de 1977
quarta-feira, 25 de Julho de 2007
Lídia e António Monteiro com o primeiro neto, Fernando
Lídia e António Monteiro com o primeiro neto, Fernando, nascido em 10 de Outubro de 1962, filho de Luiz Monteiro. Fotografia tirada no Bairro Universitário, nº 12, Bahía Blanca (1963).
24 de Abril de 1975: Carta de matemáticos Argentinos em defesa de António Aniceto Monteiro
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